sábado, 19 de março de 2011

CURSO DE CAPACITAÇÃO DE TUTORES - EXPECTATIVAS EM RELAÇÃO AO CURSO


CURSO DE CAPACITAÇÃO DE TUTORES

 

TUTOR: Mauro Eduardo Soares de Oliveira

TURMA: 7
ALUNA/CURSISTA: Vera Lúcia Pereira de Souza
DATA: 14/09/2010

ATIVIDADE – UNIDADE 1

EXPECTATIVAS EM RELAÇÃO AO CURSO

Nas sociedades do conhecimento ou do saber, em que a formação inicial torna-se velozmente precária, as intenções mais fortes assinalam para a ‘ensino ao longo da vida’ (lifelong education), mas agregada aos lugares e às ações do trabalho e às perspectivas e precisões das pessoas.
Neste sentido, a desenvolvimento ao longo da vida ou desenvolvimento continuado de professores se faz imprescindível e urgente. Cabe ao professor lidar com a incerteza, instabilidade, dúvidas e assim, educar o seu aluno  de forma ética a distinguir as complexidades das novas relações humanas. Mas esta formação contínua carece analisar a prática destes profissionais, problematizando-a, questionando-a,  ajuizando, procurando escolhas de solução e articulando o exame de suas realidades a partir de hipóteses, em um constante diálogo teoria-prática.
Embora a flexibilização da imensa disparidade e desigualdade de oportunidades na realidade educacional de nosso país, não permitem que muitos educadores possam investir em sua formação. Temos profissionais que estão em cargo docente e não possuem sequer a formação específica em nível médio, é consenso promover o acréscimo da qualidade da educação.  Existe precisão destes professores prosseguirem seus estudos e adquirirem formação quer em nível superior, quer em serviço empregando-se, inclusive, dos recursos disponibilizados pela  EaD.
Portanto acredito que é importante compreender as funções dos tutores presenciais ou à distância, devemos considerar que eles  desenvolvem a prática pedagógica respaldada nas propostas interativas das mais variadas mídias, onde interação e mediação são quesitos essenciais para o sucesso do processo. 
Acredito, também, que a falta de compreensão por parte do aluno das funções do tutor  acaba por distanciá-los, incorrendo no risco de fazer desta proposta de ensino mais um modelo habitual de ensino e recepção de conteúdos. Pode vir a  ocasionar a saída dos alunos dos períodos de tutoria.  Confio na importância do papel do tutor, sei que as trocas afetivas, tão necessárias aos alunos, terão resposta nos períodos com o tutor e com os colegas de turma, não existirá isolamento.  O aluno necessita saber que não está só, a EaD propicia estudo particularizado e independente mas não solitário.
Faz-se imprescindível que em um curso a distancia, os alunos possam ter ingresso primeiramente à proposta pedagógica do curso bem como distinguir as funções da tutoria, podendo empregar estratégias que permitam tornar claro estes dois aspectos tão importantes.  Atividades práticas no começo do curso poderiam familiarizar os alunos não exclusivamente com a plataforma, mas com a proposta do curso e das tutorias.
Eu como aluna espero compreender melhor o conteúdo com o auxílio do tutor, que com certeza, me proporcionará autonomia, reflexão crítica, a respeito dos conteúdos trabalhados.  Espero que, ao final deste curso, terei superado todas as dificuldades iniciais, e quem sabe, posso apresentar uma nova pesquisa com este grupo de aprendizagem. 
Desta forma reafirmo que “a pedagogia de possibilidade cria um espaço fecundo, porque é trabalhando com as possibilidades que revelamos nossa crença nas pessoas, no potencial criativo”. (LEAL, 1998).
Deste modo as teorias são fundamentais e essenciais para podermos entender esses processos e construir a nossa própria aprendizagem. Entretanto, “o uso colaborativo das experiências junto à teoria permite que os Professores-Tutores, como seres humanos, possam construir conhecimentos à medida que tentam tirar sempre o melhor proveito de suas experiências e das teorias”. (KAMII, 1996, p. 68).


REFERÊNCIA

KAMII, Constance. Aritmética: Novas Perspectivas. Implicações da Teoria de Piaget. 5ª edição. Campinas, Papirus, 1996. 235p.

LEAL, Regina Barros. Proposta Pedagógica para Adolescente Privado de Liberdade, CEARÁ, UNICEF, 1998.
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