domingo, 9 de dezembro de 2012

PROJETO SERVIÇO SOCIAL - ORIENTANDO PARA O FUTURO EDUCAÇÃO PREVENTIVA AO USO INDEVIDO DE DROGAS NA ESCOLA



 
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO TOCANTIS
UNITINS

PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
CURSO DE SERVIÇO SOCIAL
PROJETO DE INTERVENÇÃO






ORIENTANDO PARA O FUTURO
EDUCAÇÃO PREVENTIVA AO USO INDEVIDO DE
DROGAS NA ESCOLA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL
“NOVO AMANHECER”











NOVA AURORA – PR.
AGOSTO/2010

 
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO TOCANTIS
UNITINS

PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
CURSO DE SERVIÇO SOCIAL
PROJETO DE INTERVENÇÃO




ORIENTANDO PARA O FUTURO
EDUCAÇÃO PREVENTIVA AO USO INDEVIDO DE
DROGAS NA ESCOLA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL
“NOVO AMANHECER”




VERA LÚCIA PEREIRA DE SOUZA
Professora Avaliadora: EZUNILDES AQUINO RESPLANDES LIMA







NOVA AURORA – PR.
AGOSTO/2010

1 TÍTULO DO PROJETO
EDUCAÇÃO PREVENTIVA AO USO INDEVIDO DE DROGAS NA ESCOLA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL “NOVO AMANHECER”


2 APRESENTAÇÃO

O uso indevido de drogas é um tema que preocupa pais, educadores, profissionais de saúde e a sociedade em geral.
Uma das dificuldades deparadas para enfrentar o problema é a falta de conhecimentos seguros sobre o tema. Muitas vezes, as informações são divulgadas fora de um contexto, sem embasamento na realidade ou de forma distorcida, colaborando para uma visão preconceituosa.
O projeto Orientando para o Futuro: Educação Preventiva ao Uso Indevido de Drogas na Escola visa a atingir, alunos, pais, professores e profissionais da Escola de Educação Especial “Novo Amanhecer” do município de Nova Aurora – PR., e tem caráter interdisciplinar. Pretende-se, com esta proposta, que é uma exigência da Disciplina de Estágio Supervisionado I, mobilizar nos alunos, pais e profissionais da educação atitudes e valores positivos, capacitando-os para que assumam com a necessária competência o seu relevante papel na prevenção ao uso indevido de drogas na escola. A ênfase dessa abordagem se dá no sentido de orientá-los para que sejam capazes de desencadear em seu desenvolvimento do potencial sócio afetivo em direção a um estilo saudável de vida em que o uso de drogas não desperte sequer interesse, ou então um interesse ou uma curiosidade que não prejudiquem nem a pessoa e nem a sociedade.
A dependência de drogas necessita ser abordada enquanto questão complexa (Xavier da Silveira, 1996) e transdisciplinar (Sudbrack, 2000) que demanda o trabalho de equipes habilitadas e disponíveis para uma integração das competências e ao mesmo tempo dos desafios colocados no exercício clínico.
Entende-se que o acesso à informação sobre as drogas deve ser garantido como direito da população e prioridade nas políticas públicas. Precisa-se distinguir que é um direito de cidadania ter acesso à informação sobre drogas, bem como obter um lugar de atendimento não repressor e de cuidado pessoal com a saúde.


