sexta-feira, 18 de março de 2011

PLANO DE AULA PARA ENSINO FUNDAMENTAL - SÉRIES INICIAIS - GOEGRAFIA


PLANO DE AULA PARA ENSINO FUNDAMENTAL

Tema: Quem não se compartilha...

VERA LÚCIA PEREIRA DE SOUZA

Grupo de Conteúdo
Geografia

Conteúdo
Comunicação e Tecnologia

Introdução
A comunicação incide na ação de emitir, comunicar ou receber mensagens, seja por meio de sons, sinais, gestos ou por meio da linguagem oral e escrita. Para ser completa, é preciso existir um emitente, que produz e transmite a mensagem, e um receptor, que recebe e entende essa mensagem, procurando entender o seu conteúdo.
A importância da comunicação para a vida humana pode ser dimensionada por meio de uma atividade simples: listar todos os períodos em que ela acontece durante um dia inteiro na vida de uma pessoa. A lista pode ser extraordinariamente longa, desde o primeiro “bom dia” até a hora de ir dormir, no caso “boa noite”. A comunicação se confunde com a vida de todos nós, e tem sido do mesmo modo desde o princípio da aventura humana.
Vale advertir que quem recebe a mensagem não é um ser indiferente, que somente absorve informações. Direta ou indiretamente, o receptor desempenha influência sobre quem comunica a mensagem. Para ser compreendido, o emissor necessita saber em que condições sua mensagem será recebida. Isso vale ao mesmo tempo para meios de comunicação de informações como o rádio e a TV: o ouvinte ou o telespectador não fala abertamente com o emissor, mas de alguma forma intervém na programação por meio de pesquisas de audiência. Com a internet, os sistemas interativos com o público tornam-se cada vez mais assíduos.
A grafia mostrou ser uma maneira hábil de levar mensagens a longa distância. Dependendo do desenvolvimento técnico da sociedade e dos recursos disponíveis, as mensagens escritas puderam viajar de barco, veículos automotores, avião, ondas eletromagnéticas ou no lombo de um animal. No mundo atual já têm à disposição sofisticados meios de comunicação e informação, fundamentado no extraordinário desenvolvimento científico-tecnológico desse campo nas últimas décadas: telégrafo, correios, telefones fixos e móveis, rádio, TV, satélites artificiais, internet e outros. Alguns deles atingem milhões de pessoas simultaneamente, como é o caso da TV.
Este Plano de Aulas sugere atividades que têm como objetivo permitir aos alunos se aproximarem desses meios e saberem mais sobre sua estrutura e funcionamento. Visam também a possibilitar que pratiquem livremente a elaboração e o envio de textos múltiplos, considerando os destinatários e os meios empregados para circulação das mensagens.

Objetivos
- Distinguir características interiores e usos de díspares meios de comunicação e informação disponíveis no mundo presente.
- Interpretar e produzir textos em vários gêneros orais e escritos, como cartas, avisos, comunicados, bilhetes, depoimentos e outros.

Conteúdos Específicos
Meios de comunicação e informação;
Distância;
Leitura e produção de textos.


Tempo Estimado
Durante o ano Letivo – conforme a necessidade da turma.
Materiais Necessários
- Jornais, revistas e internet (textos de apoio pesquisados na Internet).

