sexta-feira, 27 de maio de 2011

PDE/2009 - PRODUÇÃO DIDÁTICO PEDAGÓGICA - CADERNO PEDAGÓGICO

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE DO OESTE DO PARANÁ - UNIOESTE







VERA LÚCIA PEREIRA DE SOUZA






CADERNO PEDAGÓGICO



OFICINAS PEDAGÓGICAS PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA
INTELECTUAL SIGNIFICATIVA













NOVA AURORA - PR
2009/2010

VERA LÚCIA PEREIRA DE SOUZA










CADERNO PEDAGÓGICO
OFICINAS PEDAGÓGICAS PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA
INTELECTUAL SIGNIFICATIVA









Material didático desenvolvido como requisito do Programa de Desenvolvimento Educacional – PDE da Secretaria de Estado da Educação, na área de Educação Especial, com o tema “Oficinas Pedagógicas para alunos com deficiência intelectual significativa.
Orientadora: Profª Loraine Alcântara
 






















NOVA AURORA - PR
2009/2010

APRESENTAÇÃO

São constantes as inquietações dos professores em relação às dificuldades de aprendizagem demonstradas pelos alunos com deficiência intelectual significativa das turmas das Oficinas Pedagógicas da Escola de Educação Especial “Novo Amanhecer”, do município de Nova Aurora. Tais inquietações sugerem certa insatisfação dos professores que ali atuam, o que pode estar relacionado ao sentimento de impotência em obter melhores resultados na inclusão desses alunos no processo produtivo.
Dessa forma, espera-se que o estudo da fundamentação teórica que ora se propõe, as discussões do grupo relacionando o estudo a sua prática nas Oficinas Pedagógicas e as atividades apresentadas possam contribuir para que esses profissionais consigam intervir qualitativamente no processo ensino-aprendizagem dos alunos.
A escola, além do papel fundamental de instrumentalizar o aluno com os conhecimentos científicos produzidos pela humanidade, deve oportunizar o desenvolvimento de suas potencialidades e promover a inclusão do aluno com deficiência na sociedade, através de ações conjuntas com a família e a comunidade. Portanto, é imprescindível a formação continuada dos professores, a fim de que estes possam compreender melhor a sua prática e buscar alternativas pedagógicas que visem atender as necessidades específicas de cada aluno.
Assim, este Caderno Pedagógico tem o intuito de subsidiar o professor das Oficinas Pedagógicas com fundamentação teórica relacionada ao tema, promover discussões sobre a prática docente e contribuir para a análise das estratégias de ensino-aprendizagem e atividades funcionais desenvolvidas com os alunos que possuem deficiência intelectual. Estas atividades visam oportunizar aos alunos, além da vivência de tarefas do cotidiano no espaço escolar, a aquisição de comportamentos adequados para a convivência social. Dentre outras atividades desenvolvidas, podemos destacar as atividades de vida prática - AVPs e as atividades de vida diária - AVDs.
Destaca-se que este material é dedicado a você professor e é produto de um trabalho de pesquisa à luz de Amaro, Gadotti, Estaban, Marx, Rosa, Sassaki, Iacono, Tureck, Kuenzer, dentre outros, além da consulta à legislação nacional e documentos internacionais que instituíram direitos às pessoas com deficiência em nosso país.
Não se tem a pretensão de esgotar o tema, tampouco apresentar respostas. Trata-se de um documento que oferece dados para a reflexão e sugestões de atividades a serem desenvolvidas com os alunos que apresentam deficiência intelectual significativa, matriculados nas Oficinas Pedagógicas.


1. INTRODUÇÃO

O acesso ao trabalho é tema recorrente nos documentos nacionais e internacionais, sobretudo quando se trata da promoção de oportunidades de trabalho às pessoas que possuem deficiência. Dentre outros documentos legais, destacamos a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência (BRASIL, 2007), que em seu artigo 27 dispõe que

Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência ao trabalho, em igualdade de opor­tunidades com as demais pessoas. Este direito abrange o direito à oportunidade de se manter com um trabalho de sua livre escolha ou aceitação no mercado laboral, em ambiente de trabalho que seja aberto, inclusivo e acessível a pessoas com deficiência.


Na mesma perspectiva, a Lei nº 8.213, que desde 1991, constitui importante instrumento para a inserção das pessoas com deficiência, pois define a reserva legal de cargos e empregos públicos e postos de trabalho. Porém, somente com o Decreto 3.258/99, foram fixados os parâmetros de cada tipo de deficiência e as determinações legais passaram a ter certa efetividade. Além disso, o referido decreto estabeleceu competência ao Ministério do Trabalho e Emprego para fiscalizar o cumprimento da lei nas empresas privadas.

Como se pode ver, diversos mecanismos e instrumentos formais vêm estimulando a inserção da pessoa com deficiência no processo produtivo, contudo, a lógica do sistema capitalista, repleta de contradições, tem como matriz a produção da mais valia, visto que, para se manter nessa ordem, o detentor dos meios de produção necessita obter o máximo de lucro e reduzir os seus gastos para fazer frente à concorrência. Não obstante,
o Brasil possui uma das maiores populações de portadores de deficiência do mundo (16 milhões de pessoas) e uma das menores taxas de participação no mercado de trabalho. Segundo estimativas disponíveis, 9 milhões estão em idade de trabalhar. Destes, os que trabalham no mercado formal somam cerca de 2% (PASTORE, 2000, p. 07).
Não é difícil conceber que, nesse contexto, a pessoa com deficiência encontra-se duplamente em desvantagem: primeiro porque compõe, em sua grande maioria, a classe trabalhadora, expropriada dos bens materiais e culturais; em seguida porque para fazer jus à condição trabalhador, muitas vezes necessita da remoção de barreiras arquitetônicas que encarecem o processo e dificultam o cumprimento dos dispositivos legais.

No contexto da sociedade atual, temos presenciado uma série de ações afirmativas do Estado que visam garantir tratamento igualitário às pessoas com deficiência no âmbito da educação, do trabalho e da sociedade em geral. Todavia, o processo histórico de exclusão imposto a este grupo requer profundas mudanças estruturais, de consciência e de comportamento.

Assim, buscando refletir sobre esse contexto e as implicações para que a pessoa com deficiência, em especial, a pessoa com deficiência intelectual significativa, consiga se inserir e participar ativamente da vida social propõe-se o presente estudo, fazendo um recorte para analisar a função social e o funcionamento das Oficinas Pedagógicas da escola especial Novo Amanhecer, de Nova Aurora.

Além de propor o estudo da fundamentação teórica, este Caderno Pedagógico apresenta também uma proposta de currículo funcional natural, um formulário para a avaliação ecológica e funcional, orientações aos professores e propostas de atividades voltadas aos alunos das oficinas pedagógicas, tais como: atividades de vida diária e atividades de vida prática. Destaca-se que serão organizados momentos para oportunizar o planejamento coletivo dessas atividades.
  


