domingo, 9 de dezembro de 2012

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SERVIÇO SOCIAL



 
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO TOCANTINS – UNITINS
CURSO DE SERVIÇO SOCIAL
ESTÁGIO SUPERVISIONADO












RELATÓRIO PARCIAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO








DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL DA ESCOLA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL “NOVO AMANHECER”
NOVA AURORA – PARANÁ








VERA LÚCIA PEREIRA DE SOUZA













NOVA AURORA – PARANÁ
2010

 
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DO TOCANTINS – UNITINS
CURSO DE SERVIÇO SOCIAL
ESTÁGIO SUPERVISIONADO















DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL DA ESCOLA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL “NOVO AMANHECER”
NOVA AURORA – PARANÁ








Relatório analítico-descritivo como exigência legal do Curso de Serviço Social – Estágio Supervisionado da Fundação Universidade do Tocantins – UNITINS.








VERA LÚCIA PEREIRA DE SOUZA







NOVA AURORA – PARANÁ
2010
SUMÁRIO


1
INTRODUÇÃO.......................................................................
4


2
DESENVOLVIMENTO ...........................................................
5



2.1
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS .....................
5


2.2
OBJETIVOS INSTITUCIONAIS ....................................
7


2.3
OBJETIVOS IMPLÍCITOS ............................................
7


2.4
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS .................................
8


2.5
RESULTADOS DAS ATIVIDADES..............................
8


2.6
ASPECTOS SUBJETIVOS ...........................................
8


2.7
SERVIÇO SOCIAL.......................................................
8

3
CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................
9


4
REFERÊNCIAS .....................................................................
10























RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO


1 INTRODUÇÃO


As ONGs atualmente procuram de forma permanente ajustamento e adequações entre seus papéis e operações do dia-a-dia, com as reais e essenciais necessidades do meio ambiente interno e/ou externo em que estão introduzidas, por meio de deliberações e atuações de seus gestores.
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE de Nova Aurora, PR., foi fundada no dia 27/06/91, passando a ser mantenedora da Escola de Educação Especial “Novo Amanhecer”, fundada em 01/03/1992, que pertence a uma rede de, aproximadamente, 1800 escolas filiadas ao Movimento Apaeano espalhadas pelo Brasil, tido como o maior movimento filantrópico do mundo e do Brasil, sob a responsabilidade da Federação Nacional das APAE’s. No Estado do Paraná tem uma Federação e Conselhos Regionais que atuam como articuladores visando garantir a unidade filosófica do movimento Apaeano provendo de significado determinando ações e decisões, modelando à práxis organizacional que norteia a conduta dos membros: direção, equipe técnica, docentes, pais, funcionários e comunidade em geral. A missão é a razão da existência da entidade com organização própria e delimitação das atividades dentro da comunidade, fundamentando-se em três pontos: luta em defesa dos direitos da pessoa com deficiência; apoio à família e atendimento especializado.
A escola atende atualmente 120 alunos com deficiência intelectual, múltipla deficiências, transtornos globais do desenvolvimento, crianças com diversas síndromes que comprometem o seu desenvolvimento intelectual e físico.
A mesma atende aos programas de: Educação Infantil – 00 a 03 anos e 04 a 06 anos, Ensino Fundamental de 07 a 16 anos e Educação Profissional acima de 16 anos, nas seguintes Oficinas: jardinagem e horticultura, reciclagem de papel, tecido e madeira, mini marcenaria, oficina de culinária e oficina de bordados e crochê.
Este diagnóstico organizacional permite a estagiária averiguar a organização como um todo e como se comporta a partir de seu planejamento estratégico, para que seja feito a avaliação das áreas de melhoramento, procurando-se deste modo identificar nitidamente a real condição da Escola Especial.
O trabalho contextualiza o projeto global da ONG que cobre todas as áreas e a imagem interna da organização da Escola Especial, averiguando deste modo o compromisso dos funcionários, professores, profissionais da saúde e alunos com a instituição em prol das finalidades comuns, o que é essencial para que se faça um planejamento que se identifique as precisões.
Serão analisados aspectos estratégico, financeiro, mercadológico, recursos humanos, prestação de serviços e espaço externo.
O diagnóstico dessa análise para a estagiária será de grande importância para que seja colocado em prática o ensinamento da sala de aula com a prática de uma ONG, isso fará uma ponte para a porvindoura carreira de Assistentes Sociais.
Pela informação o homem adentra as várias áreas da realidade para dela tomar posse. (CERVO e BERVIAN, 1996).


