sábado, 20 de agosto de 2011

Vídeo: Convivência...

Convivência...
O ser humano é social por natureza e precisa relacionar-se com os outros. Por isso a convivência é considerada a melhor forma de adquirir e pôr em prática os valores essenciais que regem nossa vida em comunidade.



Fonte: http://youtu.be/u5651tdwyXo

Seja gentil. A gentileza nos leva a resultados criativos e produtivos e ainda desvenda a charada da convivência: único meio de nos sentirmos verdadeiramente realizados! 

domingo, 7 de agosto de 2011

Como Designar Pessoas que Têm Deficiência?

Como Designar Pessoas que Têm Deficiência?
Marco Antonio de Queiroz - MAQ.


A maioria das pessoas, inclusive as com deficiência, muitas vezes utilizam
termos conceitualmente inadequados para designar pessoas que possuem alguma
deficiência.

Alguns desses termos, que um dia já foram oficiais, como "deficientes",
pessoas deficientes", "portadoras de deficiência" ou "portadoras de
necessidades especiais", persistem no tempo, na memória coletiva, sendo
muitas vezes preservados e reafirmados pelos títulos de entidades civis e
governamentais que não têm como se livrar de burocracias oficiais para
atualizarem seus nomes. Um exemplo disso é a Associação de Assistência à
Criança Defeituosa - AACD, hoje denominada Associação de Assistência à
Criança Deficiente. Outro exemplo é o da própria CORDE como "Coordenadoria
Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência" que, após 20
anos com esse nome, recentemente passou de coordenadoria para o status de
subsecretaria como Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa
com Deficiência, dessa vez, porém, sendo um bom exemplo de atualização.

Para a jornalista Maria Isabel da Silva, em seu artigo "Por que a
terminologia 'pessoas com deficiência'?", os termos utilizados possuem
importância porque "Na maioria das vezes, desconhece-se que o uso de
determinada terminologia pode reforçar a segregação e a exclusão.(...) e
(...) "Além disso, quando se rotula alguém como "portador de deficiência",
nota-se que a deficiência passa a ser "a marca" principal da pessoa, em
detrimento de sua condição humana".

Segundo Romeu Kasumi Sassaki, "a tendência é no sentido de parar de dizer ou
escrever a palavra "portadora" (como substantivo e como adjetivo). A
condição de ter uma deficiência faz parte da pessoa e esta pessoa não porta
sua deficiência. Ela tem uma deficiência. Tanto o verbo "portar" como o
substantivo ou o adjetivo "portadora" não se aplicam a uma condição inata ou
adquirida que faz parte da pessoa. Por exemplo, *não dizemos e nem
escrevemos que uma certa pessoa é portadora de olhos verdes ou pele morena.*".
(livro Vida Independente: história, movimento, liderança, conceito,
filosofia e fundamentos. São Paulo: RNR, 2003, p. 12-16).

No histórico que Maria Isabel da Silva menciona em seu artigo, percebe-se
que a terminologia foi se amoldando à sua época: "Até a década de 1980, a
sociedade utilizava termos como "excepcional", "aleijado", "defeituoso",
"incapacitado", "inválido"... Passou-se a utilizar o termo "deficientes",
por influência do Ano Internacional e da Década das Pessoas Deficientes,
estabelecido pela ONU, apenas a partir de 1981. Em meados dos anos 80,
entraram em uso as expressões "pessoa portadora de deficiência" e
"portadores de deficiência". Por volta da metade da década de 1990, a
terminologia utilizada passou a ser "pessoas com deficiência", que permanece
até hoje."

Alguns argumentos são repetidos entre pessoas com deficiência a respeito das
inúmeras designações atribuídas a elas, como a de que "deficiente" não se
remete à deficiência que se tem, mas à qualidade de não ser eficiente.; que
"pessoa deficiente" acentua uma qualidade de ineficiência na pessoa; que,
caso se portasse uma deficiência, poderia-se deixá-la em casa e partir sem
ela e que, assim, não se porta ou não uma deficiência, tem-se uma
deficiência; que "portadores de necessidades especiais", após tanta luta
pela igualdade na diferença, que ser "especial" exclui a pessoa do todo, da
igualdade, remetendo-se somente à diferença. Por outro lado, "pessoa com
deficiência" reproduz uma verdade, que é a de se ter uma deficiência, aliada
ao fato de que essa deficiência é de uma pessoa. Dessa forma, pessoas com
deficiência, alunos com deficiência, trabalhadores com deficiência é o que
vem sendo utilizado por pessoas que se interessam pelo assunto e pelo
conceito.