2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O processo de exclusão das pessoas com deficiência se apresenta de diferentes formas ao longo do processo histórico. Para fazer essa análise, valemo-nos do trabalho realizado por Bianchetti (1998), no qual o autor traça as principais características do tratamento voltado à pessoa com deficiência nos diferentes modos de produção.

Diz o autor referindo-se às sociedades primitivas

Uma das características básicas desses povos era o nomadismo, sendo que o atendimento das suas necessidades estava totalmente na dependência do que a natureza lhes proporcionava, como por exemplo, a caça e a pesca no tocante à alimentação e as cavernas para se abrigar (BIANCHETTI, 1998, p. 28).

Em razão disso, o homem não tinha controle sobre a natureza e necessitava locomover-se com freqüência, forçando cada um a encontrar suas alternativas de sobrevivência e a colaborar com o grupo. Aqueles que não apresentavam condições para prover a sua sobrevivência, eram considerados um estorvo e por isso estavam condenados ao abandono.

Nas sociedades escravistas evidencia-se a cisão entre os homens livres e os escravos. As atividades predominantes nesse período foram as guerras e, por essa razão, essa sociedade supervalorizou o corpo. Era necessário formar o guerreiro e dispor do escravo. Assim, “se, ao nascer, a criança apresentasse qualquer manifestação que pudesse atentar contra o ideal prevalecente, era eliminada” (BIANCHETTI, 1998, p. 29).

No período feudal a concepção ateniense é substituída pela teologia cristã, que dicotomiza o ser humano em corpo e alma. Nesse modelo, a pessoa que não se enquadrava no padrão estabelecido passou a ter o direito à vida, todavia, tornou-se alvo do estigma moralizador cristão, atribuindo-lhe o fardo do pecado. Ao mesmo tempo em que o corpo era entendido como o abrigo da alma, atribuía-se-lhe um caráter diabólico, passível de exorcismo, de purificação ou de cura.

A passagem do feudalismo ao capitalismo se deu mediante profundas transformações na ordem social e que repercutem na própria constituição do sujeito. Assim argumentam Carvalho e Orso (2006):

Ao longo da existência humana, os homens, através das constantes lutas para produzir os meios de vida, vêm vivenciando diferentes formas de organização social. A forma de propriedade dos meios de produção e a relação de trabalho existente, caracterizam os períodos históricos. Com o estabelecimento das sociedades classistas, a história da humanidade passou a ser determinada a partir do desenvolvimento das contradições entre as antagônicas classes, presentes em cada modo de produção. (p 157).

Bianchetti (1998, p. 34) destaca que “nenhuma classe social, e muito menos a burguesia, passa de dominante à hegemônica se não conseguir se apossar de todos os aparatos que compõem uma sociedade e lhe dar sua direção”. E é a partir do século XVI que a burguesia passa a introjetar todo o seu ideário liberal, voltado à mercantilização e acumulação. O século XVIII, caracteriza-se pela ditadura da máquina, visto que o ritmo do corpo sujeitava-se à velocidade imposta pela produção em série.

Essa forma de organização do trabalho vem declinando, dando espaço a um

novo paradigma de produção, assentado na integração e na flexibilidade dos sistemas produtivos, onde potencialmente estariam dadas as condições para todos os homens e mulheres desfrutarem igualmente dos avanços e conquistas da ciência e da tecnologia, a partir da objetivação da inteligência humana nas máquinas (BIANCHETTI, 1998, p. 39)

Chegamos então ao contexto atual e o que vislumbramos é uma sociedade que explicita ranços das diferentes visões históricas aqui apresentadas, associados às contradições do capitalismo que produz a exclusão em massa e precariza as relações humanas na medida em que torna tudo e todos suscetíveis à lógica do mercado.

Como poderemos situar a escola e a educação da pessoa com deficiência na conjuntura do modelo vigente?

Precedentemente, faremos uma reflexão sobre os postulados da psicologia histórico-cultural, que tem como principais representantes Vigotski, Leontiev e Luria, os quais formam a Tríade Soviética.

Esses autores defendem a socialização como elemento fundamental para o desenvolvimento das potencialidades humanas. Não ignoram a importância da evolução e da biologia na constituição do ser humano, entretanto, destacam que as leis sócio-históricas são determinantes, considerando que o homem é um ser social.

O homem necessita passar por um processo chamado de humanização para que se torne essencialmente um homem. Por meio desse processo de transmissão de toda cultura humana produzida historicamente, o homem se apropria dos valores, comportamentos e conhecimentos elaborados pelo conjunto dos homens, passados de uma geração à outra. Entretanto, Leontiev (2004) demonstra que as aquisições do desenvolvimento histórico das aptidões humanas não estão dadas aos homens, elas são suscetíveis de apropriação pelo homem, que para tal necessita da intermediação de outro homem.

Dessa forma, na perspectiva histórico-cultual, o processo de aprendizagem se dá pelo acesso ao conhecimento produzido pela humanidade. Para Leontiev (1978) citado por Carvalho, Rocha e Silva (2006), “este processo realiza-se na atividade que a criança emprega relativamente aos objetos e fenômenos do mundo circundante, nos quais se concretizam estes legados da humanidade” (p. 51).

Ainda, para esses autores,
o educando não deve ser analisado como um indivíduo isolado, mas como alguém que possui um desenvolvimento condicionado por múltiplos determinantes, os quais são estabelecidos por fatores econômicos, políticos, sociais e culturais presentes um determinado momento histórico (p.52).

Seguindo o mesmo raciocínio, a escola, analisada num contexto histórico geral, é determinada pela sociedade em que está inserida, ou seja, toda sua estrutura e organização curricular é influenciada pelo modelo social vigente. O modo de produção capitalista, dividido em classes, com interesses antagônicos, utiliza a escola, segundo Althusser (1970), como mecanismo de reprodução e conservação do status quo. 

No entanto, Saviani (1984) destaca que a educação precisa superar tanto o poder ilusório caracterizado pelas teorias não-críticas, que desconhecem a determinações sociais no processo educativo, como a impotência das teorias crítico-reprodutivistas, nas quais há uma percepção da dependência da educação em relação à sociedade, mas que se limitam à análise da reprodução.

Defende ainda o referido autor, que a escola pode caracterizar-se como um instrumento capaz de contribuir para a superação da marginalidade quando valoriza

os conteúdos que apontam para uma pedagogia revolucionária; pedagogia revolucionária esta que identifica as propostas burguesas como elementos de recomposição de mecanismos hegemônicos e se dispõe a lutar concretamente contra a recomposição desses mecanismos de hegemonia, no sentido de abrir espaço para as forças emergentes da sociedade, para as forças populares, para que a escola se insira no processo mais amplo de construção de uma nova sociedade (SAVIANI, 1984, p. 63)


Promover a inclusão, portanto, não é exclusivamente admitir que o aluno com deficiência esteja matriculado no ensino comum, mas sim garantir que lhe sejam proporcionadas condições de aprendizagem. Assim, a acessibilidade pode ser definida como condição de ingresso e uso de determinado lugar.

