
A IMPORTÂNCIA DAS FERRAMENTAS DIGITAIS NAS PRÁTICAS
PEDAGÓGICAS
SOUZA, Vera Lúcia Pereira de Souza[1]
RESUMO
As Tecnologias
Digitais de Informação e Comunicação – TDIC e Web no contexto
educacional são recursos pedagógicos e, são grandes
parceiros dos professores, no processo de ensino-aprendizagem. Assim o presente
artigo busca demonstrar importância das ferramentas digitais nas práticas
pedagógicas e, que é preciso entender que as TDIC e Web não são o
possuidoras do conhecimento, mas, são ferramentas que permitem aos alunos com ou
sem deficiência receber informações e/ou construir seus conhecimentos, por meio de vivências acadêmicas,
situações-problema que, possibilitem tirar conclusões e construir novos conhecimentos. Para este
artigo foi realizada pesquisa bibliográfica, fundamentada na reflexão de
leitura de textos de diversos autores que abordam o tema supracitado.
Palavras-chave: Web. Tecnologias. Ensino-aprendizagem. Ferramentas. Digitais.
ABSTRACT
The Digital
Information and Communication Technologies - TDIC and Web in the educational
context are pedagogical resources and are great partners of teachers in the
teaching-learning process. Thus, this article seeks to demonstrate the
importance of digital tools in pedagogical practices, and that it is necessary
to understand that TDIC and Web are not the possessors of knowledge, but are
tools that allow students with or without disabilities to receive information
and / or build their knowledge, through academic experiences, problem
situations that allow us to draw conclusions and build new knowledge. For this
article a bibliographical research was carried out, based on the reflection of
reading texts of several authors that approach the theme mentioned above.
Keywords: Web.
Technologies. Teaching-learning. Tools. Digital.
Disponibilizar aos alunos com ou sem
deficiência novos recursos de acessibilidade, novos espaços, na verdade, uma nova
sociedade, que as abranja em seus projetos e possibilidades, não constitui
somente propiciar o crescimento e a autorrealização do aluno, mas,
especialmente, é permitir a essa sociedade crescer, expandir-se, humanizar-se,
por meio das riquezas de uma maior e mais harmoniosa convivência com as
diferenças.
Portanto é de suma importância
que, o professor e toda a comunidade escolar (diretor, funcionários, equipe
pedagógica) se lembrem de que, todo aluno pode, a seu jeito e respeitando seu
tempo, beneficiar-se das propostas educacionais digitais, desde que, existam
oportunidades apropriadas para desenvolver sua potencialidade.
Assim, o presente artigo busca
demonstrar, por meio da pesquisa bibliográfica, a importância das ferramentas
digitais na prática pedagógica dos alunos com deficiência ou sem deficiência.
A metodologia empregada no presente
artigo foi a pesquisa bibliográfica, baseada na análise de leitura de textos de
vários autores relacionados ao tema supracitado.
MÉTODO
O
presente trabalho foi realizado a partir de uma revisão bibliográfica
disponibilizada na disciplina Web como Ferramenta Interativa Educacional do Mestrado em Tecnologias
Emergentes em Educação – MUST University – Flórida.
A metodologia do presente trabalho
foi realizada a partir de uma pesquisa bibliográfica sobre a importância das
ferramentas digitais na educação.
Na revisão de literatura, visando
aprofundar o conhecimento a respeito do tema a importância das ferramentas
digitais na educação, serão abordadas as questões como a integração entre internet, Tecnologias Digitais
de Informação e Comunicação - TDIC, Web no contexto educacional, formas
de integração entre os recursos digitais na Educação, as possibilidades no uso
desses instrumentos afim de modificar as práticas pedagógicas e a inclusão
social por meio da inclusão digital.
DESENVOLVIMENTO
– REVISÃO LITERÁRIA
A
sociedade atual distingue-se por um avanço tecnológico muito acelerado e
diversificado, fazendo com que aconteçam transformações na vida das pessoas e,
refletindo nas relações do campo político, a inclusão de novidades tecnológicas
só terá sentido se colaborar para o avanço da qualidade da educação, e tê-la
por si só não é fiança de qualidade na educação. A metodologia da educação e
aprendizagem revelam-se na prática do professor e de como os alunos usam os
recursos tecnológicos disponíveis. (SEEGGER, 2012).