2 DESENVOLVIMENTO


2.1 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O presente Relatório de Estágio adotou os caminhos de uma pesquisa qualitativa, cujo foco central foi à obtenção de dados, para que seja feito o diagnóstico da ONG.
O delineamento de pesquisa empregado é o método indutivo, por se tratar da observação e análise dos dados da ONG. Para Ludke e André (1996), desempenhar uma pesquisa é preciso avaliar os dados, as evidências, as informações sobre um determinado tema e o conhecimento teórico a respeito dele. Enquanto que para Köche (1997, p. 56) “O conhecimento científico seria formado pelas certezas comprovadas pelas evidências experimentais de alguns casos analisados”.
E a fim de explorar as áreas da ONG, o tipo de pesquisa empregada é a exploratória na procura de aumentar o conhecimento por meio de entrevistas. Para Barros e Lehfeld (1986, p. 93) “se caracteriza pelo contato direto com o fenômeno”. Isso em conjunto com as técnicas de pesquisas aplicadas a este Relatório de Estágio proporcionará maior familiaridade com a ONG e deste modo colaborando para um trabalho coeso e coordenado juntamente com as técnicas de observação, tema que será discutido a seguir.
A partir de uma pesquisa se fará uma constituição do conhecimento que tem como meta originar novos conhecimentos, que segundo Köche (1997) o plano de uma pesquisa esta sujeito tanto do problema a ser investigado, da sua natureza e circunstância e coeficiente de conhecimento do investigador.
As técnicas aproveitadas ao Relatório serão a pesquisa bibliográfica e documental, por meio de observações e entrevistas.
Faz-se imprescindível a pesquisa bibliográfica devido ao fato de abarcar a leitura, análise e interpretação de livros, e também segundo Köche (1997, p. 122) “o objetivo da pesquisa bibliográfica, portanto, é o de conhecer e analisar as principais contribuições teóricas existentes sobre um determinado tema ou problema”.
A pesquisa documental é empregada devido ao fato de serem utilizados documentos internos da ONG onde são feitos os levantamentos das informações.
Segundo Cervo e Bervian (1996, p. 69) “Fonte é todo e qualquer documento ligado diretamente ao objeto de estudo”.
Seguindo a metodologia científica, houve a observação participante, das três estagiárias já que duas são funcionárias da ONG e uma é voluntária da mesma, onde foram adquiridas algumas habilidades e competências, tais como: ser um adequado ouvinte, ter flexibilidades para ocorrências imprevistas, averiguar e controlar as informações coletadas, relacionar os conceitos e teorias aos dados encontrados, e outros benefícios percebidos com essa participação foi o de ter acesso momentâneo aos dados e informações.
Segundo Alencar (1999, p.125) “a observação é um instrumento muito importante quando se pretende compreender uma determinada realidade social em que os fatos, valores, razões e ideias não são sempre expressos verbalmente”. O autor também completa que “a observação não participante é aquela em que o pesquisador permanece onde os indivíduos que estão sendo observados se encontram. No entanto, não se faz passar por um deles”.
Na visão sistêmica da ONG é fundamentada em um roteiro pré-determinado, com o objetivo de abordar e diagnosticar a realidade da Escola Especial, as entrevistas deram-se através de diálogos entre a Coordenação da Escola Especial, Assistente Social, pais, alunos e demais funcionários que se fizeram necessários.
Conforme Marconi e Lakatos (2002, p.93), a finalidade da entrevista é “obter informações a respeito de determinado assunto, mediante um diálogo de natureza profissional, utilizado na investigação social, para coleta de dados ou para ajudar no diagnóstico”.
Deste modo, após ter acompanhado as atividades da ONG, juntamente com a Assistente Social da mesma, será possível fazer o diagnóstico dos dados, seguindo os passos que se segue.


2.2 OBJETIVOS INSTITUCIONAIS:

De acordo com os princípios de liberdade, solidariedade e promoção humana, que regem a Educação Especial e em consonância com a filosofia que norteia à ação educativa do Movimento Apaeano, a escola visa os seguintes objetivos:
Entender o que vem a ser um atendimento educacional especializado;
Buscar uma prática mais reflexiva para que a educação especial se aprimore cada vez mais em um atendimento especializado. 

2.3 OBJETIVOS IMPLÍCITOS:

A Entidade atende a todos os objetivos propostos, pois mantém uma escola especial de qualidade, com os programas educacionais que atendam todas as faixas etárias.
A Escola de Educação Especial “Novo Amanhecer” aceita todo aluno com deficiência intelectual e/ou múltipla deficiência (após triagem), independente de raça, idade, cor, credo e classe social, oferecendo programas educacionais adequados de acordo com seus interesses, necessidades e possibilidades, abrangendo todos os aspectos que favoreçam o desenvolvimento global do educando, visando sua integração, participação e realização pessoal no meio em que vive.

2.4 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS:

A Escola de Educação Especial “Novo Amanhecer”, oferece atendimento especializado aos alunos especiais. Oferece atendimento pedagógico, psicológico, estimulação precoce, Educação Musical, Educação Física e Artes, em horário diferenciado às aulas e aos que necessitam oferece atendimento fonoaudiológico, fisioterapêutico, terapia ocupacional, psiquiatria, serviço social e psicologia.