3 JUSTIFICATIVA

O enfoco fundamental do trabalho da escola deve ser a reflexão, colaborando para a visão crítica das situações e dos problemas e para o desenvolvimento da autonomia e da competência de escolha dos adolescentes. 
O trabalho de prevenção na escola não nasce, deste modo, de uma necessidade localizada, não pretende reprimir os adolescentes, nem ensiná-los a “dizer não às drogas” ou fazer terrorismo sobre uma “tragédia urgente”. Também, não se trata de acumular mais uma tarefa no já sobrecarregado cotidiano do professor. A prevenção ao abuso de drogas é uma tarefa integrante da sua função educacional, fazendo parte do seu projeto pedagógico. Quando compartilhada pelos profissionais de serviço social e educadores, pode ser percebida num argumento de construção da responsabilidade social do grupo de alunos.
As atuações preventivas na escola podem ser guiadas por diferentes modelos, que não são excludentes entre si, constituem guias de ação e sua combinação e adequação são altamente desejáveis para melhor servir à realidade local.
Cabe especificamente à escola participar do trabalho de prevenção primária, ou seja, antecipar-se à experimentação, por meio de atuações com o objetivo de evitar problemas decorrentes do uso de risco. (SUDBRACK, 2000).
A proposta deste projeto segue o modelo da educação para a saúde, baseado na prevenção primária e na teoria sistêmica e no paradigma do pensamento complexo, os quais movimentam redes de proteção, em contraposição ao modelo do medo e à pedagogia do terror, que origina paralisia e ineficácia.
Fazer prevenção do uso indevido de drogas nesse ponto de vista remete a participar de muitas frentes de trabalho. Versa-se de ações em rede que instrumentalizam para a abordagem das questões mais estruturais de diminuição da demanda, construindo estratégias de enfrentamento para minimizar díspares dimensões conectadas ao fenômeno das drogas.
Na realidade, a proposta vai muito além de oferecer tratamento para dependentes de drogas: trata-se da preservação da qualidade de vida, proporcionando ao jovem a possibilidade de ser receptivo a tudo o que o mundo proporciona de bom e prazeroso, ser capaz de vencer as influências negativas da massificação, do consumismo, da corrupção e da violência. (SUDBRACK, 2000).
Jaffe (1999) recomenda que o abuso seja um padrão mal adaptativo do uso de substâncias, manifestado por implicações adversas recorrentes e expressivas relacionadas ao uso frequente. Já a dependência pode ser denominada como um agrupamento de indícios cognitivos, comportamentais e fisiológicos indicando que a pessoa emprega a substância apesar de problemas expressivos relacionados a ela.
Silveira Filho (1996) salienta, também, que o abuso e a dependência de drogas não acontecem por acaso. Tal fato é originado devido a fatores que remontam à infância do indivíduo e, somados a isso, têm aqueles de caráter econômico, histórico, social, cultural, familiar e psicológico. Deste modo, para ser mais bem compreendido, deve-se levar em consideração três elementos, ou seja, a substância psicoativa, a singularidade biológica e psicológica e o contexto sociocultural. A ação preventiva, vista por esse prisma, deve atentar para esta tríade para não avigorar o mito de que a droga é em si mesma a causa do problema.
O presente Projeto será destinado aos Professores, comunidade escolar, pais e alunos da Escola Especial “Novo Amanhecer” do Município de Nova Aurora – PR.


4 OBJETIVOS

4.1GERAL

Levar informações, aos alunos especiais, pais e comunidade escolar da Escola de Educação Especial “Novo Amanhecer” – APAE de Nova Aurora, PR., sobre o mecanismo de ação das drogas e suas conseqüências individuais e sociais, empregando a prevenção primária, onde a mesma tem o objetivo de extinguir ou reduzir os fatores sociais, culturais e ambientais que favoreçam o uso indevido de drogas. Oferecendo subsídios para ajudar os pais, a comunidade escolar, os alunos especiais sobre a realidade do uso indevido de drogas.

4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Levar parte do conhecimento científico dos profissionais da Escola Especial “Novo Amanhecer” para a comunidade escolar, alunos especiais e pais;
- Conscientizar os adolescentes/jovens especiais de que a qualidade de vida, o lazer e a participação na comunidade são formas de evitar a procura pela droga;
- Descrever os prejuízos ocasionados pelas drogas ao organismo;
- Averiguar quais são as principais dúvidas que os jovens especiais dessa idade apresentam em relação às drogas.


5 PÚBLICO ALVO

O projeto inicia-se no segundo semestre de 2010, com pais, professores, profissionais da saúde, assistente social, três estagiárias de serviço social e com alunos adolescentes com deficiência intelectual, múltipla deficiência e TGD (transtornos globais do desenvolvimento) matriculados na Escola de Educação Especial “Novo Amanhecer” – APAE de Nova Aurora, localizada na Avenida Gonçalves Dias, 354, no Município de Nova Aurora – Paraná.

6 METAS A ATINGIR

O foco do presente Projeto serão 45 (quarenta e cindo) alunos com deficiência intelectual e/ou múltipla deficiência e/ou TGD, professores e familiares. 
O presente Projeto trabalhará na prevenção primária que segundo a OMS (1992) “é o conjunto de ações que procuram evitar a ocorrência de novos casos de uso abusivo de psicotrópicos ou até mesmo um primeiro uso”.
A prevenção primária será realizada na divulgação de informações, destacando-se o modelo na informação científica não tendenciosa (informação geral e isenta sobre as drogas).
A meta da prevenção primaria é "resguardar" aos alunos especiais e criar ambientes sociais e físicos que sejam positivos para erradicar o problema antes que ocorra.
Deste modo, se propõe uma estratégia de intervenção dupla: tentar transformações nos alunos especiais e nos seus contextos (família, escola, bairro); tentar modificar os fatores ocasionadores que perturbam o pleno desenvolvimento psicossocial (fatores econômicos, culturais, educativos, sanitários).