Assim,
as tecnologias digitais da informação e comunicação devem servir para o desenvolvimento
do espaço educativo, propiciando a construção do conhecimento por meio de uma ação
ativa e crítica por parte de alunos e professores. Logo, o computador é uma das
ferramentas digitais empregadas em sala de aula, pois, é uma ferramenta grande
valia na construção do conhecimento, isto é, na aprendizagem dos alunos. (SEEGGER,
2012).
Assim, compete ao professor criar
circunstâncias de ensino e aprendizagem em que o educando procure as
informações. (...) As atividades propostas tornaram-se mais atraentes com a
utilização da mídia computador, em um espaço informatizado, pois, essa
ferramenta demanda dos educandos a apreensão do que fizeram e ao mesmo tempo do
que necessitam fazer para obter o desígnio proposto. (SOUZA, 2013b, p. 15)
Destaca-se
a importância de explanar sobre tecnologia digitais da informação e comunicação
e da Web, pois ainda se discorre que tecnologia é, exclusivamente, o
computador, poucos procuram outros meios / ferramentas digitais, mas o que
importa não é ter uma inovação tecnológica, mas, sim, saber emprega-la com
objetivos definidos. O que é inquietante é a falta de disponibilidade de
recurso tecnológico em algumas escolas, na maior parte das vezes se tem o
quadro que, é o recurso educacional mais clássico, mas a sugestão é que cada
vez mais as tecnologias constituam como estimuladoras do trabalho professor/aluno
e não como uma barreira desse trabalho. Educar demanda segurança e capacidade
profissional. (SEEGGER, 2012).
Assim,
frente às transformações provenientes do crescente desenvolvimento tecnológico,
faz-se necessário no ensino, construir novas compreensões pedagógicas, formadas
sob a influência do emprego dos novos recursos tecnológicos digitais da
informação e comunicação que, derivem em práticas que promovam o currículo nos
seus múltiplos campos do sistema educativo, possibilitando aos professores se
apropriarem, de maneira crítica construtiva, das tecnologias e práticas educacionais,
cooperando para a inclusão digital e dar destaque significativo a prática
pedagógica. (CARVALHO, 2009).
Entende-se, pois, que o educador da
era digital deve ser capacitado para tornar seus alunos capazes de navegar no
mar de informações que a tecnologia disponibiliza atuando como um estimulador
do processo de seleção crítica e organização das informações. Os jovens ainda
que muito hábeis no manuseio das Tecnologias, não possuem a maturidade
suficiente, para a seleção e organização da informação coletada. É nesse
momento que o professor deve intervir, pois é papel do professor despertar a
curiosidade, a criticidade auxiliando nas sínteses e reflexões, estimulando o
aluno a construir o conhecimento, pois a qualidade mais valiosa é a capacidade
de transformar dados em conhecimento. (SEEGGER, 2012, p. 1898).
Entende-se
no período atual que os professores, conheçam a precisão e a importância de aprimorar
seus conhecimentos na área das ferramentas digitais na educação e buscar
informações a respeito das novas tecnologias digitais da informação e
comunicação na educação, para melhor a utilização das mesmas e, portanto, aprimorar
a qualidade de seu trabalho. (CARVALHO, 2009).
A inclusão
das ferramentas tecnológicas no dia-a-dia escolar é um desafio que, os
professores estão dispostos a encarar, pois não tem como evitar a situação que
está posta a todos os professores. Apesar, alguns professores ignorem as várias
possibilidades da utilização das ferramentas tecnológicas digitais da informação
e comunicação na educação, divulgar essas informações e sugestões é obrigação
de todo professor que trabalhe com a tecnologia na área da educação. Assim, a
introdução das novas tecnologias da informação e da comunicação no campo
educacional só pode significar uma melhoria para o dia-a-dia de professores e
alunos, se essa aliança não se caracterizar apenas pela presença da tecnologia.