O Decreto Federal 5296/2004 define acessibilidade como “condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida”.

Ao analisarmos a legislação educacional brasileira, no que tange as políticas de inclusão, percebe-se um movimento de concordância com uma linha inclusiva de educação ao defender que a pessoa com deficiência deve estar na escola comum, mas sabe-se que a problemática da inclusão vai além do que indicam os documentos oficiais que fundamentam as diretrizes educativas.

Na prática, deparamo-nos com inúmeras dificuldades para que a política de inclusão se torne realidade em nossas escolas.  Cabe à sociedade e à escola eliminar com as barreiras físicas e atitudinais para que as pessoas com deficiência tenham, de fato, o acesso aos serviços, aos espaços, às informações e a todos os bens imprescindíveis para o seu desenvolvimento pessoal, social, educacional e profissional.

A educação profissional tem como objetivo a inserção efetiva da pessoa com deficiência na sociedade por meio do trabalho, proporcionando-lhe um conjunto de habilidades para que possa atuar de forma autônoma, tendo domínio básico das novas tecnologias e conhecimento sobre as possíveis atividades profissionais que poderá desenvolver.

Nesse sentido, os profissionais que atuam nas Oficinas Pedagógicas da escola especial Novo Amanhecer, conscientes de seu papel mediador, vêm desenvolvendo as suas atividades com vistas à inclusão profissional da pessoa com deficiência intelectual significativa.

Assim, o currículo de educação profissional não pode ser fechado e rígido, sob pena de ser inoperante no que se refere ao preparo do aluno com deficiência para agir no mundo ocupacional. Há que se definir as capacidades que o aluno com deficiência necessita se apropriar, especificando uma área determinada e conduzir o aprendizado nessa direção.

O plano individualizado, na perspectiva da educação profissional, adotará um roteiro de acordo com as capacidades e limitações apresentadas pelo educando com deficiência. Há também que se ponderar, na avaliação profissional, os fatores de empregabilidade, o perfil que o processo produtivo local exige, sua demanda e também as exigências.

Segundo Sassaki (1993) a avaliação para o trabalho tem os seguintes objetivos: identificar as capacidades e habilidades do educando com deficiência mental; averiguar os aspectos pessoais, sociais e profissionais; direcionar e adaptar os programas a serem desenvolvidos; definir a elegibilidade do candidato aos programas de educação profissional; identificar as capacidades psicomotoras, comunicativas, de vida diária, social e conceitual.

Ainda segundo o mesmo autor, na avaliação para o trabalho são desempenhados os seguintes passos: comprovação das informações dos programas anteriores e das referências analisadas de outros profissionais, tais como: nível máximo de escolaridade, saúde física e psicológica, capacidades adquiridas, orientação espacial, autonomia na locomoção e utilização de transportes coletivos.

Destaca-se também a realização de entrevistas com a própria pessoa com deficiência intelectual (dependendo do nível de deficiência, a entrevista será realizado com auxílio do responsável), para obter informações referentes à situação de trabalho ou ocupação, histórias de trabalho no passado, história pessoal ou ocupação, história médica, história da família, sendo que a função destas entrevistas é a de averiguar o interesse da pessoa com deficiência em tornar-se sujeito desse processo.

Serão realizadas observações diretas, nos espaços freqüentados pela pessoa com deficiência e/ou em situações específicas, como na realização de determinadas tarefas.

A avaliação para o trabalho é um dos passos mais importantes porque permite verificar aspectos pessoais, emocionais e sociais, além de possibilitar a verificação das capacidades específicas para a realização de tarefas, possibilitando assim, a inclusão.

Diante das exigências do sistema capitalista, deparamo-nos com a dificuldade enfrentada pela pessoa com deficiência intelectual significativa, que por vezes, não consegue atingir um grau de desenvolvimento que lhe permita iniciar e concluir o processo educacional profissionalizante, afim de que seja encaminhada ao processo produtivo.

Assim, esse aluno é encaminhado para programas que visem o desenvolvimento de habilidades para a vida, proporcionando-lhe o máximo de autonomia possível. Tais programas objetivam auxiliar a pessoa com deficiência intelectual nas suas atividades da vida diária, na higiene, na alimentação e nos cuidados pessoais, que incluem o ato de vestir-se, locomover-se com segurança, a preparação de comida e o desenvolvimento da comunicação.

Tendo em vista as características das pessoas com deficiência atendidas pelas oficinas pedagógicas, a flexibilidade curricular revela-se positiva, uma vez que foca nas necessidades específicas dos alunos com deficiência. Além disso, a necessidade da adequação curricular se expressa no seguinte texto da proposta curricular do MEC para jovens e adultos (RIBEIRO, 1999):

Qualquer projeto de educação fundamental orienta-se, implícita ou explicitamente, por concepções sobre o tipo de pessoa e de sociedade que se considera desejável, por julgamentos sobre quais elementos da cultura são mais valiosos e essenciais. O currículo é o lugar onde esses princípios gerais devem ser explícitos e sintetizados em objetos que orientem a ação educativa. (p.15).


“Assim, as Oficinas Pedagógicas devem ser o espaço educacional que dão continuidade a esse processo permanente, destacando-se pela especificidade de objetivos, voltados para a formação do aluno para atuação no mundo produtivo, ou seja, para a capacitação do aluno para o desenvolvimento de atividade econômica, na qual possa fazer uso de suas qualificações ou aptidões profissionais, à luz de perspectivas de emprego / trabalho” (BRASIL, 2000).


3. CURRÍCULO FUNCIONAL NATURAL


Segundo LeBlanc (1992), Currículo Funcional Natural é educar conhecimentos e aptidões que possam ser utilizadas pelo estudante, que se constituam vantajosos em vários espaços e conseqüentemente úteis em sua vida, contribuindo para que estes sejam mais autônomos, produtivos e felizes. A palavra Funcional expressa eleger objetivos educacionais com ênfase no que é útil para o estudante na ocasião, num futuro não muito longínquo e que possam continuar sendo úteis em sua vida. A palavra “Natural” reveste-se do significado de ensinar no espaço em que, normalmente, o episódio ocorre ou em circunstância semelhante ao que advém no mundo real. “Aprender fazendo” produz a manutenção do que se estuda. Quando se estuda com os conhecimentos do mundo, dificilmente esquece-se e o que se aprende é o que se pratica, quando se depara uma mesma situação.

O autor considera ainda o uso de apoios naturais como os mais apropriados para sustentar a conduta aprendida, o “Enfoque Amigo”, cujo princípio supõe que os amigos sejam apoios importantes, porque eles são fontes de garantia social. Dessa forma, os especialistas centralizam sua vigilância em discorrer com os estudantes de forma natural, como discorreríamos com qualquer amigo e não como autoridades. Destaca ainda o referido autor, que o ensino seja interativo e não diretivo, como habitualmente ocorre no ensino e enfatiza que os alunos com deficiência severa podem aprender.