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com
Deficiência<http://www.bengalalegal.com/convencao>,
aprovada pela Assembléia da ONU em 2006, assinada pelo Brasil e outros cerca
de 80 países em 2007 e ratificada em 2008 pelo Congresso Nacional, foi
criada por governos, instituições civis e pessoas com deficiência de todo o
mundo e acabou por oficializar o termo "pessoas com deficiência" em seu
próprio título, além de o reafirmar em todos os seus artigos, especialmente
no artigo de número 1:

 *O propósito da presente Convenção é o de promover, proteger e assegurar o
desfrute pleno e equitativo de todos os direitos humanos e liberdades
fundamentais por parte de todas as pessoas com deficiência e promover o
respeito pela sua inerente dignidade.*

 *Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de natureza
física, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas
barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com
as demais pessoas.*

Esse texto procura incentivar o uso da terminologia correta, oficial e
proposta pelas próprias pessoas com deficiência que colaboraram na
construção desse fantástico tratado de Direitos Humanos que é a Convenção
sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência e que, aos poucos, vai se
espalhando pelo mundo.

Em geral, a pessoa com deficiência, que é caracterizada por sua fragilidade
e não por suas qualidades, vai conseguindo se mostrar a todos, antes por ser
pessoa do que por possuir uma deficiência. Entretanto este é um processo de
lenta assimilação, onde a linguagem possui o seu papel de reveladora de
conceitos, mitos, evolução e transformação. Dessa forma, o termo "pessoas
com deficiência" está, nesse momento, revelando-se como um ponto da história
em que pessoas que têm deficiências se integram à sociedade e esta as
inclui.

Assim, Maria Isabel da Silva, em seu artigo em que este texto foi baseado,
expressa o papel da linguagem no revelar do olhar da sociedade sobre as
pessoas com deficiência: " A construção de uma verdadeira sociedade
inclusiva passa também pelo cuidado com a linguagem. Na linguagem se
expressa, voluntária ou involuntariamente, o respeito ou a discriminação em
relação às pessoas com deficiência. Por isso, vamos sempre nos lembrar que a
pessoa com deficiência antes de ter deficiência é, acima de tudo e
simplesmente: pessoa."
 
Fonte: site Bengala legal

VÍDEO: UM BOM EXEMPLO

VÍDEO: UM BOM EXEMPLO
Um bom exemplo do que cada um de nós temos que fazer para melhorar as coisas, ao invés de ficar parado reclamando das coisas erradas.

Fonte: http://youtu.be/BCPrNg1SO_g

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Vídeo: Desenvolvimento de crianças com Deficiênci Intelectual

Vídeo: Desenvolvimento de crianças com deficiência intelectual.

Vera Lúcia Pereira de Souza
Deficiência intelectual não é  uma doença mental. Uma criança e/ou adulto com deficiência intelectual é, antes de tudo ou de qualquer julgamento, uma pessoa; assim, ao contactar com uma criança, jovem ou adulto com deficiência intelectual, procure:
- Ser natural;
- Evitar superproteção;
- Tratar como criança, enquanto for criança, e jovem e adulto, como jovem e adulto;
- Evitar comparação, a criança, jovem e adulto com deficiênci intelectual, só pode ser comparada com ela mesma;
- Estabelecer limites de forma positiva;
- Enaltecer a criança, jovem ou adulto com deficiência intelectual, nunca subestimas sua capacidade de viver e também da sua inclusão social.
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=ess5_j-QWZI

Lembre-se:
É necessário proporcionar situações desafiadoras à capacidade das crianças, jovens ou adultos com deficiência intelectual, em todas as etapas do seu desenvolvimento, por meio de estimulação, interação, com seus pares da mesma idade ou não, família e sociedade.

sábado, 23 de julho de 2011

AMOR FRATERNAL

AMOR FRATERNAL
Numa sala de aula haviam várias crianças, quando uma delas perguntou à professora:
- Professora, o que é o Amor?
A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera. Como já estava na hora do recreio, pediu que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e que trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de Amor.
As crianças sairam apressadas e ao voltarem a professora disse:
- Quero que cada um mostre o que trouxe consigo.
- Eu trouxe esta flor, não é linda?
 - Eu trouxe esta borboleta. Veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha colecção.
- Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele havia caido do ninho junto com outro irmão. Não é tão engracadinho?