(CARVALHO, 2009).
Logo,
debater inclusão digital é um assunto espinhoso, que obriga a debater políticas
que compreendam o ingresso às novas Tecnologias de Informação e Comunicação – TIC
como dados de inclusão social em sentido amplo (economia política, mercado,
hábitos sociais, profissões, assim por diante). (BONILLA; PRETTO, 2011).
A
inclusão digital não é obtida somente quando se dá computadores ou acesso à
internet, mas, quando a pessoa é colocada em um procedimento mais amplo de
exercício integral de sua cidadania. A inclusão digital necessita, ser refletida
de forma complexa, a partir do desenvolvimento de quatro capitais fundamentais:
social, cultural, intelectual e técnico. Esses capitais necessitam ser
estimulados, no fato da inclusão ao universo digital, pelo ensino de qualidade,
pela facilidade de ingresso aos computadores (e/ou similares) e à rede mundial
de computadores, pela geração de ofícios/ocupações, ou seja, pela mudança das condições
de existência do ser humano. (BONILLA; PRETTO, 2011).
Logo,
a finalidade maior é o da inclusão do ser humano na sociedade e, não somente a
inclusão digital. Os programas de inclusão digital necessitam pensar o desenvolvimento
global do ser humano para a inclusão social. (BONILLA; PRETTO, 2011).
A
inclusão é um problema cultural e não apenas econômico ou cognitivo. Países com
uma população financeiramente equilibrada enfrentam também problemas, seja de
rejeição ou de desconhecimento das potencialidades das TIC, seja de faixa
etária ou problemas de gênero, de imigração ou outros. Assim, para os
“interagidos” desses países, programas de inclusão digital são fundamentais
para os tornarem “interagentes”. Certamente o problema da inclusão digital não
é apenas econômico e não afeta apenas países pobres e/ou em desenvolvimento.
(BONILLA; PRETTO, 2011, p. 18).
Professores mais atuais e mais informados
do mundo tecnológico digital, que é fato na vida das crianças e adolescentes,
poderão permitir a integração na sala de aula e extra sala, com trabalhos
pedagógicos variados, com aulas estimulantes, onde o aluno terá prazer em estudar
e o professor será o mediador da aprendizagem e da pesquisa dos alunos. E isso só
será possível com a formação constante dos professores. (OLIVEIRA; OLIVEIRA;
BORGES, 2016).
Ainda, a postura pedagógica que o
professor adota no procedimento de ensino e aprendizagem é o que fará a
diferença, pois, as tecnologias sozinhas não são capazes de instruir os alunos.
O professor que se limita ao uso dos recursos tecnológicos, somente para
produzir o conhecimento, pode estar colaborando para o desenvolvimento de alunos
passivos e reprodutores da cultura dominadora. (SOUZA, 2013a).
Logo, é competência dos professores
saber como usar as tecnologias em benefício da educação, adotando o papel de
facilitador no procedimento educacional, orientando os alunos na procura de
informações, problematizando e provocando os alunos na utilização dessas
tecnologias digitais e da Web, proporcionando uma leitura crítica desses
usos, para que de fato os alunos possam construir o conhecimento de maneira
significativa e transformadora. (SOUZA, 2013a).
CONCLUSÕES
A partir das pesquisas
realizadas, é possível entender os embasamentos que norteiam as compreensões a
respeito da importância das ferramentas digitais da comunicação nas práticas
pedagógicas, em favor de uma escola democrática, inclusiva socialmente e
tecnologicamente.
Ainda, o trabalho utilizando as
ferramentas digitais da comunicação e informação para desenvolvimento de uma
cultura, de uma política e de uma prática inclusiva determina o envolvimento de
toda a comunidade escolar, uma vez que tal empreitada, árdua, demanda a cooperação
e o envolvimento de todas as pessoas no procedimento de educação e aprendizagem
dos alunos com ou sem deficiência.