Responsabiliza os programas de ensino por ensinar, independentemente da severidade da deficiência ou da existência de fala funcional. Refere-se aos estudantes como aptos de mostrar seus sentimentos, se lhes fizermos a indagação correta e formos sensíveis às suas respostas não orais. Dessa forma, perguntar aos estudantes “como se sentem” e “o que fazem atualmente” são perguntas que, facilmente fazemos aos nossos amigos e devem ser feitas do mesmo modo a eles (LEBLANC, 1992).

O Currículo Funcional Natural é a metodologia seguida pelo Centro Ann Sullivan do Peru desde 1979, fundado e orientado pela Dra Liliana Mayo.

A Abordagem Ecológica (Cardoso, 1997) é uma proposta comunitária participativa, culturalmente ajustada e apoiada no conhecimento do aluno, de seu meio e das relações mútuas entre os mesmos. Nessa abordagem, o aluno é analisado nas diversas dimensões: biológica, social, cognitiva e espiritual, tendo em vista o desenvolvimento do aluno com essas dimensões inter-relacionadas.

Falvey (1986) descreveu que a avaliação e o currículo do estudante com desvantagem (severa) precisam ser funcionais, adequados à idade cronológica e refletir mudanças. Segundo a autora, a avaliação carece ser adequada à idade cronológica do aluno e medir os desempenhos esperados por pessoas que não apresentam deficiência naquela mesma idade. Isto significa propor atividades que são desempenhadas por pessoas sem deficiência, naquela idade, abandonando, assim, a idade intelectual do aluno.

A avaliação e o currículo precisam refletir as necessidades do estudante, considerando mudanças, isto é, devem preparar o aluno para espaços, perspectivas, normas, regras e outras fases seguintes. Considerou que a avaliação e o currículo necessitam ser fundamentados no anseio, necessidades, prioridades e no meio cultural em que o aluno habita. Fez citação aos alunos com significativa dificuldade de comunicação que necessitam ser consideradas táticas para conseguir dados sobre suas prioridades como: a reação do aluno nos vários espaços, os materiais empregados, as atividades, pessoas envolvidas e outros “estímulos”. Destacou igualmente, a coleta de subsídios com pais, irmãos e outras pessoas expressivas. Avaliou como modificável, no processo de avaliação, o material usado com o aluno.

Deste modo, o desconhecimento do material oferecido ao aluno, na avaliação, pode esconder um julgamento já obtido em sua vida por ignorar o material empregado e, como seqüela, não concretizar a resposta apropriada. (FALVEY 1986).

Donnellan e Neal (1986) narram sobre as novas expectativas na educação de alunos com autismo e condições idênticas em indivíduos que apresentem incapacidade severa, num período em que a educação, na escola pública, começa a ser debatida e começam a aparecer resultados positivos ocorridos desse trabalho. Narram sobre os avanços atuais do currículo funcional nas análises, proporcionando a essas pessoas, evoluções significativas no manejo da conduta, no treino de habilidades sociais e no campo educativo.

A respeito do processo de avaliação funcional, destaca a importância em definir o funcionamento do aluno nos diversos ambientes, necessitando ser feita uma relação de ambientes normalmente utilizados e que os ambientes comunitários e a casa do aluno são prioritários em relação ao ambiente escolar. Precisam ser feitas adequações para auxiliar o aluno no seu desempenho e requer, dos alunos, um eficaz desempenho nesses ambientes para lidar com resultados. Explana os procedimentos dos alunos como uma forma de anunciar suas precisões e que cada um deles se expressa de uma forma distinta produzindo um efeito desejável ou não. As tarefas devem ser adequadas à idade cronológica e não devem ser usadas tarefas que seriam compatíveis com uma idade menor do que o aluno tem. (DONNELLAN e NEAL, 1986).

Os autores acima citados, ressaltam ainda que as instruções e o ensino precisam ocorrer no contexto real onde o episódio acontece, dando ao aluno a ajuda e o diálogo necessário para aprimorar seu desempenho. Explanam sobre a importância do hábito e que os sinais de princípio e término podem ser naturais, como ocorre a todas as pessoas e que, nessa rotina prática. As habilidades de coordenação motora fina e grossa, comunicação, auto-ajuda e atividades pré-acadêmicas estão incluídas. Em síntese, um currículo ideal precisa conter um programa de impacto.

Definir metas operacionais, mensurar, nos ambientes, o funcionamento do aluno em comunicação, auto-ajuda, entretenimento, tempo livre e as mudanças são ações importantes. Verificar como utiliza os espaços. As ajudas que o aluno precisa nesses ambientes. Destaque em um programa positivo e intercessões não aversivas.

Filosofia: Tratar como pessoa e educar para a vida (Cuccovia, 2003)

O Que é Tratar Como Pessoa

O Que é Educar Para a Vida
Confiar na idade que apresento
É ensinar habilidades ajustadas com a minha idade

Admitir que exponha meus anseios
É ensinar uma opção de comunicação

Respeitar o que desejo fazer
É instruir atividades de vida (Trabalho)

Mostrar fronteiras, direitos e obrigações
É instruir como funciona meu mundo

De acordo com Miura

O desenvolvimento de um Currículo Funcional Natural (CFN) para pessoas com necessidades educacionais especiais fundamenta-se numa filosofia de educação que determina a forma e o conteúdo de um currículo adequado às características individuais. Requer uma metodologia instrucional que enfatiza a aplicação do conhecimento e habilidades em contexto real. (MIURA, 2008, p.155)

Trata-se portanto, de um ensino que oferece oportunidades naturais para os alunos aprenderem o que é importante para torná-los mais independentes, produtivos, felizes e competentes, em diversos contextos da vida em comunidade, como o vocacional, acadêmico, recreativo, esportivo, familiar e de auto-cuidados .

4. AVALIAÇÃO ECOLÓGICA E AVALIAÇÃO FUNCIONAL

4.1 AVALIAÇÃO ECOLÓGICA

Esta forma de avaliar foi complementada pela abordagem sócio-cultural ecológica (Bornfrenbrenner, 1996) cuja evidência não foi dada na deficiência, perda ou limitação, mas nas necessidades do educando com deficiência, na transformação do meio, nos instrumentos e recursos materiais para que se atinjam níveis mais elevados de aprendizagem. É sócio-cultural, porque procura incluir os eventos individuais com os outros planos da cultura, das práticas sociais e institucionais.

Adota-se neste Caderno Pedagógico essa forma sistêmica que a abordagem ecológica usa para avaliar, fundamentada nos estudos do autor supra mencionado, cuja raiz está na perspectiva sócio-histórica de Vigotsky e concebe a construção do sujeito como uma ação dialética complexa: produto de uma metodologia de desenvolvimento aprofundado nas ligações entre a história particular e a história social. (VIGOTSKY, 1989).