Desenvolvimento das Aulas
1ª aula
Para uma sensibilização inicial conversar com os alunos sobre quais meios de comunicação eles já usaram em seu dia a dia para enviar e receber mensagens. Procurar saber mais sobre as circunstâncias que provocaram a ação de comunicação e se aconteceram em co-presença, como ir a pé até a casa de um amigo para dar um recado, ou utilizando meios de comunicação a distância, como cartas e bilhetes enviados ou recebidos pelo correio ou pelo correio eletrônico, ou ainda conversação em ambientes digitais. Escutar todos os depoimentos e evidenciar que as próximas aulas serão destinadas a se aprofundar um pouco mais sobre o tema. A seguir, propor que a turma se organize em pequenos grupos, encarregando cada um deles da preparação de um painel com textos e imagens que apresentem meios de comunicação vários, incluindo os de períodos históricos distintos. Eles poderão coletar imagens e textos em revistas, em jornais e na internet (veja as indicações abaixo), escrevendo o título e as legendas.
2ª aula
Conversar com a turma sobre os resultados da atividade da aula anterior, lembrando que os meios de comunicação vêm passando por inovações tecnológicas de forma apressada, mudando de forma expressiva a velocidade e o volume das mensagens emitidas e recebidas entre diferentes pessoas, grupos e lugares. Destacar ao mesmo tempo, como lembra o filósofo Pierre Lévy, que uma carta ou um telefonema permitiu ao longo do tempo à comunicação a distância de um para um, enquanto o e-mail ou a sala de bate-papo na internet consente a comunicação em tempo real de muitos com muitos. De outro lado, vale à pena advertir que, ainda que aconteça de fato a substituição de alguns meios e técnicas por outros, há uma coexistência entre meios de comunicação de diferentes tipos e “idades”: por exemplo, ter um telefone ou correio eletrônico à disposição não extingue o contato pessoal e direto. Evidentemente, tal como em outras esferas da vida social, há disparidade de acesso a esses recursos, já que depende bastante do poder aquisitivo de pessoas e famílias.
Por meio de pesquisas e com o seu ajuda, os alunos poderão organizar uma cronologia com o aparecimento de novas técnicas e meios de comunicação e o que essas inovações representaram para a vida social. Observemos um exemplo: o rei de Portugal só soube do desembarque dos portugueses nas terras mais tarde chamadas de Brasil alguns meses depois que ele efetivamente aconteceu, no século XVI, com a carta de Pero Vaz de Caminha. Atualmente, um caso qualquer pode ser conhecido por milhões de pessoas em período real em qualquer parte do mundo. Os alunos poderão pesquisar para saber mais ao mesmo tempo sobre a história postal de nosso país; a agilidade e eficácia dos correios brasileiros são reconhecidas internacionalmente.
3ª aula
Com base no que foi visto nas aulas anteriores, propor que cada aluno mande mensagens para amigos ou familiares. Em primeiro lugar, eles deverão optar como será o texto: bilhete, carta, poema, adivinha, convite, desenhos, notícia, entre outros. A seguir, eles devem identificar nitidamente quem será o leitor da mensagem, o que gostariam de falar para a pessoa selecionado e de que modo o texto deve ser escrito (forma de tratamento, se o estilo de redação será mais ou menos simples, as informações que não podem faltar e assim por diante). O passo seguinte é definir sobre o meio que será empregado para enviar a mensagem: pessoalmente, correio, e-mail, sala de conversação, fax, telegrama, por meio de um portador e outras possibilidades. Se o modo selecionado for o correio, eles deverão saber nome e endereço completo do receptor, compreendendo o Código de Endereçamento Postal (CEP). No caso da internet, necessitam ter em mãos o endereço eletrônico do destinatário.
Agora é só aguardar a resposta!

Avaliação
Fazer um registro organizado das atividades que serão desenvolvidas pelos alunos, decidindo antecipadamente produtos e processos que serão objeto de avaliação. Ressaltar com particular atenção a participação de cada aluno tanto nos trabalhos pessoais como nos coletivos. Acompanhar a preparação dos textos e solicitar quando necessário a sua re-elaboração. É essencial que seja feita uma roda de conversa ao final das atividades para escutar dos alunos o que entenderam das atividades, quais dificuldades sentiram e o que pode ser aperfeiçoado nas próximas oportunidades. Aproveitar esses subsídios para aperfeiçoar o seu planejamento de aulas e projetos didáticos. Articulando as diversas áreas do conhecimento, o tema das comunicações poderá ser estendido em atividades como jogos, seleção e recorte de notícias de jornal, enquetes sobre a TV na vida os alunos e outros.

CURSO DE EXTENSÃO MÍDIAS INTEGRADAS NA EDUCAÇÃO - 1º OFERTA - ANALISE DO PROGRAMA "PÂNICO NA TV"


CURSO DE EXTENSÃO MÍDIAS INTEGRADAS NA EDUCAÇÃO – 1ª OFERTA
CURSISTA: Vera Lúcia Pereira de Souza
TUTORA: Beloni Celso
MÓDULO: TV e VÍDEO
ETAPA: 2 – 14/02/11 a 20/02/2011  
ATIVIDADE: Fórum 3 – Linguagem Televisiva                              
DATA: 15/02/2011
ANALISE DO PROGRAMA “PÂNICO NA TV”