2.5 RESULTADOS DAS ATIVIDADES

No que tange as relações de trabalho na escola, pode-se dizer que a ação e a atuação não estão centradas em um único profissional. Procura-se, constantemente, promover um trabalho multi e interdisciplinar.

2.6 ASPECTOS SUBJETIVOS
Todos os profissionais procuram viabilizar soluções inteligentes, capazes de ajudar o aluno especial a tornar-se um verdadeiro cidadão e que também ajudem na superação dos preconceitos e discriminações de toda ordem, existentes dentro e fora dos limites escolares.

2.7 SERVIÇO SOCIAL
As necessidades do assistente social na Escola Especial é investigar as situações culturais, ambientais, sociais, pessoais e financeiras do aluno e de seus familiares, a fim de identificar problemas que possam interferir na qualidade de vida.
O atendimento do assistente social ocorre com maior frequência com familiares de baixa renda. Grande parte dos alunos atendidos pela APAE provém de famílias que apresentam precárias condições de moradias, alimentação e vestuário, em virtude do desemprego e da renda familiar insuficiente para suprir todas as necessidades da família.
Além disso, o assistente social investiga os casos de negligência familiar e evasão, tomando as providências cabíveis, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente e de acordo com a lei nº 7.853 que condiz aos Direitos da Pessoa com Deficiência.
A prática profissional do Assistente Social não está firmada sobre uma única necessidade, sua especificidade está no fato de atuar sobre várias necessidades.
Nesse sentido, a Escola Especial tem muito a contribuir para a prática profissional principalmente no que diz respeito à prática dos assistentes sociais que atua na Escola Especial, que têm de lidar com questões relativas à subjetividade.
A assistente social Daniele busca estratégias de melhora da qualidade de vida dos alunos especiais, encaminhando-os para os serviços de assistência médica disponibilizados na APAE e no Centro de Saúde do Município.
A investigação científica tem possibilitado conhecimentos e interesses na área de responsabilidade social educacional aliada ao aperfeiçoamento humano, além da descoberta de possibilidades e limites de intervenção e participação da sociedade civil no desenvolvimento social da comunidade escolar para transformá-la em sustentável, cultivando suas potencialidades e proporcionando maior dignidade aos seus cidadãos. (ALENCAR, 1999).


3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente Relatório de Estágio foi realizado com a finalidade de fazer um levantamento total da Escola de Educação Especial “Novo Amanhecer” – mantida pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Nova Aurora, PR., onde foram analisados os ambientes internos e externos da Escola Especial.
Na procura de dados para a análise desses ambientes fez-se necessário uma vasta pesquisa exploratória entre outras técnicas, as quais serviram de auxilio para um melhor entrosamento dos setores que envolvem as atividades de serviços ofertados.
O assistente social pode atuar, desenvolvendo trabalhos com equipes multidisciplinares, sendo mediador entre colaboradores e organização. Através de seu instrumental técnico operativo o assistente social analisa a realidade da empresa e contribui com a estratégia organizacional, participando também, do processo de desenvolvimento da área de recursos humanos. Pode ainda assessorar treinamentos organizacionais e equipes de segurança e de medicina do trabalho, realizando trabalhos educativos. Desenvolver políticas de benefícios que atendam as necessidades dos colaboradores resultando em um melhor comprometimento e satisfação dos mesmos. A atuação é bastante generalizada e sempre se dá de acordo com a necessidade de cada organização.
Este profissional dispõe de um Código de Ética. Ele é um trabalhador especializado que vende sua força de trabalho para algumas entidades empregadoras, como ONGs e especialmente o Estado que demandam essa força de trabalho qualificado e o contratam.
Sendo assim, a Escola Especial mostra-se como espaço privilegiado para a prática do serviço social no âmbito das relações humanas.
Portanto, diante dos dados levantados através do diagnóstico vivo realizado, em forma observação e relatórios com os alunos, diagnosticou-se que a proposta mais viável no momento é conscientizar sobre a importância da promoção de uma melhor qualidade de vida através da prevenção ao uso indevido de drogas, a melhoria das estruturas de relacionamento entre alunos especiais, pais e comunidade escolar trabalhando as questões de valores, comportamentos e princípios utilizando, palestras.








4 REFERÊNCIAS

ALENCAR, E. Introdução à metodologia de pesquisa social. Lavras: UFLA/FAEPE, 1999.

BARROS, A. J. P. de; LEHFELD, N. A. de S. Fundamentos de metodologia: um guia para a iniciação científica. São Paulo: McGraw-Hill, 1986.

BRASIL, Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 8069, de 13 de julho de 1990.

CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A. Metodologia científica. 4. Ed. São Paulo: MAKRON Books, 1996.

KÖCHE, J. C. Fundamentos de Metodologia Científica: teoria da ciência e iniciação à pesquisa. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997.

MARCONI, M. de A.; LAKATOS, E. M. Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de pesquisa, amostragens e técnicas de pesquisa, análise e interpretação de dados. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2002.






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