7 METODOLOGIA

O projeto será realizado por meio de quatro encontros mensais sempre com uma mesma turma de alunos, no período matutino (08h00 às 12h00). Cada encontro será dividido de dois momentos. Primeiramente uma palestra, sendo que no transcorrer da mesma será realizadas dinâmicas de grupos objetivando maior integração e consciência corporal. A Segunda parte será realizada através de atividades de técnicas de grupo como roda de música, teatro, dança e finalizada com uma sessão de relaxamento. As atividades recreativas visão uma maior consistência do grupo e melhor absorção dos temas abordados, como também buscam elevar a conscientização dos alunos de que há coisas boas que são encontradas na convivência em grupo.
As palestras proferidas serão sobre temas pautados à informação e prevenção às drogas, com duração aproximada de uma hora. Ressalta que um fator diferencial nas mesmas será o modo como serão realizadas. No transcorrer das palestras serão realizadas dinâmicas de integração entre alunos e a equipe do projeto, brincadeiras que visam uma melhor consciência corporal.
As dinâmicas de grupo, realizadas no segundo momento, terão como objetivo principal a socialização dos alunos para que estes possam no futuro construir e integrar uma sociedade mais justa e plena de possibilidades para todos, instituindo ambientes de convivência sadios, onde seja admissível vivenciar formas criativas, democráticas e solidárias de resolução de problemas, respeitando-se a individualidade sem que, no entanto, possa intervir na construção coletiva de qualidade de vida social.
O relaxamento avaliado como o motor fundamental para a consciência corporal por melhorar a comunicação com o corpo físico concebe deste modo, uma ponte para uma boa comunicação mental-emocional-espiritual.
De forma mais detalhada, no primeiro encontro será feita uma apresentação dos integrantes do grupo, dos objetivos e propostas do nosso projeto e a forma como será feita a interação com os alunos. Pediremos de uma forma inusitada que cada um se apresente dizendo nome, idade, procedência e o estado de espírito em que se encontra (feliz, apaixonado, triste, sonolento...). Em seguida, a música, interpretada pelos Titãs, chamada Flores, de autoria de Tony Bellotto, Sérgio Britto, Charles Gavin e Paulo Miklos, pertencente ao disco “Ô blesq blom” lançado em 1989 será tocada e ensinada aos alunos por um dos membros da equipe. O esclarecimento do por que da música virá logo depois, relacionando o sentido das Flores com as Drogas. No tema da palestra deste primeiro encontro, será abordada uma iniciação sobre drogas descrevendo seu histórico, classificação, consequências e danos relacionados de uma forma geral.
No segundo encontro, discutirá sobre as drogas legais, mais nomeadamente sobre o álcool e o cigarro, abordando subsídios sobre suas substâncias constituintes e suas consequências. Quanto ao álcool, será explicado que não só o alcoolismo é prejudicial, mas sim que basta extrapolar na insensatez para danificar a própria vida e a de outros. Já quanto ao cigarro será como uma droga silenciosa que vai operando com o transcorrer dos anos.
O terceiro encontro visa uma maior explicação sobre as drogas ilegais mais utilizadas e suas aplicações, com proeminência para maconha, cocaína e seus derivados, também discorrendo sobre suas implicações e consequências para a saúde, bem como seus riscos de dependência.
Concluindo, no quarto encontro será sobre as formas de terapêutica abordando sobre os princípios adotados pelos grupos de Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos e nas Fazendas de Recuperação. Neste encontro ao mesmo tempo falaremos sobre as implicações sociais da utilização de drogas abrindo espaço para declarações de espontâneas. Assim, no segundo semestre de 2010, os alunos especiais da Escola Especial “Novo Amanhecer” farão exposições sob a forma de teatro, demonstrando não só o que estudaram, mas também enriquecendo com a realidade vivida dentro da própria comunidade.
No final de cada encontro serão aplicados questionários abertos de aproveitamento como forma de avaliação. Nesse questionário os alunos mencionarão o que mais gostaram o que não gostaram e sugestões para os próximos encontros, respondendo as seguintes demandas:
Que bom? – delibera o que os alunos acharam do encontro do dia;
Que pena? – definirá o que não gostaram no encontro do dia;
Que tal? – definirá o que os alunos gostariam de alterar para os próximos encontros.
No quarto e derradeiro encontro serão feitas às mesmas perguntas, entretanto além de analisar o encontro do dia, será avaliado ao mesmo tempo todo o projeto.
Além do mais, a equipe do projeto fará uma avaliação de como os alunos e os pais se portam no proceder dos encontros, quanto à participação, interesse e aprendizado demonstrado.


8 RECURSOS E PARCERIAS

8.1HUMANOS

Assistente Social, Psicóloga, Terapeuta Ocupacional, Fonoaudióloga, três Estudantes de Serviço Social, Fisioterapeuta, Alunos com deficiência intelectual e múltipla deficiência e/ou com TGD, professores, pais e voluntários.