            Fiz analise do programa “Pânico na TV!” que surgiu a 11 anos na rádio Jovem Pan, com um grupo de apresentadores prontos para debocharem de tudo e de todos. Todos os dias têm um entrevistado.
            “Não acho o ‘Pânico’ um programa de humor como é a ‘Praça é Nossa’, por exemplo. Temos mais a linha do escrachado sem lógica.” diz Emílio Surita, diretor do programa.
            O Pânico da rádio Jovem Pan principiou por brincadeira: Emílio Surita e Bola atendiam aos ouvintes de forma zombeteira e o jeito acabou virando formato de programa.
            Com o tempo, novos personagens foram agrupados ao grupo, atualmente composto por sete pessoas e uma "musa", Sabrina Sato. Sabrina é nascida em Penápolis, interior de São Paulo, se lançou depois de seu aparecimento e permanência no programa Big Brother Brasil (BBB), ganhando visibilidade e fãs pela sua habilidade carismática e simples de ser. Depois desta trajetória, foi convidada para ser integrante da trupe do programa Pânico na TV.
            O Programa “Pânico na TV” tem formato que explora em alguns quadros a vida pública com certa agressividade e que tem causado muita polêmica.
            A franqueza agressiva com que abordam celebridades e candidatos ao estrelato é de paralisar qualquer telespectador, ou de fazê-lo cair em gargalhadas.
            O Programa “Pânico na TV!” explora o lado nebuloso, grotesco, que se aproveita da fama alheia para provocar um verdadeiro deboche nas vidas das celebridades. A teoria do grotesco é apresentada como categoria estética cuja temática ou cujas imagens privilegiam, em seu retrato, julgamento, crítica ou reflexão, o disforme, o grotesco, o extravagante; o que se presta ao riso ou à aversão por seu aspecto inacreditável, bizarro, estapafúrdio ou caricato.
            Aproveitando-se dos ângulos de filmagem, o programa do mesmo modo utiliza de artifícios quando quer causar impacto nas cenas em que envolvem celebridades que apresentam excesso de generosidade e humildade, ou faltam com esses adjetivos. No primeiro episódio, utilizam-se do contra-plongée (contra-mergulho) como forma de dar “(...) geralmente uma impressão de superioridade, exaltação e triunfo, pois faz crescer os indivíduos e tende a torná-los magníficos, destacando-os (...)”. (MARTIN, 2003, p. 41).
            No segundo episódio, a plongée (mergulho) é empregada, com a finalidade de diminuir as pessoas, talvez, dependendo do contexto, quando estes apresentam falsa-modéstia, covardia, e outras características pejorativas.
            Seguindo o mesmo formato de outros programas, apresenta a característica de explorar temas polêmicos, assim como um grande apelo de cunho sexual, por apresentar em close up dos dotes femininos das modelos que dançam em seu programa.
            Este não é o único programa escatológico[1] dos meios de comunicação brasileiro, depois de reapreciarem a primeira onda do caricato nas programações das décadas de 1960 e 1970 (Chacrinha, Sílvio Santos, Flávio Cavalcanti, Raul Longras, Hebe Camargo), Muniz Sodré e Raquel Paiva explanam como a preeminência mercadológica da TV popularesca se solidificou nos últimos anos, em programas como o de Ratinho e nos reality shows (Casa dos Artistas e Big Brother Brasil).
            No intuito de melhor entender as novas intenções dos programas televisivos brasileiros, pode ser examinado que tem uma nova prática de compor, de emaranhar as técnicas da comunicação, aproveitando-se de todos os estratagemas na concorrência televisiva de audiência, muitas vezes não se importando com a qualidade do que é oferecido.
            Os primórdios da comunicação são trocados nos tempos contemporâneos por uma estrutura “incomunicacional”. O novo período da “incomunicação”, aonde o que se privilegia é a venda de produtos, utilizando o produto escatológico dos programas, como chamariz para a venda de produtos nos intervalos com as propagandas comerciais.

REFERÊNCIAS
MARTIN, Marcel. A linguagem cinematrogáfica. Editora Brasiliense, 2003.



[1] Tratado acerca dos excrementos; coprologia. Fonte: Dicionário Houaiss


CURSO DE EXTENSÃO MÍDIAS INTEGRADAS NA EDUCAÇÃO - 1º OFERTA - TICs: PROCESSOS PEDAGÓGICOS ADMINISTRATIVOS



Ministério da Educação – MEC

Universidade Federal do Paraná – UFPR

Pró-Reitoria de Graduação – PROGRAD

Coordenação de Integração de Políticas de Educação a Distância – CIPEAD



CURSO DE EXTENSÃO MÍDIAS INTEGRADAS NA EDUCAÇÃO – 1ª OFERTA
CURSISTAS: Vera Lúcia Pereira de Souza
TUTORA: Beloni Celso
MÓDULO: Gestão Integrada de Mídias
ETAPA: Etapa 3 – 17 a 23/03/2011
ATIVIDADE: Fórum: Estratégias Articuladoras da Dimensão Pedagógica e Administrativas                  
DATA: 17/03/2011
TICs: PROCESSOS PEDAGÓGICOS E ADMINISTRATIVOS

