domingo, 11 de maio de 2014

PESQUISA: TRÊS PAÍSES DO CONTINENTE AFRICANO: ERITREIA, BURUNDI e LESOTO.

TRÊS PAÍSES DO CONTINENTE AFRICANO:  ERITREIA, BURUNDI e LESOTO.

SOUZA, Vera Lúcia Pereira de Souza

1. ERITREIA

País da África onde vive o dragão de água Cétus, de Reino dos Dragões.

País fica no Chifre da África e tem uma história milenar.


Praia de uma das ilhas do Mar Vermelho que pertencem à Eritreia

A Eritreia é um país que tem uma costa enorme voltada para o Mar Vermelho: são quase mil quilômetros de praias! Em um trecho da costa, arqueólogos descobriram ferramentas de pedra com mais de 125 mil anos, enterradas em corais antigos.
O país tem tantos milênios de história que, lá também, foram encontrados os restos mais antigos de humanos no mundo. Em 1995, arqueólogos acharam o crânio de um hominídeo com mais de 1 milhão de anos.
Por ter uma costa muito longa, a Eritreia já foi conquistada várias vezes por sociedades que chegavam por mar. Atualmente, a cultura do povo do país tem bastante influência da Itália, já que a região foi dominada pelo país europeu no século 19.

Fachada de um dos prédios mais famosos de Asmara, a capital da Eritreia: o Hotel Torino

Até o nome do país tem influência italiana: Mare Erythraeum é o termo em latim para Mar Vermelho. Por ser vastamente banhado pelo Mare Erythraeum, o país passou a se chamar Eritreia em 1890, quando os italianos chegaram (e o latim era a língua deles na época).


A Eritreia é este pontinho vermelho no mapa do continente africano

Ficha do país:
  • Capital: Asmara
  • Moeda: nakfa.
  • População: 5 milhões e 415 mil pessoas.
  • Clima: árido tropical.
  • Línguas oficiais: tigrina, árabe e inglês.

Bandeira


2. HISTÓRIA DA REPÚBLICA DE BURUNDI

A área foi governada pelo reinado Tutsi do século XVI até a ocupação germânica em 1890, quando foi incluída na África Germânica do Leste (antigo distrito da África Oriental Alemã).
Em 1885, na Conferência de Berlim, as potências europeias dividem entre si a maior parte do Continente Africano. O território que corresponde ao atual Burundi é colocado na área de influência da Alemanha.
Quando os primeiros colonos alemães chegam ao país, as tribos hutus e tutsis viviam em paz e de forma organizada, sem restrição ao casamento intertribal. À época, a Monarquia tutsi tinha o apoio hutu.

De 1893 a 1916, como Colônia, a região utilizou selos da Alemanha, sobretaxados “Deutsche-Ostafrika-Pesa” ou selos próprios com a inscrição “Deutsche-Ostafrika” – África Oriental Alemã.
Os alemães, no entanto, dão aos tutsis, de etnia minoritária, o status de elite privilegiada, com acesso exclusivo à educação, às Forças Armadas e a postos na administração estatal.
Com a derrota alemã na I Guerra Mundial, tropas belgas ocupam o território em 1916. Burundi é unificado com o vizinho território de Ruanda ficando sob tutela da Bélgica, que mantém os privilégios dos tutsis. Incorporado à Ruanda, tornou-se o território de Ruanda-Urundi.
De 1916 a 1961, seja como ocupação Belga, mandato da Bélgica ou mandato das Nações Unidas, a região utilizou selos do Congo-Belga sobretaxados ou com a inscrição “Ruanda-Urundi”.
Em 1946, a tutela passa para a ONU. Finalmente, em 1962, Burundi torna-se independente, entretanto com a saída da força militar belga, a luta pelo poder torna-se um conflito étnico e alcança toda a sociedade.
A colônia belga de Ruanda-Urundi tornou-se independente em 1962, como dois novos países: Ruanda e Burundi – que utilizou o nome Royaume de Burundi até 1966, quando tornou-se República, depois da queda da monarquia tutsi.
O primeiro selo postal de Burundi foi emitido em 1962 (Scott: 1), com valor facial de 25 centavos e sobrecarga “Royaume du Burundi”. Ele mostra a espécie Littonia.
Em 1962, uma série de selos comuns do período colonial de Ruanda-Urundi recebeu a inscrição “Reino do Burundi” superposta, saudando a independência nacional.