 
E assim as crianças foram dizendo e mostrando o que trouxeram.

Terminada a exposição a professora notou que havia uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo. Ela estava vermelha de vergonha, pois nada havia trazido.
A professora dirigiu-se a ela e perguntou:

- Minha querida porque você não trouxe nada?
- Desculpe professora. Eu vi a flor e senti o seu perfume, pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que seu perfume exalasse por mais tempo. Vi também a borboleta, leve, colorida! Ela parecia tão feliz que não tive coragem de aprisioná-la. Vi também o passarinho caído entre as folhas, mas ao subir na árvore notei o olhar triste de sua mãe e preferi devolvê-lo ao ninho. Portanto professora, trago comigo o perfume da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe do passarinho. Como posso mostrar o que trouxe?

A professora agradeceu à criança e lhe deu nota máxima, pois ela fora a única que percebara que só podemos trazer amor no CORAÇÃO:
 

sexta-feira, 22 de julho de 2011

PAI... TÔ COM FOME...

Ricardinho
não agüentou o cheiro bom do pão e falou:
 

- Pai, tô com fome!!!
 

O pai, Agenor , sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência...
 

- Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome, pai!!!
 

Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Agenor pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente...
 

Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:
 

- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!!!
 


Amaro , o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho...
 

Agenor pega o filho pela mão e apresenta-o a Amaro, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo...
 

Para Ricardinho era um sonho, comer após tantas horas na rua...
 

Para Agenor , uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá....
 

Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada...
 

A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades...
 

Amaro se aproxima de Agenor e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:
 

- Ô Maria!!! Sua comida deve estar muito ruim... Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?!?!
 

Imediatamente, Agenor sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer...
 

Amaro pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho...
 

Mais confiante, Agenor enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas...
 

Após o almoço, Amaro convida Agenor para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório...
 

Agenor conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de
pequenos 'biscates aqui e acolá', mas que há 2 meses não recebia nada...
 

Amaro resolve então contratar Agenor para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias...
 

Agenor com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho...
 

Ao chegar em casa com toda aquela 'fartura', Agenor é um novo homem sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso...
 

Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores...
 

No dia seguinte, às 5 da manhã, Agenor estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho...
 

Amaro chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando...
 

Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele
chamava-o para ajudar aquela pessoa...
 

E, ele não se enganou - durante um ano, Agenor foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres...
 

Um dia, Amaro chama Agenor para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Agenor fosse estudar...
 

Agenor nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta...
 

Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula...
 

Vamos encontrar o Dr. Agenor Baptista de Medeiros , advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro....
 

Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo Amaro, que fica impressionado em ver o 'antigo funcionário' tão elegante em seu primeiro terno....
 

Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Agenor Baptista, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço...
 


Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho , o agora nutricionista Ricardo Baptista...
 

Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, Amaro e Agenor impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um...
 

Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido...
 

Ricardinho , o filho mandou gravar na frente da 'Casa do Caminho', que seu pai fundou com tanto carinho:
 

'Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Deus, e isso não tem preço.. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma. E, que te dê o pão da misericórdia para estender a quem precisar!!!'
 

(História verídica)
 

Se acharem que vale a pena repassem, pois nunca é tarde para começar e sempre é cedo para parar!!!
 
Que Deus te abençoe poderosamente lhe concedendo o dom da caridade e da fé.  Amém

VIVER PARA TRANSCENDER...

Viver para transcender

Viver para transcender
Há um momento na vida que já não vivemos mais apenas para satisfazer necessidades próprias. Há um  momento que passamos a viver para transcender.

No mês de abril de 2011, a professora Lúcia contou-me que estava com uma dificuldade para ajudar uma pessoa cega da Alemanha que estava em viagem para o Brasil. Ela estaria sozinha. Ela dominava parcialmente o inglês, mas desconhecia totalmente o Português. Ela pedira ajuda pela internet e, por intermédio de indicação na rede social, localizou a Lúcia, que estabeleceu com ela um tal vínculo que passou a ser essencial atendê-la  com todo cuidado. Mas o problema era outro. Ela teria seus compromissos em São Paulo, enquanto Lúcia reside em Curitiba.

