sexta-feira, 9 de março de 2012

Por dentro do cérebro - Dr Paulo Niemeyer Filho / Neurocirurgião

Por dentro do cérebro - Dr Paulo Niemeyer Filho / Neurocirurgião

Parte da entrevista da revista PODER, ao neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, abaixo, quando lhe foi perguntado:
 
PODER: O que fazer para melhorar o cérebro?

P. N. Você tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se está deprimido, reclamando de tudo, com a autoestima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter alegria. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a autoestima no ponto.


PODER: Cabeça tem a ver com alma?

PN: Eu acredito que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma... Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo. Isto comprova que os sentimentos se originam no cérebro e não no coração.
 
PODER: O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?

PN: Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem, 30% vão ter uma sequela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.
 
PODER: Você acha que a vida moderna atrapalha?

PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.
 
PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?

PN: Todo exagero.
Na bebida, nas drogas, na comida, no mau humor, nas reclamações da vida, nos sonhos, na arrogância,etc.
O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra.
É muito difícil um cérebro muito bom num corpo muito maltratado, e vice-versa.
 
PODER: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?
 

PN: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente que te faz infeliz. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.
 
PODER: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer?

PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem mentalmente ,com saúde, e bom aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha.
 
PODER: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?

PN: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.
 
PODER: Você acredita em Deus?

PN: Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando acabamos de operar, vai até a família e diz: 
"Ele está salvo".

Aí, a família olha pra você e diz:


"Graças a Deus!".

Então, a gente acredita que não fomos apenas nós, que existe algo mais independente de religião.
"Viver é a calentar  sonhos e esperanças, fazendo da fé a nossa inspiração maior.
É buscar  nas  pequenas coisas, um grande motivo para ser feliz!" (Mário Quintana)


DEUS TEM SIDO MUITO BOM EM NOSSAS VIDAS...


DEUS TEM SIDO MUITO BOM EM NOSSAS VIDAS...

Certo dia, um professor chegou à sala de aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova - relâmpago. Todos acertaram suas filas, aguardando assustado o teste que viria.

O professor foi entregando, então, a folha da prova com a parte do texto virada para baixo, como era de costume. Depois que todos receberam, pediu que desvirassem a  folha. Para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto negro, no meio da folha.

O professor, analisando a expressão de surpresa que todos faziam, disse o seguinte: - Agora, vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.
Todos os alunos, confusos, começaram, então, a difícil e inexplicável tarefa. Terminado o tempo, o mestre recolheu as folhas, colocou-se na frente da turma e começou a ler as redações em voz alta.

Todos, sem exceção, definiram o ponto negro, tentando dar explicações por sua presença no centro da folha. Terminada a leitura, a sala em silêncio, o professor então começou a explicar: - Esse teste não será para nota, apenas serve de lição para todos nós. Ninguém na sala falou sobre a folha em branco.

Todos centralizaram suas atenções no ponto negro. Assim acontece em nossas vidas. Temos uma folha em branco inteira para observar e aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros.    

A vida é um presente de Deus dado a cada um de nós, com extremo carinho e cuidado. Temos motivos para comemorar sempre.

Estamos vivos e com saúde, temos uma família maravilhosa, a natureza que se renova e à apreciamos de graça, os amigos que se fazem presentes, o emprego que nos dá o sustento, os milagres que diariamente presenciamos, E MAIS DEUS QUE NOS AMA E NOS FAZ FELIZ, É SÓ OLHAR PARA ELE E CRÊR NELE. No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto negro!  O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um amigo.

Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos diariamente, mas são eles que povoam nossa mente. Pense nisso: Tire os olhos dos pontos negros de sua vida. Aproveite cada bênção, cada momento que a natureza lhe dá. “Creia que o choro pode durar até o anoitecer, mas a alegria logo vem no amanhecer”. SALMOS: 30.5.

Tenha essa certeza, tranqüilize-se e seja... FELIZ

segunda-feira, 5 de março de 2012

Fotos: Apresentação de conclusão dos Trabalhos do PDE/2009

Apresentação de conclusão dos Trabalhos do PDE/2009




Graças à Deus, mais uma etapa vencida!...








 Apresentação de todas as atividades desenvolvidas no PDE/2009, aos alunos, professores e pessoal do NRE/ASSIS.

 Demonstração da atividades a professora Vilma NRE/ASSIS.

 Tod a nossa turma, com muita alegria e professora Ivanise e Vilma do NRE/ASSIS



 Eu e o pessoal da Escola e professora Vima e professora Sergio do NRE/ASSIS, apresentação de Comçcusão dos trabalhos do PDE/2009
 Eu e o professor Sergio - NRE/ASSIS



Eu e o pessoal do NRE/ASSIS:  professor Sergio, professoras Ivanise e Vilma.