Chama-se ecológica, de acordo com Bronfenbrenner (1996), porque está preocupada com as inter-relações dos organismos com o seu espaço. A avaliação se dá na relação com as outras pessoas, no conjunto e no espaço natural. Busca compreender o sistema e a cultura em que o educando especial e sua família vive. A avaliação ecológica consiste em elaborar um mapa do sistema: forças, barreiras, necessidades, apoios e desafios. Usa-se, para diagnóstico e interpretação dos dados de avaliação, de variáveis comunicativas de nível intrapessoal, interpessoal e grupal; variáveis situacionais, nas quais os materiais, o ambiente e tempo são rearranjados no argumento natural.

4.2 AVALIAÇÃO FUNCIONAL

É uma metodologia de avaliação qualitativa e contínua, através da observação informal e natural do educando com deficiência em todas as situações de vida e atividades habituais. Tem por objetivo obter dados sobre o funcionamento do aluno, compreender todas as possibilidades globais e verificar as necessidades específicas e dificuldades que intervém no processo de desenvolvimento e aprendizagem. (SACRISTÁN 1998).

Chama-se funcional porque não avalia apenas o educando, mas procura entender o que pode ser útil e funcional para melhorar o desempenho global, o acesso ao conhecimento, garantindo assim, a melhoria e qualidade de vida do educando e seus familiares.

Trata-se de um diagnóstico pedagógico com fim formativo, que de acordo com Sacristán (1998), serve à tomada de consciência e auxilia a refletir sobre o processo de intervenção, no planejamento de atividades e compreender como o educando está avançando; permite ainda inserir alternativas, correções ou reforçar certos aspectos.

Esse processo reflete e expressa à avaliação em múltiplas dimensões: na interação e comunicação, nos aspectos visuais, sensório-motor e perceptivo; cognitivos, função simbólica e formação de conceitos; hábitos sociais, de independência e higiene, interesses, mobilidade, brinquedos e necessidades específicas para adaptação escolar. (SACRISTÁN 1998).

Segundo o autor acima citado, a ênfase não é dada na deficiência, perda ou limitação; mas na modificação do meio, na utilização dos recursos específicos, nas atividades e estratégias metodológicas, na adaptação dos brinquedos, jogos, materiais escolares e na estruturação e organização do ambiente. De forma que beneficie ao máximo a aprendizagem do educando.

Ainda, segundo o mesmo autor, a avaliação funcional pode ser desempenhada por meio de entrevistas, protocolos de observações, testes e fichas de registros. O foco de atenção não é apenas o educando, mas, toda a família.

Assim, a avaliação funcional se torna ponto de partida para a concepção das possibilidades e necessidades educativas especiais, que deverão ser consideradas, quando necessário, no Plano de Atendimento Individual, e nas adaptações curriculares, que deverão ser parte integrante do Projeto Político Pedagógico e Plano de Desenvolvimento Educacional.

A participação ativa da família é essencial porque colabora com informações sobre as necessidades do educando, seus interesses, como vê, o que lhe é difícil; como interage, comunica-se com outros educando. Nesse processo, a família tem a chance de especificar suas dúvidas, ansiedades e frustrações, como também de compartilhar como mediador no processo educacional do educando. (SACRISTÁN 1998).
Por esse caminho, a Avaliação Funcional, realizada pelo professor especializado, não deve ver apenas a deficiência, a condição física; mas, procura conhecer integralmente o educando - compreender todas as possibilidades, o desenvolvimento global, os interesses, as relações interpessoais, as dificuldades, as necessidades do educando; bem como os desejos e expectativas do educando e de sua família.

5. ORIENTAÇÕES AOS PROFESSORES

Rosseto, Iacono e Zanetti (2006), esclarecem que:
As pessoas com deficiência, assim como as demais pessoas, devido a sua trajetória social, podem apresentar dificuldades para realizar algumas atividades, embora possa apresentar extrema habilidade para outras. Portanto, ao se relacionar com uma pessoa com deficiência, respeite a sua diferença sem acentuá-la. Não fique lamentando sua deficiência, afirmando que sua vida é muito difícil, pois para uma boa parte delas, o defeito não converteu em obstáculo instransponível. (p. 107)

Portanto, caro professor, estude tudo o que puder sobre deficiência intelectual, busque quem possa sugerir na procura de bibliografia apropriada ou use bibliotecas, internet, assim por diante.

Reconheça que o seu comprometimento pode fazer uma enorme diferença na vida de um aluno com deficiência ou sem deficiência.

Busque saber quais são as potencialidades e interesses do aluno e centralize todos os seus empenhos no seu desenvolvimento. Proporcione ocasiões de sucesso.

Compartilhe ativamente na preparação do Plano Individual de Ensino do aluno e Plano Educacional. Este plano contém as metas educacionais, que se espera que o aluno venha a conseguir, e determina responsabilidades da escola e de serviços externos para a boa direção do plano.

Ao perceber que uma pessoa com deficiência está necessitando de apoio para realização de alguma atividade e for possível auxiliá-la, ofereça ajuda, mas antes pergunte a forma adequada para fazê-lo. No entanto, não se ofenda se seu oferecimento for recusado, pois nem sempre ela precisa de auxílio. Às vezes, uma determinada atividade pode ser melhor desenvolvida sem a mediação de outra pessoa. (ROSSETO, IACONO e ZANETTI, 2006, p. 108)


Seja tão sensível quanto possível para tornar a aprendizagem vivenciada. Explique o que almeja proferir. Não se limite a dar instruções orais. Determinadas instruções orais devem ser seguidas de uma representação de base, desenhos, cartazes. Entretanto ao mesmo tempo não se limite a apoiar as mensagens orais com imagens. Sempre que necessário e possível, proporcione ao aluno materiais e experiências práticas e ocasião de experimentar as coisas. (ROSSETO, IACONO e ZANETTI, 2006)

Reparta as tarefas novas em etapas pequenas. Explique como se cumpre cada uma dessas etapas. Proporcione apoio, na justa medida da precisão do aluno. Não admita que o aluno desista da tarefa numa circunstância de insucesso. Se for necessário, solicite ao aluno que seja ele a auxiliar o professor a resolver o problema. Compartilhe com o aluno o encanto de achar uma solução.

O professor deve elaborar o plano de ensino (objetivos, metodologias, conteúdos e formas de avaliação), adequando-o ao desenvolvimento cognitivo do aluno, possibilitando-lhe avançar em termos de apropriações cada vez mais elaboradas de conhecimento e também de escolaridade, pois tanto quanto para os demais alunos, a certificação e a terminalidade nos estudos é um direito do aluno com deficiência mental. No entanto, para tal concessão, necessita-se tomada de decisões coletivas entre a escola, o sistema de ensino ao qual a escola está afeta e a família, para que o aluno possa receber certificação e terminalidade escolar de forma a significarem novas possibilidades para o futuro desses alunos e não novas e legítimas formas de exclusão. (ROSSETO, IACONO e ZANETTI, 2006, p. 121-122)

Siga a concretização de cada passo de uma tarefa com comentários imediatos e proveitosos para a continuidade da atividade.