8.2 MATERIAIS

De consumo: papeis, canetas, CD, lápis de cor, giz.
Permanentes: sala de aula, TV, DVD, mesas, cadeira, computador, telefone, máquina fotográfica.
Financeiro: Todos os materiais de consumo e permanentes serão utilizados da Escola, pois, a mesma já possui tais materiais e espaço físico.

8.3 ORÇAMENTO

Os custos serão indiretos, onde os mesmos já serão previstos nos orçamentos geral da Escola onde será implementado o presente Projeto, sendo que os salários dos professores e profissionais da saúde envolvidos no mesmo, serão pagos pela Instituição, pois os mesmos são funcionários da entidade.


9 CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES DE EXECUÇÃO DO PROJETO

ATIVIDADES
JUN
JUL
AGO
SET
OUT
NOV
DEZ


01

- Revisão do Projeto e Reunião com Equipe do Projeto
- Preparação para início das Atividades do Projeto (revisão de todo material e verificação do espaço físico que será utilizado no Projeto)


X

X

X

X




02

1º Encontro:
- Com o Público Alvo
- Apresentação da Equipe do Projeto
- Palestra e Dinâmicas




X





03

2º Encontro:
- Palestra / Discussão sobre drogas legais
- Dinâmicas





X




04

3º Encontro:
- Palestra / Informação e explicações sobre as drogas ilegais
- Dinâmicas






X



05

4º Encontro:
- Apresentação, através de Palestra a forma terapêutica dos Alcoólicos Anônimos e Narcóticos Anônimos.
- Dinâmicas







X


06

Avaliação:
- Equipe do Projeto fará Avaliação sobre os Encontros / Palestras com o Público / Alvo
- Fechamento do Projeto e exposição das considerações finais do Projeto, onde serão apresentados os resultados para Equipe do Projeto e o Público Alvo.








X


10 AVALIAÇÃO

A prevenção primária, que é o foco deste Projeto, quer evitar ou retardar a experimentação do uso de drogas. Assim, faz referência ao trabalho que é feito junto aos alunos que ainda não provaram, ou jovens que estão na idade em que costumeiramente se inicia o uso.
Pretende-se quantificar o número de pessoas que o Projeto atingiu e, o número de atividades que cada aluno participou. A partir destas informações, averígua-se se o Projeto alcançou toda a população inicialmente planejada. Para esta avaliação será utilizada um instrumento de registro para que posteriormente cada atividade cumprida durante o Projeto, seja analisada.
O conhecimento acumulado da rede de segurança que a escola pode vir a proporcionar serve como prevenção primária e extrapola os muros da instituição e da simples educação. Esses elementos passam a ser fundamentais na formação de sujeitos conscientes e ativos positivamente dentro da sociedade.










REFERÊNCIAS

JAFFE, J. H. Transtornos relacionados a substâncias. In: KAPLAN, H. I.; SADOCK, B. J. (Orgs). Tratado de Psiquiatria. Tradução Andréa Callefi et al. 6 ed. Porto Alegre, vol. 1: Artes Médicas, 1999.

OMS - Organização Mundial da Saúde 1992. Reagindo aos Problemas das Drogas e do Álcool na Comunidade, São Paulo.

SILVEIRA FILHO, D. X. Dependências: de que estamos falando afinal? In: SILVEIRA FILHO, D. X.; GORGULHO, M. (orgs.). Dependência: compreensão e assistência às toxicomanias. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1996. p. 1-13.

SUDBRACK, M. F. O. Abordagem Comunitária: uma nova forma de pensar a prevenção do uso indevido de drogas. In: Sudbrack, M. F. O., Seidl, E. M. F., Costa L. F. (orgs) (2000). Prevenção do uso indevido de Drogas: diga Sim à Vida. Brasília, CEAD/UnB/SENAD- SGI- Presidência da República, v.2, p.23-32.

























RELATÓRIO DE ESTÁGIO SERVIÇO SOCIAL



 
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO TOCANTINS – UNITINS
CURSO DE SERVIÇO SOCIAL
ESTÁGIO SUPERVISIONADO












RELATÓRIO PARCIAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO








DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL DA ESCOLA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL “NOVO AMANHECER”
NOVA AURORA – PARANÁ








VERA LÚCIA PEREIRA DE SOUZA













NOVA AURORA – PARANÁ
2010

 
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO TOCANTINS – UNITINS
CURSO DE SERVIÇO SOCIAL
ESTÁGIO SUPERVISIONADO















DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL DA ESCOLA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL “NOVO AMANHECER”
NOVA AURORA – PARANÁ








Relatório analítico-descritivo como exigência legal do Curso de Serviço Social – Estágio Supervisionado da Fundação Universidade do Tocantins – UNITINS.