Sabendo da necessidade, fiz um contato com uma colega que reside em São Paulo, tem filhos adolescentes e, quem sabe, pudesse prestar-lhe apoio. Mas as distâncias, os horários, os compromissos pessoais também a impossibilitavam de prestar o acompanhamento, o deslocamento do hotel para o evento até a Universidade de São Paulo – USP.

Lúcia teve de se deslocar de Curitiba para o hotel de São Paulo a fim de orientar os atendentes do hotel e travar o primeiro contato pessoal com a amiga cega da Alemanha. Depois vieram os contatos por meio de skype, webcam com os mensageiros do hotel. Seus filhos mobilizaram seus contatos com outros estudantes de São Paulo até que um desses colegas disponibilizou-se para acompanhá-la nas idas e vindas do hotel à Faculdade de Direito.

Mas, no início, ela escrevera: “Está difícil conseguir alguém para ajudar minha amiga. Estou quase arrependida.”
- Como é complexo arrebanhar pessoas para missões tão nobres!
- Por que não somos educados para lidarmos com as necessidadesdo outro?
- Por que somos celebrados apenas com as vitórias pessoais?
- Por que apenas o mérito é aplaudido?

Eis o que lhe escrevi antes de obter a solidariedade do jovem estudante.
Quanto ao contato da moça cega, o que lhe solicitou?
Como lhe poderá para auxiliar?
Por que arrepende-se de  algo que faz tão bem e que lhe realiza como ser que nasceu para servir?
Minha nobre, vibra com sua própria essência, pois que apenas os escolhidos a podem conhecer em tão curto tempo de vida.
Se somos buscados, nosso poder já ultrapassou a dimensão do controle sobre outras pessoas.
Nosso poder, nossa função já não é mais a da auto-satisfação. Nosso poder já alcançou a dimensão da transformação das vidas, das condições das pessoas.

 
Quando o poder do humano é usado para potencializar as forças do outro, não para diminuí-lo nem para controlá-lo, então, atingimos novo estágio de felicidade. “Sua felicidade não se limita ao que é percebido pelos  sentidos. Sua felicidade está nas raízes que alargam os passos do caminhante”……

Quando somos chamados não precisamos sufocar o outro com todas as nossas visões, nem com nossas preferências e maneiras. Mas podemos criar uma oportunidade, uma alternativa positiva.

Segundo Feuerstein, a qualidade da inteligência está em criar as condições, mesmo quando elas não são percebidas imediatamente.
O inteligente ama seu trabalho, ama suas gentes, assim como ama o desconhecido, o desafio……
O inteligente localiza os instrumentos, os apoios, as linguagens que aproximam as pessoas e as tornam mais eficazes.
O inteligente mostra-se eficaz, não porque realiza rapidamente sua tarefa nem porque livra-se do problema que lhe é demandado.
O inteligente é eficaz porque resolve o que necessita ser resolvido, um problema que lhe atinge ou que atinja a vida de outra pessoa.
Eis mais uma ação primordial do professor: ensinar o aluno a perceber e a buscar a Alternativa positiva.
O professor de matemática pode fazer constantes feedbacks aos seus alunos diante dos problemas: não há complexidade que resista a uma análise metódica dos dados.
Há sempre uma pista de saída.
Para encontrar a saída, não há que se lamentar por ainda ser aluno nem se julgar impotente diante do problema.
E ainda, não se pode julgar o problema de tão difícil solução  que seja melhor nem tentar  compreendê-lo.
Mas uma quarta condição é fundamental: desprender-se do prejulgamento. Nada é tão novo que não possa tornar-se familiar. Nada é tão complexo que não possa tornar-se simples.
E tudo, absolutamente tudo, pode ser realizado em conjunto.

Agora, retomo esse e-mail para concluir.
No tempo atual, não apenas as distâncias físicas encurtaram.
As pessoas aproximam-se não apenas para satisfação de suas próprias necessidades. Os problemas são partilhados e podem ser enfrentados em conjunto. As pessoas desejam ter experiências de conferir mais poder a quem apresente outras necessidades. Basta que lhes concedamos oportunidades e algumas condições para cada pessoa oferecer ao outro parte de seu potencial. O jovem ficou feliz com a oportunidade de conversar em inglês, conhecer um pouco sobre o modo como uma pessoa cega organiza-se e dirige sua vida.