Exibir o conceito de escola
inclusiva é, essencialmente, discorrer sobre escola democrática, pois, os
princípios se concentram no que se entende por educação para todos, uma
educação promotora de igualdade e equidade nas condições de promoção e constância
dos alunos nos espaços escolares.
Logo, a educação por meio das
ferramentas digitais se faz democrática e inclusiva, converge ideias e
princípios que guiam o acolhimento aos alunos, promovendo período em que são
construídas táticas de participação de todos, como a criação de estratégias
para trabalhar com a heterogeneidade humana.
A inclusão digital e social, por sua
vez, necessita articular atuações que promovam não só a participação, mas ainda
a formação, a reflexão de todos quanto às precisões dos alunos dentro do
ambiente escolar inclusivo.
Assim espera-se que o novo
profissional da educação deve ser capacitado, fundamentado na cultura digital
da informação e comunicação que, respeita a todos os alunos com deficiência e
sem deficiência, ainda, promova os direitos fundamentais dos seres humanos,
dentre eles o ingresso a educação de qualidade, e ainda, a inclusão social por
meio da inclusão digital.
Logo, acredita-se que a educação é
uma ferramenta de promoção de igualdade humana, mas, ela sozinha não consegue
promover uma revolução nas estruturas sociais. Todos os agentes da educação têm
a obrigação e o dever de construir uma escola inclusiva. Que todos almejem uma
escola democrática para todos os alunos com ou sem deficiência.
Por fim, é nesta linha que a
educação inclusiva, por meio da inclusão digital, procura por constante
práticas inclusivas, para a constituição de uma sociedade justa e solidária,
para todos os alunos com ou sem deficiência.
REFERÊNCIAS
BONILLA, Maria Helena
Silveira; PRETTO, Nelson De Luca. Organizadores. Inclusão Digital:
Polêmica Contemporânea [online]. - Salvador: EDUFBA, 2011. v. 2. 188 p.
Disponível em: .
Acesso em: 22 jun. 2019.
CARVALHO, Rosiani.
As Tecnologias no cotidiano escolar: possibilidades de articular o
trabalho pedagógico aos recursos tecnológicos. SEED / PR / PDE. 2009.
Disponível em: .
Acesso em: 22 jun. 2019.
OLIVEIRA, Cleber Ferreira; OLIVEIRA, Nilza
Aparecida da Silva; BORGES, Robert William. Ferramentas Digitais Aplicadas a
Educação: Uma Possibilidade para o Trabalho Pedagógico Escolar. Olhares
& Trilhas Escola de Educação Básica - ESEBA - Universidade Federal de
Uberlândia - UFU. Ano XVIII, número 23 - janeiro-junho. 2016. Disponível em: .
Acesso em: 22 jun. 2019.
SEEGGER, Vania
et al. Estratégias Tecnológicas na Prática Pedagógica. v(8), nº 8, p. 1887 – 1899. UNIPAMPA. Monografias Ambientais. REMOA. UFSM.
2012. Disponível em: .
Acesso em: 20 jun. 2019.
SOUZA, Maria Gerlanne de. O uso da
internet como ferramenta pedagógica para os professores do ensino fundamental.
Monografia (graduação) – Universidade Aberta do Brasil, Universidade Estadual
do Ceará, Centro de Ciências e Tecnologia, Curso de Licenciatura Plena em
Informática, Tauá, 2013a. Disponível em: .
Acesso em: 22 jun. 2019.
SOUZA, Vera Lúcia Pereira de. Os
Benefícios da Mídia Computador para Educandos com Deficiência Intelectual e Múltipla.
Artigo apresentado para a obtenção de Título Especialista em Mídias Integradas
na Educação no Curso de Pós-Graduação em Mídias Integradas na Educação, Setor
de Educação Profissional e Tecnológica, Universidade Federal do Paraná. 2013b.
Disponível em: .
Acesso em: 10 jun. 2019.
[1]Mestranda
em Tecnologias Emergentes em Educação – MUST UNIVERSITY– Florida – USA. 2019. E-mail:
veralucpsouza@yahoo.com.br
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