VERA LÚCIA PEREIRA DE SOUZA







NOVA AURORA – PARANÁ
2010
SUMÁRIO


1
INTRODUÇÃO.......................................................................
4


2
DESENVOLVIMENTO ...........................................................
5



2.1
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS .....................
5


2.2
OBJETIVOS INSTITUCIONAIS ....................................
7


2.3
OBJETIVOS IMPLÍCITOS ............................................
7


2.4
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS .................................
8


2.5
RESULTADOS DAS ATIVIDADES..............................
8


2.6
ASPECTOS SUBJETIVOS ...........................................
8


2.7
SERVIÇO SOCIAL.......................................................
8

3
CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................
9


4
REFERÊNCIAS .....................................................................
10























RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO


1 INTRODUÇÃO


As ONGs atualmente procuram de forma permanente ajustamento e adequações entre seus papéis e operações do dia-a-dia, com as reais e essenciais necessidades do meio ambiente interno e/ou externo em que estão introduzidas, por meio de deliberações e atuações de seus gestores.
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE de Nova Aurora, PR., foi fundada no dia 27/06/91, passando a ser mantenedora da Escola de Educação Especial “Novo Amanhecer”, fundada em 01/03/1992, que pertence a uma rede de, aproximadamente, 1800 escolas filiadas ao Movimento Apaeano espalhadas pelo Brasil, tido como o maior movimento filantrópico do mundo e do Brasil, sob a responsabilidade da Federação Nacional das APAE’s. No Estado do Paraná tem uma Federação e Conselhos Regionais que atuam como articuladores visando garantir a unidade filosófica do movimento Apaeano provendo de significado determinando ações e decisões, modelando à práxis organizacional que norteia a conduta dos membros: direção, equipe técnica, docentes, pais, funcionários e comunidade em geral. A missão é a razão da existência da entidade com organização própria e delimitação das atividades dentro da comunidade, fundamentando-se em três pontos: luta em defesa dos direitos da pessoa com deficiência; apoio à família e atendimento especializado.
A escola atende atualmente 120 alunos com deficiência intelectual, múltipla deficiências, transtornos globais do desenvolvimento, crianças com diversas síndromes que comprometem o seu desenvolvimento intelectual e físico.
A mesma atende aos programas de: Educação Infantil – 00 a 03 anos e 04 a 06 anos, Ensino Fundamental de 07 a 16 anos e Educação Profissional acima de 16 anos, nas seguintes Oficinas: jardinagem e horticultura, reciclagem de papel, tecido e madeira, mini marcenaria, oficina de culinária e oficina de bordados e crochê.
Este diagnóstico organizacional permite a estagiária averiguar a organização como um todo e como se comporta a partir de seu planejamento estratégico, para que seja feito a avaliação das áreas de melhoramento, procurando-se deste modo identificar nitidamente a real condição da Escola Especial.
O trabalho contextualiza o projeto global da ONG que cobre todas as áreas e a imagem interna da organização da Escola Especial, averiguando deste modo o compromisso dos funcionários, professores, profissionais da saúde e alunos com a instituição em prol das finalidades comuns, o que é essencial para que se faça um planejamento que se identifique as precisões.
Serão analisados aspectos estratégico, financeiro, mercadológico, recursos humanos, prestação de serviços e espaço externo.
O diagnóstico dessa análise para a estagiária será de grande importância para que seja colocado em prática o ensinamento da sala de aula com a prática de uma ONG, isso fará uma ponte para a porvindoura carreira de Assistentes Sociais.
Pela informação o homem adentra as várias áreas da realidade para dela tomar posse. (CERVO e BERVIAN, 1996).