SUR - REVISTA INTERNACIONAL DE DIREITOS HUMANOS Revista Nro. 14


SUR - REVISTA INTERNACIONAL DE DIREITOS HUMANOS
Revista Nro. 14 


A Sur – Revista Internacional de Direitos Humanos é publicada duas vezes por ano e distribuída gratuitamente para aproximadamente 2.700 leitores em mais de 100 países. A revista é editada em três idiomas: Inglês, Português e Espanhol; e se encontra inteiramente disponível on-line no site  www.revistasur.org
 
O objetivo da revista é divulgar uma perspectiva do Sul Global sobre direitos humanos, bem como fomentar o diálogo entre professores e ativistas de direitos humanos desta região, sem, contudo, desconsiderar contribuições de outras partes do mundo.

SUR está indexada nas seguintes bases de dados: IBSS (International Bibliography of the Social Sciences); DOAJ (Directory of Open Access Journals); Scielo e SSRN (Social Science Research Network). Além disso, Revista Sur está disponível nas seguintes bases comerciais: EBSCO e HEINonline. 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Seu filho tem discalculia?

Seu filho tem discalculia?
Roberta Cerqueira

"Eu odeio matemática”. Muita gente já ouviu ou falou esta frase em algum momento. O horror aos números é algo comum, mas, que pode estar associado a um transtorno chamado discalculia. Um estudo dirigido pelo matemático Brian Butterworth, mostrou que das 1.500 crianças examinadas, de 3% a 6% apresentaram sinais do problema. Outros estudos desenvolvidos nos Estados Unidos, Europa e Israel mostram que a prevalência da discalculia nestes países varia entre 3% e 6,5%. Apesar da frequência significativa da doença no mundo, pouca gente ouviu a falar a respeito.

Discalculia é um transtorno que atinge as habilidades matemáticas, as quais incluem ainda as aptidões linguísticas, perceptuais e de atenção. Não decorre de uma lesão cerebral, mas de disfunções neurológicas ou imaturidade das funções neurológicas.

São falhas na representação dos fatos numéricos, na execução dos procedimentos aritméticos e impossibilidade de realizar cálculos mentais, de reconhecer a relação entre os diversos conceitos e utilizá-los na resolução de situações-problema.

De acordo com o médico, psicoterapeuta e educador, Antônio Pedreira, trata-se de um problema que merece atenção, principalmente na infância, entre sete e 10 anos, quando os sinais são mais evidentes.
“Quando uma criança tem discalculia ela tem dificuldade até mesmo de distinguir números de letras e consequentemente de executar operações simples como somar e subtrair, ou seja, são pessoas com dificuldade de memória relativa a números”, destaca.

Os discalcúlicos têm inteliquisição da linguagem (oral, leitura, escrita) acontece muitas vezes de forma mais acelerada, e em muitos casos apresentam habilidades poéticas.

Perder objetos frequentemente e passar uma imagem de distraídos é também comum entre os portadores deste transtorno. Podem ainda apresentar dificuldades para entender ordens e planejar estratégias em jogos, de lembrar regras e fórmulas. É comum demonstrarem dificuldades em dançar porque não lembram a sequência de passos de uma dança.

Eles parecem ter medo de lidar com números, sentem-se incapazes de realizar cálculos mentalmente, demonstram dificuldades de entender o conceito e o manejo das operações e até mesmo de fixar a tabuada. Demoram mais para compreender as operações inversas como subtração e divisão.

As noções de espaço e tempo também são comprometidas e demoram de aprender a ler as horas, saber a sequência dos meses, do ano, lidar com as noções temporais de dia, mês e ano, ontem, hoje, amanhã e outras.

Diagnosticando a discalculia

Não é um diagnóstico fácil. Na pré-escola, já é possível notar algum sinal do distúrbio, quando a criança apresenta dificuldade em responder às relações matemáticas propostas - como igual e diferente, pequeno e grande, muito e pouco, etc. “O diagnóstico nesta fase é complexo, pois a criança ainda não foi exposta ao processo de aprendizagem dos conceitos aritméticos, que, em geral, ocorre a partir dos sete anos, época em que os símbolos matemáticos e as operações são introduzidos e os sintomas da discalculia se evidenciam”, lembra Pedreira.

O médico destaca ainda que situações de constrangimento, em relação a esta limitação, podem desenvolver outros transtornos. “Se a criança é ridicularizada, taxada de burra pelos colegas na escola ou mesmo em casa, ela tem a sua autoestima abalada e o problema tende a ganhar uma proporção ainda maior”, diz.

O aluno discalcúlico pode adquirir o medo de enfrentar novas experiências de aprendizagem por desacreditar na sua capacidade. Pode também passar a apresentar problemas de conduta, tornar-se agressivo, apático ou desinteressado.

“Por isso, é importante que se tenha, o quanto antes, o diagnóstico, o qual poderá ser feito de forma multidisciplinar, incluindo avaliação psicopedagógica e neurológica e, assim, começar o tratamento adequado”, reforça.


Publicada: 26/02/2012 06:58| Atualizada: 26/02/2012 06:57 Tribuna da Bahia - 
http://www.tribunadabahia.com.br/news.php?idAtual=107125 


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