Assim, como não há fronteira delimitada entre a língua oral e a língua escrita, também não há entre as línguas, entre as culturas, entre as pessoas com e sem deficiência.
Se a internet propiciou a aproximação, o contato entre as duas pessoas, o compromisso, a maturidade de não isolamento, o espírito de busca e de confiança nos outros seres humanos tornou um problema complexo em algo simples. Estabeleceu-se uma rede de apoio. O que era novo e desconhecido tornou-se familiar.
Uma necessidade que era individual passou a ser de muitas outras pessoas. Do mesmo modo, a satisfação
transcendeu a origem, a causa. Causa e conseqüência passaram a não mais se distinguir. Todos beneficiam-se quando se estabelece uma rede  de apoios humanos.
Nossas escolas precisam passar a educar para a transcendência. Todo conteúdo pode ganhar tal significado pessoal que possa constituir em ações a serem realizadas por alguma pessoa, em algum lugar.
A escola pode educar mais para os Processos, para as pequenas etapas. Os grandes resultados não são
completamente observáveis nem visíveis.
A cada dia, um sonho de realizar uma vida. A cada dia, não uma preparação para a vida, uma transcendência.

* Chuva, dá-me água para nutrir a sede nossas cabeças de menos obrigações e mais sensibilidade.
* Os autoritários lutam por suas crenças. Os seres humanos desenvolvidos lutam pelas necessidades das  pessoas.

Paulo Ross
21 07 2011

Fonte: http://profpauloross.wordpress.com/2011/07/21/viver-para-transcender/#comment-22 

quinta-feira, 21 de julho de 2011

GLOBALIZAÇÃO

Desta vez o Luiz Fernando Veríssimo se superou.
 
GLOBALIZAÇÃO...

A melhor definição  de GLOBALIZAÇÃO que os professores nunca ensinaram.
Pergunta:
Qual é a mais correta definição de Globalização?

Resposta:

A Morte da Princesa Diana.
Pergunta:

Por quê?

Resposta:

Uma princesa inglesa com um namorado egípcio, tem um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas. A princesa foi tratada por um médico canadense, que usou medicamentos americanos. E isto é enviado a você por um brasileiro, usando tecnologia americana (Bill Gates) e provavelmente, você está lendo isso em um computador genérico que usa chips feitos emTaiwan e um monitor coreano montado por trabalhadores de Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em caminhões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a você por chineses, através de uma conexão paraguaia

Isto é   *
GLOBALIZAÇÃO!!!*


E QUEM SOU EU?

Nesta altura da vida já não sei mais quem sou...
Vejam só que dilema!!!
Na ficha da loja sou
CLIENTE, no restaurante FREGUÊS, quando alugo uma casa INQUILINO, na condução PASSAGEIRO, nos correios REMETENTE, no supermercado CONSUMIDOR.
Para a Receita Federal
CONTRIBUINTE, se vendo algo importado sou CONTRABANDISTA. Se revendo algo, sou MUAMBEIRO, se o carnê tá com o prazo vencido INADIMPLENTE, se não pago imposto SONEGADOR. Para votar ELEITOR, mas em comícios sou MASSA . Em viagens TURISTA , na rua PEDESTRE, se sou atropelado ACIDENTADO e no hospital viro PACIENTE. Nos jornais sou VÍTIMA, se compro um livro LEITOR, se ouço rádio OUVINTE. Para o Ibope sou ESPECTADOR, para apresentador de televisão TELESPECTADOR, no campo de futebol TORCEDOR.
Se sou
FLAMENGUISTA, SOFREDOR. Agora, já virei GALERA. (se trabalho na ANATEL , sou COLABORADOR) e, quando morrer... uns dirão... FINADO, outros... DEFUNTO, para outros... EXTINTO, para o povão... PRESUNTO... Em certos círculos espiritualistas serei... DESENCARNADO, evangélicos dirão que fui... ARREBATADO...
E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um
IMBECIL !!!
E pensar que um dia já fui mais
EU.
Luiz Fernando Veríssimo.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Tecnologias e adaptações para inclusão e AVAPE

Tecnologias e adaptações para inclusão e AVAPE

Tecnologias e adaptações permitem que pessoas com diferentes deficiências exerçam as mais diversas profissões. Esta reportagem faz parte do programa de TV Sentidos, apresentado por Dudu Braga.