2 DESENVOLVIMENTO


2.1 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O presente Relatório de Estágio adotou os caminhos de uma pesquisa qualitativa, cujo foco central foi à obtenção de dados, para que seja feito o diagnóstico da ONG.
O delineamento de pesquisa empregado é o método indutivo, por se tratar da observação e análise dos dados da ONG. Para Ludke e André (1996), desempenhar uma pesquisa é preciso avaliar os dados, as evidências, as informações sobre um determinado tema e o conhecimento teórico a respeito dele. Enquanto que para Köche (1997, p. 56) “O conhecimento científico seria formado pelas certezas comprovadas pelas evidências experimentais de alguns casos analisados”.
E a fim de explorar as áreas da ONG, o tipo de pesquisa empregada é a exploratória na procura de aumentar o conhecimento por meio de entrevistas. Para Barros e Lehfeld (1986, p. 93) “se caracteriza pelo contato direto com o fenômeno”. Isso em conjunto com as técnicas de pesquisas aplicadas a este Relatório de Estágio proporcionará maior familiaridade com a ONG e deste modo colaborando para um trabalho coeso e coordenado juntamente com as técnicas de observação, tema que será discutido a seguir.
A partir de uma pesquisa se fará uma constituição do conhecimento que tem como meta originar novos conhecimentos, que segundo Köche (1997) o plano de uma pesquisa esta sujeito tanto do problema a ser investigado, da sua natureza e circunstância e coeficiente de conhecimento do investigador.
As técnicas aproveitadas ao Relatório serão a pesquisa bibliográfica e documental, por meio de observações e entrevistas.
Faz-se imprescindível a pesquisa bibliográfica devido ao fato de abarcar a leitura, análise e interpretação de livros, e também segundo Köche (1997, p. 122) “o objetivo da pesquisa bibliográfica, portanto, é o de conhecer e analisar as principais contribuições teóricas existentes sobre um determinado tema ou problema”.
A pesquisa documental é empregada devido ao fato de serem utilizados documentos internos da ONG onde são feitos os levantamentos das informações.
Segundo Cervo e Bervian (1996, p. 69) “Fonte é todo e qualquer documento ligado diretamente ao objeto de estudo”.
Seguindo a metodologia científica, houve a observação participante, das três estagiárias já que duas são funcionárias da ONG e uma é voluntária da mesma, onde foram adquiridas algumas habilidades e competências, tais como: ser um adequado ouvinte, ter flexibilidades para ocorrências imprevistas, averiguar e controlar as informações coletadas, relacionar os conceitos e teorias aos dados encontrados, e outros benefícios percebidos com essa participação foi o de ter acesso momentâneo aos dados e informações.
Segundo Alencar (1999, p.125) “a observação é um instrumento muito importante quando se pretende compreender uma determinada realidade social em que os fatos, valores, razões e ideias não são sempre expressos verbalmente”. O autor também completa que “a observação não participante é aquela em que o pesquisador permanece onde os indivíduos que estão sendo observados se encontram. No entanto, não se faz passar por um deles”.
Na visão sistêmica da ONG é fundamentada em um roteiro pré-determinado, com o objetivo de abordar e diagnosticar a realidade da Escola Especial, as entrevistas deram-se através de diálogos entre a Coordenação da Escola Especial, Assistente Social, pais, alunos e demais funcionários que se fizeram necessários.
Conforme Marconi e Lakatos (2002, p.93), a finalidade da entrevista é “obter informações a respeito de determinado assunto, mediante um diálogo de natureza profissional, utilizado na investigação social, para coleta de dados ou para ajudar no diagnóstico”.
Deste modo, após ter acompanhado as atividades da ONG, juntamente com a Assistente Social da mesma, será possível fazer o diagnóstico dos dados, seguindo os passos que se segue.


2.2 OBJETIVOS INSTITUCIONAIS:

De acordo com os princípios de liberdade, solidariedade e promoção humana, que regem a Educação Especial e em consonância com a filosofia que norteia à ação educativa do Movimento Apaeano, a escola visa os seguintes objetivos:
Entender o que vem a ser um atendimento educacional especializado;
Buscar uma prática mais reflexiva para que a educação especial se aprimore cada vez mais em um atendimento especializado. 

2.3 OBJETIVOS IMPLÍCITOS:

A Entidade atende a todos os objetivos propostos, pois mantém uma escola especial de qualidade, com os programas educacionais que atendam todas as faixas etárias.
A Escola de Educação Especial “Novo Amanhecer” aceita todo aluno com deficiência intelectual e/ou múltipla deficiência (após triagem), independente de raça, idade, cor, credo e classe social, oferecendo programas educacionais adequados de acordo com seus interesses, necessidades e possibilidades, abrangendo todos os aspectos que favoreçam o desenvolvimento global do educando, visando sua integração, participação e realização pessoal no meio em que vive.

2.4 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS:

A Escola de Educação Especial “Novo Amanhecer”, oferece atendimento especializado aos alunos especiais. Oferece atendimento pedagógico, psicológico, estimulação precoce, Educação Musical, Educação Física e Artes, em horário diferenciado às aulas e aos que necessitam oferece atendimento fonoaudiológico, fisioterapêutico, terapia ocupacional, psiquiatria, serviço social e psicologia.

2.5 RESULTADOS DAS ATIVIDADES

No que tange as relações de trabalho na escola, pode-se dizer que a ação e a atuação não estão centradas em um único profissional. Procura-se, constantemente, promover um trabalho multi e interdisciplinar.

2.6 ASPECTOS SUBJETIVOS
Todos os profissionais procuram viabilizar soluções inteligentes, capazes de ajudar o aluno especial a tornar-se um verdadeiro cidadão e que também ajudem na superação dos preconceitos e discriminações de toda ordem, existentes dentro e fora dos limites escolares.