Desenvolva no aluno competências de vida diária, competências sociais e de exploração e consciência do mundo envolvente. Estimule o aluno a compartilhar em atividades de grupo e nas organizações da escola.

Trabalhe com os pais para organizar e levar a cabo um plano educativo que reverencie as necessidades do aluno. Compartilhe regularmente conhecimentos sobre a condição do aluno na escola e em casa. Nesse sentido, as autoras apontam ainda que:
O professor deve procurar conversar com o aluno e seus familiares quando necessário, conhecendo sua trajetória social de vida, buscando compreender as necessidades educacionais especiais que precisam ser atendidas para efetivar seus estudos, evitando prejuízos tanto pela falta de participação, quanto na apropriação do conhecimento. (ROSSETO, IACONO e ZANETTI, 2006, p. 109).

As autoras igualmente enfatizam que os conteúdos trabalhados com a pessoa que apresenta deficiência devem ser os mesmos que os trabalhados com os demais alunos e que, muitas vezes, o que difere são os recursos didáticos, visto que há algumas especificidades que são próprias de cada área da deficiência.

6. ATIVIDADES

6.1 Apresento, a seguir, a sugestão de um vídeo para que você possa acompanhar como se dá esse processo, na prática. Seu título é: projeto “Ser eficiente” capacita e encaminha pessoas com deficiência mental para o trabalho. Eles são alunos da escola de Educação Especial 30 de julho.

Após assistir o vídeo sugerido e ler a Fundamentação Teórica, relacione os desafios e as perspectivas para o trabalhador com deficiência intelectual, tendo em vista que vivemos numa sociedade dominada pelo regime capitalista de produção.

6.2 Pesquise como se dá o processo de formação e inclusão da pessoa com deficiência no mundo do trabalho em outros continentes, de sua livre seleção e faça breves comentários sobre as semelhanças e diferenças identificadas nesses processos.

6.3 No filme “Meu nome é Rádio”, o técnico de futebol Harold Jones (Harris) faz amizade com Radio (Gooding), um problemático estudante do colégio T. L. Hanna High School em Anderson, South Carolina. A amizade deles se estende por várias décadas, onde Radio se transforma de um tímido e atormentado aluno a uma inspiração para a sua comunidade. Assista ao filme e em seguida responda as seguintes perguntas:

a) É possível descobrir lições de solidariedade e amizade em sua comunidade?
b) Rádio é uma pessoa que apresenta dificuldade de aprendizagem. Averiguar essas ocorrências no dia-a-dia escolar é responsabilidade de todos os profissionais da educação. Você consegue detectar essa dificuldade nas pessoas?
c) Faça uma análise crítica sobre o filme “Meu Nome é Rádio”.







 















Sugiro também, que você acesse o site:
http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=262 onde encontrará um artigo produzido por: João Luís de Almeida Machado Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).

6.4 Assista o vídeo intitulado "Vivemos todos juntos e não devemos ter preconceito e sim aprender com eles"..., que esta no site:

a) O que você achou do vídeo?
b) Faça uma breve explanação sobre a ação do Governo, em parceria com a sociedade organizada, no sentido de implantar atuações que objetivem a igualdade de oportunidades às pessoas com deficiência, permitindo-lhe o melhoramento da qualidade de vida, na dimensão conceitual de obter os requisitos imprescindíveis mínimos para a sua realização profissional e independência econômica.

6.5 Apresentação e leitura da proposta de conteúdos, discussão com os participantes. Leitura do texto “Pessoa com deficiência na história: modelos de tratamento e compreensão”, Capítulo I do Livro: Pessoa com Deficiência: Aspectos teóricos e práticos. Que se encontra no site: http://cac-php.unioeste.br/projetos/pee/arquivos/pes_com_defi_asp_teo_e_prat.pdf

a)  Debate sobre o tema abordado no texto, trabalho escrito em grupo.
b)  Questionamento para ser respondido em grupo: Se na Idade Antiga as pessoas com deficiência eram vistas como “Coisas”, na Idade Média obtiveram o status de “Filhos de Deus”. A partir da Idade Moderna a pessoa com deficiência, aos poucos, passou a ser reconhecida como “ser humano” que necessita de tratamento e investimentos para o seu completo desenvolvimento. Com base nos seus conhecimentos, como são vistas as pessoas com deficiência na atualidade em sua realidade social?

6.6 Leitura do texto “Pessoa com deficiência: caracterização e formas de relacionamento”, Capítulo III do Livro: Pessoa com Deficiência: Aspectos teóricos e práticos. Que se encontra no site: http://cac-php.unioeste.br/projetos/pee/arquivos/pes_com_defi_asp_teo_e_prat.pdf
Debate sobre o tema abordado no texto, trabalho em grupo, elaboração de síntese.

6.7 Leitura do texto “Reflexões sobre a política de formação de professores para a educação especial / educação inclusiva”, Capítulo IV do Livro: A pessoa com deficiência na Sociedade contemporânea: Problematizando o debate. Que se encontra no site:
Questionamento para ser respondido em grupo: Em seu ponto de vista, onde reside a maior dificuldade para a implementação da política de ensino? Nos vários obstáculos arquitetônicos encontrados nos ambientes escolares, ou nas barreiras atitudinais presentes nas pessoas? Justifique.

6.8 Apresentação do Filme “O Oitavo Dia”. Duração: 118 minutos.
Sinopse: Um homem com Síndrome de Down cuja mãe morreu e um ocupado homem de negócios, divorciado e sem a posse dos filhos, que não querem mais lhe ver. Os dois acabam desenvolvendo uma amizade especial quando encontram-se acidentalmente. O filme deve ser baixado nesse link:


 
As legendas devem ser baixadas nesse link: http://www.opensubtitles.org/pb/subtitles/3130861/huitieme-jour-le-pb



Em seguida serão respondidas as seguintes questões:
a) Qual a maior contribuição do filme?
b) Quais são os principais conceitos que o filme apresenta?

6.9 Leitura do texto “As pessoas com deficiência e a lógica da organização do trabalho na sociedade capitalista”, Capítulo VI do Livro: A pessoa com deficiência na Sociedade contemporânea: Problematizando o debate. Que se encontra no site:
Questionamentos, trabalho em grupo e elaboração de síntese.

 

6.10 Apresentação do FilmeSimples Como Amar”. Duração: 129 minutos.

Sinopse: Após passar alguns anos em uma escola especial, Carla Tate (Juliette Lewis) foi "graduada" e poderá voltar para casa de seus pais em São Francisco. Mas, apesar de ser intelectualmente limitada, Carla planeja morar sozinha, ter uma vida independente e também se libertar da presença da mãe, que a vigia de forma sufocante. Este desejo de ter seu próprio apartamento é aumentado quando conhece Danny McMann (Giovanni Ribisi), um jovem que como ela é mentalmente "lento", mas mora sozinho. Em pouco tempo Carla e Danny estão namorando e já pensam em se casar.