Os ressentimentos acumulados pelos hutus no período colonial explodem em 1965, quando uma rebelião é brutalmente esmagada pelo governo. O quadro agrava-se com lutas entre clãs tutsis rivais.
No ano seguinte, a Monarquia é derrubada por um golpe de Estado liderado pelo Primeiro-ministro Michel Micombero, que proclama a República e assume a Presidência.
As décadas seguintes são marcadas por uma sucessão de golpes de Estado e intrigas palacianas entre tutsis, mas que resultam em perseguição e massacre a hutus, invariavelmente responsabilizados pelas crises. Entre 1972 e 1988, rebeliões causam a morte de cerca de 200 mil pessoas.
Em 1991, sob a presidência do major Pierre Buyoya, a população aprova em plebiscito a Carta de União Nacional, que assegura igualdade de direitos a todas as etnias. A pacificação fracassa quando, no mesmo ano, rebeldes hutus invadem a capital, Bujumbura, e matam 114 pessoas.
Os tutsis, em represália, massacram 3 mil hutus, forçando outros 50 mil a fugir para países vizinhos.
Em 1993, o país realiza as primeiras eleições livres. O candidato oposicionista Melchior Ndadaye, hutu, obtém dois terços dos votos e forma um governo multiétnico que dura quatro meses.
No mês de outubro do mesmo ano ele é deposto e fuzilado por oficiais tutsis. Os hutus rebelam-se e massacram tutsis em várias partes do país. Forças da ONU intervêm e os golpistas recuam.
Em fevereiro de 1994, o hutu Cyprien Ntaryamira é escolhido para substituir Ndadaye. Dois meses depois, Ntaryamira e o presidente da vizinha Ruanda, Juvénal Habyarimana, são mortos num atentado que derruba o avião em que viajavam juntos. Foi o estopim para uma nova fase de violência, tanto em Burundi quanto em Ruanda.
Em clima de guerra civil, é constituído, em setembro, um governo de transição chefiado por Sylvestre Ntibantunganya. Mas os conflitos prosseguem. A ONU calcula que cerca de 50 mil hutus procuram refúgio na vizinha Tanzânia em 1995.
Em fevereiro de 1996, o enviado especial da ONU a Burundi, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, pede a cooperação da comunidade internacional para evitar um genocídio. Antes de qualquer intervenção estrangeira ser planejada ocorre outro massacre, em 20 de julho.
Cerca de 300 tutsis, a maioria de crianças e mulheres que viviam no acampamento de Bugendana (centro do país), são mortos pelo Exército rebelde liderado pelo hutu Léonard Nyangoma.
Como vingança, o Exército de Burundi, dominado por tutsis, dá um golpe de Estado em 25/07/1996 e nomeia presidente Pierre Buyoya, que governara entre 1987 e 1993. Vários países, entre eles Tanzânia, Quênia, Uganda e Ruanda, impõem sanções econômicas e isolam Burundi.
Em outubro, 37 deputados (de um total de 81) vão à reabertura do Parlamento, boicotado pela maioria. No final de 1996, 60 mil hutus retornam ao país em consequência da crise política na República Democrática do Congo (ex-Zaire), onde estavam refugiados.
A escalada contra os hutus em Burundi continua em 1997. Segundo a oposição, desde a tomada do poder por Buyoya, 50 mil pessoas morreram em razão da violência política.
Localização do país – centro-leste da África. Parte central da África, Burundi está a Leste da República Democrática do Congo. Faz fronteira no oeste com o Congo, ao norte com a Ruanda, ao leste e ao sul com a Tanzânia.
Características – elevações cobertas de selva e planaltos elevados (maior parte); parte do vale da Grande Fenda (S); planície do rio Ruzizi; e Lago Tanganica (O).
Cidades principais – Bujumbura, Gitega, Bururi, Ngozi.
Outras: Bubanza, Cankuzo, Cibitoke, Karuzi, Kayanza, Kirundo, Makamba, Matongo, Muramvya, Muyinga, Nyanza-Lac, Rumonge, Rusengo, Rutana, Ruyigi.

Bandeira do País Burundi


3. PAIS LESOTO


O Reino do Lesoto (em inglês: Kingdom of Lesotho; em soto: Muso oa Lesotho) é um país localizado à África meridional, com um território de 30.355 km2, um pouco maior que o estado de Alagoas e o Distrito Federal combinados.
Sem saída para o mar, e uma das poucas monarquias em continente africano, sua capital é Maseru. Lesoto é um estado constituído dentro do território da África do Sul, portanto, todos os seus limites territoriais são com aquele país.
As línguas oficiais são o sesoto (soto) e o inglês, as principais no país.
O cristianismo é a principal religião, dividido entre vários segmentos.
A moeda local é o loti. Mais de 99% da população pertence à etnia basotho.
Outros grupos étnicos incluem europeus, asiáticos e xhosa. 
O Governo do Lesoto é uma monarquia constitucional.
O primeiro-ministro é o chefe de governo e tem autoridade executiva. O Rei tem uma função cerimonial, ele não participa ativamente de iniciativas políticas.

Os habitantes originais de Lesoto foram os povos khoisan (coissã ou bosquímanos, que atualmente habitam o sudoeste da África, a sul de Angola, Namíbia e África do Sul).
Estes povos são deslocados por ondas de imigrantes bantu de língua wasja. Povos da etnia soto-tswana vão ocupar a área gradualmente, entre os séculos III e XI. Por volta de 1820, o reino de Basutolândia é fundado pelo chefe Moshoeshoe, que reúne vários grupos para repelir as invasões zulus.
Uma década depois, começam os conflitos com os colonizadores bôeres, e tropas britânicas.
Em 1868, após vários conflitos, o monarca soto recorre aos britânicos para estabelecer um protetorado sobre seu reino.
Em 1871, sem qualquer consulta popular, a Basutolândia é anexada à Colônia do Cabo, o que gera revolta da população.
Em 1884, Basutolândia se torna uma colônia britânica em separado.
Lesoto ganhou a independência da Grã-Bretanha a 4 de outubro de 1966, com Moshoeshoe II como rei e o chefe Leabua Jonathan (Partido Nacional Basotho), como primeiro-ministro. 
O ex-protetorado britânico teve uma turbulenta (se não particularmente sangrenta) trajetória de independência com vários partidos, facções do exército e da família  real competindo pelo poder em golpes e motins.
A posição do rei foi reduzida a um papel simbólico e unificador.
Atualmente, um governo de coalizão comanda o país após as inconclusivas eleições de maio 2012. Lesoto depende da África do Sul como um empregador de sua população, e como comprador de seu principal recurso natural, a água. Outra indústria importante no país é a dos diamantes, produto também importante nas exportações.

Bandeira do País Lesoto


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