sexta-feira, 18 de março de 2011

CURSO DE EXTENSÃO MÍDIAS INTEGRADAS NA EDUCAÇÃO - 1º OFERTA - ANALISE DO PROGRAMA "PÂNICO NA TV"


CURSO DE EXTENSÃO MÍDIAS INTEGRADAS NA EDUCAÇÃO – 1ª OFERTA
CURSISTA: Vera Lúcia Pereira de Souza
TUTORA: Beloni Celso
MÓDULO: TV e VÍDEO
ETAPA: 2 – 14/02/11 a 20/02/2011  
ATIVIDADE: Fórum 3 – Linguagem Televisiva                              
DATA: 15/02/2011
ANALISE DO PROGRAMA “PÂNICO NA TV”

            Fiz analise do programa “Pânico na TV!” que surgiu a 11 anos na rádio Jovem Pan, com um grupo de apresentadores prontos para debocharem de tudo e de todos. Todos os dias têm um entrevistado.
            “Não acho o ‘Pânico’ um programa de humor como é a ‘Praça é Nossa’, por exemplo. Temos mais a linha do escrachado sem lógica.” diz Emílio Surita, diretor do programa.
            O Pânico da rádio Jovem Pan principiou por brincadeira: Emílio Surita e Bola atendiam aos ouvintes de forma zombeteira e o jeito acabou virando formato de programa.
            Com o tempo, novos personagens foram agrupados ao grupo, atualmente composto por sete pessoas e uma "musa", Sabrina Sato. Sabrina é nascida em Penápolis, interior de São Paulo, se lançou depois de seu aparecimento e permanência no programa Big Brother Brasil (BBB), ganhando visibilidade e fãs pela sua habilidade carismática e simples de ser. Depois desta trajetória, foi convidada para ser integrante da trupe do programa Pânico na TV.
            O Programa “Pânico na TV” tem formato que explora em alguns quadros a vida pública com certa agressividade e que tem causado muita polêmica.
            A franqueza agressiva com que abordam celebridades e candidatos ao estrelato é de paralisar qualquer telespectador, ou de fazê-lo cair em gargalhadas.
            O Programa “Pânico na TV!” explora o lado nebuloso, grotesco, que se aproveita da fama alheia para provocar um verdadeiro deboche nas vidas das celebridades. A teoria do grotesco é apresentada como categoria estética cuja temática ou cujas imagens privilegiam, em seu retrato, julgamento, crítica ou reflexão, o disforme, o grotesco, o extravagante; o que se presta ao riso ou à aversão por seu aspecto inacreditável, bizarro, estapafúrdio ou caricato.
            Aproveitando-se dos ângulos de filmagem, o programa do mesmo modo utiliza de artifícios quando quer causar impacto nas cenas em que envolvem celebridades que apresentam excesso de generosidade e humildade, ou faltam com esses adjetivos. No primeiro episódio, utilizam-se do contra-plongée (contra-mergulho) como forma de dar “(...) geralmente uma impressão de superioridade, exaltação e triunfo, pois faz crescer os indivíduos e tende a torná-los magníficos, destacando-os (...)”. (MARTIN, 2003, p. 41).
            No segundo episódio, a plongée (mergulho) é empregada, com a finalidade de diminuir as pessoas, talvez, dependendo do contexto, quando estes apresentam falsa-modéstia, covardia, e outras características pejorativas.
            Seguindo o mesmo formato de outros programas, apresenta a característica de explorar temas polêmicos, assim como um grande apelo de cunho sexual, por apresentar em close up dos dotes femininos das modelos que dançam em seu programa.
            Este não é o único programa escatológico[1] dos meios de comunicação brasileiro, depois de reapreciarem a primeira onda do caricato nas programações das décadas de 1960 e 1970 (Chacrinha, Sílvio Santos, Flávio Cavalcanti, Raul Longras, Hebe Camargo), Muniz Sodré e Raquel Paiva explanam como a preeminência mercadológica da TV popularesca se solidificou nos últimos anos, em programas como o de Ratinho e nos reality shows (Casa dos Artistas e Big Brother Brasil).
            No intuito de melhor entender as novas intenções dos programas televisivos brasileiros, pode ser examinado que tem uma nova prática de compor, de emaranhar as técnicas da comunicação, aproveitando-se de todos os estratagemas na concorrência televisiva de audiência, muitas vezes não se importando com a qualidade do que é oferecido.
            Os primórdios da comunicação são trocados nos tempos contemporâneos por uma estrutura “incomunicacional”. O novo período da “incomunicação”, aonde o que se privilegia é a venda de produtos, utilizando o produto escatológico dos programas, como chamariz para a venda de produtos nos intervalos com as propagandas comerciais.

REFERÊNCIAS
MARTIN, Marcel. A linguagem cinematrogáfica. Editora Brasiliense, 2003.



[1] Tratado acerca dos excrementos; coprologia. Fonte: Dicionário Houaiss


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