2.7 SERVIÇO SOCIAL
As necessidades do assistente social na Escola Especial é investigar as situações culturais, ambientais, sociais, pessoais e financeiras do aluno e de seus familiares, a fim de identificar problemas que possam interferir na qualidade de vida.
O atendimento do assistente social ocorre com maior frequência com familiares de baixa renda. Grande parte dos alunos atendidos pela APAE provém de famílias que apresentam precárias condições de moradias, alimentação e vestuário, em virtude do desemprego e da renda familiar insuficiente para suprir todas as necessidades da família.
Além disso, o assistente social investiga os casos de negligência familiar e evasão, tomando as providências cabíveis, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente e de acordo com a lei nº 7.853 que condiz aos Direitos da Pessoa com Deficiência.
A prática profissional do Assistente Social não está firmada sobre uma única necessidade, sua especificidade está no fato de atuar sobre várias necessidades.
Nesse sentido, a Escola Especial tem muito a contribuir para a prática profissional principalmente no que diz respeito à prática dos assistentes sociais que atua na Escola Especial, que têm de lidar com questões relativas à subjetividade.
A assistente social Daniele busca estratégias de melhora da qualidade de vida dos alunos especiais, encaminhando-os para os serviços de assistência médica disponibilizados na APAE e no Centro de Saúde do Município.
A investigação científica tem possibilitado conhecimentos e interesses na área de responsabilidade social educacional aliada ao aperfeiçoamento humano, além da descoberta de possibilidades e limites de intervenção e participação da sociedade civil no desenvolvimento social da comunidade escolar para transformá-la em sustentável, cultivando suas potencialidades e proporcionando maior dignidade aos seus cidadãos. (ALENCAR, 1999).


3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente Relatório de Estágio foi realizado com a finalidade de fazer um levantamento total da Escola de Educação Especial “Novo Amanhecer” – mantida pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Nova Aurora, PR., onde foram analisados os ambientes internos e externos da Escola Especial.
Na procura de dados para a análise desses ambientes fez-se necessário uma vasta pesquisa exploratória entre outras técnicas, as quais serviram de auxilio para um melhor entrosamento dos setores que envolvem as atividades de serviços ofertados.
O assistente social pode atuar, desenvolvendo trabalhos com equipes multidisciplinares, sendo mediador entre colaboradores e organização. Através de seu instrumental técnico operativo o assistente social analisa a realidade da empresa e contribui com a estratégia organizacional, participando também, do processo de desenvolvimento da área de recursos humanos. Pode ainda assessorar treinamentos organizacionais e equipes de segurança e de medicina do trabalho, realizando trabalhos educativos. Desenvolver políticas de benefícios que atendam as necessidades dos colaboradores resultando em um melhor comprometimento e satisfação dos mesmos. A atuação é bastante generalizada e sempre se dá de acordo com a necessidade de cada organização.
Este profissional dispõe de um Código de Ética. Ele é um trabalhador especializado que vende sua força de trabalho para algumas entidades empregadoras, como ONGs e especialmente o Estado que demandam essa força de trabalho qualificado e o contratam.
Sendo assim, a Escola Especial mostra-se como espaço privilegiado para a prática do serviço social no âmbito das relações humanas.
Portanto, diante dos dados levantados através do diagnóstico vivo realizado, em forma observação e relatórios com os alunos, diagnosticou-se que a proposta mais viável no momento é conscientizar sobre a importância da promoção de uma melhor qualidade de vida através da prevenção ao uso indevido de drogas, a melhoria das estruturas de relacionamento entre alunos especiais, pais e comunidade escolar trabalhando as questões de valores, comportamentos e princípios utilizando, palestras.








4 REFERÊNCIAS

ALENCAR, E. Introdução à metodologia de pesquisa social. Lavras: UFLA/FAEPE, 1999.

BARROS, A. J. P. de; LEHFELD, N. A. de S. Fundamentos de metodologia: um guia para a iniciação científica. São Paulo: McGraw-Hill, 1986.

BRASIL, Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 8069, de 13 de julho de 1990.

CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia científica. 4. Ed. São Paulo: MAKRON Books, 1996.

KÖCHE, J. C. Fundamentos de Metodologia Científica: teoria da ciência e iniciação à pesquisa. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997.

MARCONI, M. de A.; LAKATOS, E. M. Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de pesquisa, amostragens e técnicas de pesquisa, análise e interpretação de dados. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2002.






segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A Crise

“A CRISE”

Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorros quentes.
Ele não tinha rádio, televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia bons cachorros quentes.
Ele se preocupava com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava.
As vendas foram aumentando e, cada vez mais, ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha.

Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender uma grande quantidade de fregueses.
O negócio prosperava. . . Seu cachorro quente era o melhor de toda região!
Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola para o filho.