              Hoje em dia, Informação e Comunicação são sinônimos de poder: ter a capacidade de comunicar expressa poder aceder a informações, e interatuar para a alcance de novas informações, do mesmo modo eles portadores de informação.
              O computador e os seus periféricos, denominados por Tecnologias de Informação e Comunicação são, sem dúvida, um meio fundamental e privilegiado para aceder, trocar e disponibilizar Informação, agrupando todas as condições do multimídia, para as quais o momento e a distância deixa de ter significado, pela transmissão praticamente instantânea de dados.
              Atualmente as Tecnologias de Informação e Comunicação estão constantemente presentes no nosso universo profissional, ora porque os computadores competem conosco, ora porque são valiosas ajudas.
              As Tecnologias de Informação e Comunicação assumem um papel essencial na construção de uma escola voltada para o desenvolvimento de indivíduos capazes de construir o seu próprio conhecimento, e integradora de todos os alunos (não importando se apresentam deficiência ou não), considerando não só as suas necessidades particulares, mas do mesmo modo a forma como estabelece as suas aprendizagens.
            Desde uma perspectiva de gestão escolar que adota o suporte tecnológico como mediador de suas relações institucionais e pedagógicas, é imprescindível pôr o administrativo a serviço do pedagógico, de forma integrada e interligada, promovendo o fluxo de informações com a adoção de ferramentas virtuais, garantindo uma maior comunicação da escola especial com a comunidade escolar e com o público em geral. (PARO, 2008).
              A rede Internet é um ambiente privilegiado de comunicação e de divulgação da informação que pode viabilizar este suporte tecnológico.
              No entanto, não satisfaz somente informar quais atividades/ações à escola está desenvolvendo; necessita do mesmo modo criar ambientes de comunicação não presenciais, especialmente por meio de ferramentas virtuais disponíveis na Internet, tendo como as mais empregadas o e-mail, as listas de discussão, o fórum, o chats, os blogs, dentre outras.
              Hoje na nossa Escola Especial as gestoras têm nestas tecnologias um apoio imprescindível ao gerenciamento das atividades administrativas e pedagógicas. Muitas vezes, elas estiveram afastadas e ou ainda continuam funcionando em paralelo em muitas escolas. Contudo, existe um comprometimento para que estejam cada vez mais agregadas em todos os espaços de trabalho, quer seja na secretaria da escola, na sala de computação ou na sala de aula. O administrativo e o pedagógico não estão separados: ambos são necessários e interdependentes.
              Desenvolver a habilidade de relacionar finalidades, atuações e resultados, colaborará ao gestor ter junto de si empreendedores em procura da qualidade na educação, para isto a responsabilidade de ser incentivador e direcionador na formação do professor é um aspecto de grande importância nas atribuições da gestão escolar. Conforme Paro (2008 p.130):
O gestor escolar deve ser um líder pedagógico que apóia o estabelecimento das prioridades, avaliando, participando na elaboração de programas de ensino e de programas de desenvolvimento e capacitação de funcionários, incentivando a sua equipe a descobrir o que é necessário para dar um passo à frente, auxiliando os profissionais a melhor compreender a realidade educacional em que atuam, cooperando na solução de problemas pedagógicos, estimulando os docentes a debaterem em grupo, a refletirem sobre sua prática pedagógica e a experimentarem novas possibilidades, bem como enfatizando os resultados alcançados pelos alunos.
              Emprego das Tecnologias como ferramentas pedagógicas pelos professores são: presença e facilidade de acesso tanto ao hardware como o software; cultura tecnológica da escola; formação do professorado; estrutura organizativa da escola; ideologia do professor; prioridades particulares dos professores; clima e atmosfera da classe; apoio técnico e de formação e, atitude do professores. Cabe enfatizar que a assiduidade com que os professores utilizam estas tecnologias variam em função do nível de modalidade ensino em que ele desenvolve sua atividade profissional.
              Diante dessas perspectivas que se apresentam, não há dúvidas que ser professor ou gestor nos dias de hoje é conviver com as tecnologias de informação e comunicação (TIC) que aparecem como um ambiente pedagógico, apresentando possibilidades e desafios aos alunos e professores de todos os graus de ensino.
              Segundo Postman (2002 p. 218), “A educação tecnológica não é uma disciplina técnica. É um ramo das humanidades”.
              A Tecnologia nos dias de hoje faz parte de nossas vidas de uma forma tão viva que praticamente é impossível viver sem ela, logo, diante de tantas facilidades que a tecnologia proporciona, precisamos estar cautelosos por que o computador é somente uma ferramenta a mais, que traz muitos benefícios, mas também pode levar o aluno ao comodismo e a superficialidade, deixando de lado o mais importante que é converter a informação em conhecimento.
              Por fim, promovendo aprendizagem por meio da construção de conhecimentos (conforme teoria piagetiana), onde professores, gestores escolares e alunos respeitam as diferenças e procuram estudar em conjunto, contando com o apoio da comunidade escolar, a escola realizará sonhos. E assim corresponderá à escola dos sonhos de todos.

REFERÊNCIAS
POSTMAN, N. O fim da educação. Redefinindo o valor da escola. Tradução de C. Alcobia. Lisboa: Relógio d’Água Editores, 2002.
PARO, V. H. Administração escolar: introdução crítica. 15 ed. São Paulo Cortez, 2008.