 



 












Em seguida serão respondidas as seguintes questões:
a) Qual a maior contribuição do filme?
b) Quais são os principais conceitos que o filme apresenta?

6.11 Leitura do Texto: “Esticar ou cortar?”, discussão do conteúdo abordado no texto e a relação com a prática pedagógica na escola. Que se encontra no site: http://www.diaadia.pr.gov.br/deein/arquivos/File/Deein_sem_ped_2009.pdf
Questionamento: Diante dos temas já estudados e seu entendimento sobre o assunto, dê a sua definição de Escola Inclusiva.
Produção de síntese, em grupo, do texto e apresentação do mesmo pelo grupo.
Produção final, síntese, de todos os trabalhos feitos no Grupo de Apoio.

7. PROPOSTAS DE ATIVIDADES DE OFICINAS PEDAGÓGICAS

7.1 ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA

As Atividades de Vida Diária (AVDs), como diz o nome, são aquelas realizadas no dia-a-dia de cada educando, como por exemplo: amarrar sapatos, vestir-se, escovar dentes, etc. Essas atividades requerem o desenvolvimento de certas habilidades, pois para que se aprenda a realizá-las é necessário que se desenvolva habilidades específicas para cada atividade, como o desenvolvimento da coordenação motora, por exemplo. Neste sentido, a aprendizagem que às vezes não ocorre com a exercitação, poderá acontecer na situação do brinquedo, pois o prazer da brincadeira produz a especialidade, quanto mais o educando se envolve nela, mais estará aberto a produzir novos conceitos. (FINGER, 1986).

As Atividades de Vida Diária AVDs compreendem atividades fundamentais para a sobrevivência, como comer, manter-se limpo, participar de atividades sociais, realizar serviços domésticos etc. (FINGER, 1986).


7.2 ATIVIDADES DE VIDA PRÁTICA

As Atividades de Vida Diária (AVDs) são as tarefas de desempenho ocupacional que o indivíduo realiza diariamente. Não se resume somente aos auto – cuidados de vestir-se, alimentar-se, arrumar-se, tomar banho, e pentear-se, mas engloba também as habilidades de usar telefone, escrever, manipular livros, assim por diante, além da capacidade de virar-se na cama, sentar-se, mover-se e transferir-se de um lugar a outro. (TROMBLY, 1989).

Nas Atividades de Vida Prática (AVPs) pode-se observar o cotidiano do aluno especial, sua relação com o meio: familiar ou escolar, resumindo sua própria vida, equilíbrio e firmeza na conquista de seus movimentos. (TROMBLY, 1989).

O ambiente escolar-familiar deverá transmitir segurança e dar idéia de ordem física, geradora de uma ordem mental. Tudo no ambiente deve ser estudado, controlado, experimentado, para que o aluno adquira uma movimentação coerente, espelho de seu interior, desenvolvendo seu próprio instinto de vida e suas potencialidades.

Trombly (1989) cita ainda que, as Atividades de Vida Prática (AVPs) de acordo com o próprio termo, estes exercícios se destinam a preparar a pessoa com deficiência para a vida, possibilitando-lhe a independência e uma melhor organização interior.


7.3 PLANEJAMENTO - OFICINAS PEDAGÓGICAS

Objetivo Específico: Proporcionar ao aluno, atividade de maior utilidade, ampliando a noção de responsabilidade e de trabalho para sua própria realização pessoal.

PROGRAMA
ESTRATÉGIAS
Trabalhos manuais
. Tapetes (retalhos)
. Crochê
. Quadro (tela)
. Bordado (ponto cruz)
. Cestos (jornal/reciclado)
. Biscuit (lembrancinhas, vidros, etc.)

. Conhecimento e utilização do material.
. Preparação e classificação do material
. Pintura em telas
. Bordado em tecido, sacos, toalhas, etc.
. Tecer e trançar
. Noções básicas de costura: riscar, cortar,   
  alinhavar, pregar botões, colchetes, costurar.
. Confecções de tapetes.
. Acondicionamento.

Atividades domésticas
. Escola
. Oficina de culinária

. Conhecimento e utilização do material de  
  trabalho ou de limpeza;
. Ser responsável com os materiais, utilizando-se
  em quantidades e finalidades adequadas;
. Limpeza da oficina de culinária, banheiros, sala  
  de aula, parquinho, assim por diante;
. Reconhecer e identificar os cômodos de uma
  casa;
. Limpeza e conservação dos cômodos de uma
  casa;
. Limpeza e conservação dos utensílios   
  domésticos;
. Cuidados e conservação de roupas e calçados;
. Reconhecer e utilizar adequadamente eletros    
  domésticos que existem na oficina de culinária e
  no ambiente escolar;
. Classificação de alimentos e utensílios (arroz,
  feijão, verdura, carne);
. Efetuar pequenas compras (feiras,  
  supermercado, padaria, mercearia);
. Preparar e elaborar receitas simples (doces,
  pães, bolos, salgados);
. Preparar e servir alimentos simples: (lavar,  
  cortar, temperar, fritar, assar, cozinhar, e demais  
  atividades da cozinha);
. Arroz doce e salgado;
. Feijão cozido;
. Macarrão;
. Bolinho doce e salgado;
. Ovo frito, cozido e omelete;
. Vitamina, salada de frutas, verduras e legumes;
. Pão com manteiga, pão torrado, pão no ovo  
  batido;
. Batata doce (cozida, frita, assada);
. Maionese;
. Sopa de legumes e fubá;
. Carnes variadas;
. Chás (erva-mate, cidreira, hortelã e outras ervas
  medicinais);
. Café, chocolate, leite, sucos naturais;
. Manjar de leite, etc.;
. Sagu, canjica, gelatina, e demais geléias;
. Sorvete de leite, frutas;
. Amendoins salgados, doces e achocolatado, etc.
. Pipoca doce e salgada;
. Mandioca frita e cozida;
. Polenta;
. Por e tirar a mesa – a toalha, os guardanapos,
  os pratos, os talheres, adornos;
. Arrumar a cama;
. Lavar e passar roupas.

Horticultura
Jardinagem
. Preparação do solo e suas condições;
. Época adequada do plantio;
. Uso adequado de ferramentas;
. Semeadura e plantio;
. Conservação de canteiros;
. Colheita;
. Conservação dos produtos colhidos;
. Comercialização;
. Necessidades da planta (adubo, água, poda,
  replanta);
. Ferramentas adequadas;
. Conservação de jardins e vasos;
. Seleção de sementes e mudas;
. Flores e folhagens para adornos da escola, sala
  de aula e presentes;
. Técnicas de plantio, poda;
. Reprodução de viveiros;
. Manutenção.