O menino cresceu e foi estudar economia numa das melhores faculdades do país.
Finalmente, já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vidinha de sempre e teve uma séria conversa com ele:
- pai, então você não ouve radio? Você não vê televisão e não lê os jornais?
Há uma grande crise no mundo.

A situação do nosso país é crítica.

Esta tudo ruim.

O Brasil vai quebrar.
Depois de ouvir as considerações do filho doutor, o pai pensou: bem, se meu filho que estudou economia, lê jornais, vê televisão, acha isto, então só pode estar com a razão.
Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e, é claro, pior) e começou a comprar salsichas mais baratas (que eram, também, piores).
Para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada.
Abatido pela noticia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta.
Tomadas essas "providências", as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis.

O negócio de cachorros quentes do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar economia na melhor escola, quebrou.
O pai, triste, então falou para o filho:
- “você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise”
E comentou com os amigos, orgulhoso:
- “bendita a hora em que eu fiz meu filho estudar economia, ele me avisou da crise”...


Grande lição:
“Vivemos em um mundo contaminado por más notícias e, se não tomarmos o devido cuidado, elas nos influenciarão a ponto de roubarem a prosperidade de nossas vidas”.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Vídeo: Ambiente das Possibilidades das Pessoas com Deficiência

Vídeo: Ambiente das Possibilidades das Pessoas com Deficiência



O respeito às pessoas com deficiência é um direito fundamental de convivência...
Inclusão é respeitar o direito do outro.

domingo, 28 de outubro de 2012

LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE NA CONSTRUÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS



LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE NA CONSTRUÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS


Poder esquematizar o amanhã, enxergar expectativas íntegras da vivência, poder propagar seu jeito de entender o mundo por meio de crenças, manifestações culturais e práticas sócio-políticas, com qualidade de vida, vivendo em espaço sustentável e agradável, com ajuda médica, alimentos de qualidade, infraestrutura urbana e rural, lazer, são características que resumem o cidadão do mundo atual. As explicações feitas pelas Declarações de Viena de 1993 e de Beijing em 1995, deixaram de ser apontadas somente contra o Estado. Ao resguardar mais nitidamente os direitos da mulher, das crianças, dos indígenas e das minorias exploradas dentro das sociedades nacionais, os direitos humanos tornaram-se, do mesmo modo, órgãos contra a capilaridade do poder praticado por agentes não estatais.
A democracia, a cidadania e os direitos estão sempre em procedimento de construção. Isso constitui que não podemos definir para certas sociedades uma lista de direitos. Essas exigências serão sempre de acordo com a história determinadas. Como bem constatou Hannah Arendt (1998) o que continua inarredável, como desígnio principal, é o direito a ter direito.
O processo de construção democrática sugere a concepção de ambientes sociais de ações e a significação de instituições constantes para expressão política. Distingue-se, da cidadania indiferente - aquela que é concedida pelo Estado, como conceito moral de tutela e do benefício - da cidadania funcional, aquela que designa o cidadão como portador de direitos e deveres, mas fundamentalmente instituidor de direitos para abrir ambientes de participação e permitir a emergência de novos sujeitos políticos. (TOSI, 2008).
Com as demandas apontadas não se ambiciona exaurir críticas a respeito da identidade, direitos humanos e fraternidade, mas, sim se intenciona explorar um pouco a complexidade dos argumentos atuais em volta de justiça social e democracia.
A segurança dos direitos políticos e civis não deliberou os problemas históricos da cidadania no Brasil. Entretanto, esses direitos constituem um mapa no qual os movimentos sociais podem aparecer publicamente apresentando suas reclamações e recomendações e pode existir rotatividade de grupos políticos no poder. Ao mesmo tempo, os problemas estruturais e seculares da sociedade brasileira podem ser debatidos e analisados.
Portanto, há muito que ser feito, mas temos condições privilegiadas na história brasileira de sugerir discussões e movimentar forças para tentar a mudança de ocorrências de iniquidade e disparidade que danificam o nosso desenvolvimento humano há séculos.


REFERÊNCIAS

ARENDT, Hannah. Da revolução. São Paulo: Ática, 1988.

ONU. Declaração da Conferência Mundial dos Direitos Humanos. Viena, 1993. Disponível em:

ONU.  Declaração da IV Conferência Mundial sobre a Mulher. Beijing, 1995. Disponível em: <http://www.dhnet.org.br/direitos/sip/onu/doc/pequim95.htm> Acesso em: 22 OUT. 2012.

TOSI, Giuseppe. Liberdade, Igualdade e Fraternidade na Construção dos Direitos Humanos. Direitos Humanos: capacitação de educadores. João Pessoa: Editora Universitária / UFPB, 2008, v. I.