Produtos feitos com madeira
. Madeira – origem, tipo e finalidade;
. Ferramentas e maquinários – conhecer, nomear
  e utilizar;
. Conservação e manutenção de todos os
  materiais;
. Lixar;
. Planar;
. Medir;
. Riscar;
. Serrar;
. Furar;
. Montar;
. Pregar;
. Colar;
. Acabamento;
. Consertos e reformas;
. Embalar;
. Comercializar.

  • Outros programas poderão ser desenvolvidos de acordo com as realidades e
necessidades do aluno e da escola;

  • Para todas as atividades deve-se obedecer a graduações de dificuldades preparando o aluno para desenvolvê-la independentemente, procurando nelas sua própria auto-realização;

  • A avaliação será através de observações do desempenho do aluno na atividade dada;

  • Planejamentos mensais, avaliações diárias e semestrais.

7.4 PLANEJAMENTO: ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA E ATIVIDADES DE VIDA PRÁTICA

Objetivo Geral: Proporcionar ao aprendiz atividades visando ampliar a noção de responsabilidade e de trabalho para sua própria independência, realização pessoal e relacionamento social.

Objetivo Específico: Trabalhar, visando atividades dentro das áreas de AVD (Atividades de Vida Diária), AVP (Atividades de Vida Prática), Lazer e Relacionamento Social.

ATIVIDADES

TRABALHOS
01
AVD
Comunicação, vestuário (estimular feminilidade), locomoção, higiene (estimular feminilidade), alimentação.

02
AVP
Atividade de limpeza, preparação de refeições, servir refeições, trabalhos manuais, compras.

03
Lazer/passeios
Na casa do aprendiz, sorveteria, feira, exposições, piquenique, missa, culto, zoológico.

04
Relacionamento social (pessoal / aceitação)
Atividades em conjunto, boas maneiras, educação sexual, atividades de relacionamento

ATIVIDADES DE VIDA PRÁTICA – AVP


ATIVIDADES

TRABALHOS
01
LIMPEZA
- Transportar material de limpeza;
- Pegar objetos do chão;
- Limpar as coisas derramadas no chão;
- Usar a vassoura para varrer;
- Usar a pá de lixo;
- Arrumar a cama;
- Tirar o pó dos móveis;
- Usar pano com água / torcer;
- Limpar mesas, cadeiras e erguê-las;
- Passar pano no chão com rodinho;
- Lavar panos no tanque usando água e sabão;
- Limpar, lavar banheiro;
- Limpar os vidros;
- Limpar, descongelar geladeira;
- Lavar calçadas, etc.

02
JARDINAGEM
- Plantar;
- Regar;
- Retirar matos, folhas, papéis, pedras das plantas e
  grama, etc.;
- Fazer arranjos florais.

03
PREPARAÇÃO DE REFEIÇÕES
- Abrir torneiras;
- Acender fósforo e forno ou queimador a gás;
- Despejar líquidos quentes;
- Servir comida quente;
- Abrir embalagens de comida;
- Abrir latas e garrafas;
- Abris leite em saquinhos ou caixinhas;
- Carregar comida ou panelas quentes;
- Tirar comida da geladeira;
- Tirar utensílios dos armários;
- Descascar legumes, frutas, etc.;
- Usar facas com segurança;
- Usar talheres de medida ou medidor;
- Usar batedeira;
- Untar formas;
- Abrir o forno com segurança;
- Usar luvas para forno;
- Colocar travessa no forno;
- Usar liquidificador;
- Quebrar ovos;
- Bater massa;
- Despejar massa;
- Bater carne;
- Planejar o cardápio da semana.

04
SERVIR REFEIÇÕES
- Arrumar a mesa / toalha / talheres / pratos / copos /
  guardanapos / etc.;
- Levar a comida para a mesa;
- Servir a comida na mesa;
- Colocar e retirar a toalha;
- Dobrar guardanapos e toalha;
- Retirar a sobra de comida dos pratos;
- Limpar mesa e cadeiras;
- Varrer o chão;
- Lavar louça;
- Secar louça;
- Guardar corretamente a louça nos armários;
- Lavar a pia;
- Limpar o fogão;

05
LAVANDERIA
- Selecionar as roupas;
- Usar varal;
- Usar pregadores e cesto;
- Prender no varal;
- Preparar a mesa ou tabua de passar roupa;
- Passar roupas simples;
- Passar camisetas ou vestido;
- Dobrar roupas passadas;
- Guardar corretamente as roupas passadas.

06
COSTURA
- Enfiar linha na agulha;
- Dar nó, laço;
- Usar a tesoura;
- Cortar a linha;
- Fazer alinhavo;
- Pregar botões;
- Remendar;
- Usar a máquina de costura.

07
TRABALHOS MANUAIS
- Tapetes;
- Pinturas (caixas, tecido, telas, etc.);
- Guardanapos;
- Alinhavos;
- Vasos decorados;
- Porta guardanapos;
- Crochê;
- Bordado ponto cruz;
- Cachepôs de madeira, etc.




ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA – AVD


ATIVIDADES

TRABALHOS
01
COMUNICAÇÃO
- Estimular o uso da fala;
- Aprimorar o uso de gestos e sinais;
- Atender a porta / campainha;
- Receber e executar instruções / recados.

02
VESTUÁRIO
- Vestir e despir roupa;
- Abotoar e desabotoar;
- Abrir e fechar zíper e fivelas;
- Amarrar e desamarrar (dar nó e laço);
- Manter-se com roupas limpas;
- Calçar sapatos, meias.

03
LOCOMOÇÃO
- Deslocar-se de forma adequada;
- Corrigir erros de postura.

04
HIGIENE
- Tomar banho;
- Pentear o cabelo;
- Cortar e lixar as unhas;
- Lavar as mãos antes das refeições;
- Fazer depilação;
- Usar lenço adequadamente;
- Usar absorvente higiênico;
- Usar o banheiro corretamente;
- Escovar os dentes;
- Manter uma boa aparência;
- Desenvolver a feminilidade com o uso de batom,
  esmalte, perfume, creme, etc.

05
ALIMENTAÇÃO
- Utilizar os talheres;
- Utilizar copo / xícara;
- Orientar boas maneiras na mesa;
- Alimentar-se adequadamente;
- Cortar carne, pão, legumes;
- Guardar corretamente os alimentos;
- Cozinhar.


 

 8. REFERÊNCIAS

AMARO, S. T. A. Serviço Social na escola: o encontro da realidade com a educação. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 1997.

BRASIL. A inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. 2. ed. – Brasília: MTE, SIT, 2007.

BRASIL. Constituição Federativa do Brasil. 1988. São Paulo: 2005.

BRASIL. Decreto n. 3298 de 20 de dezembro de 1999.

BRASIL. Inventário de Habilidades Sociais (IGS-Del Prette). São Paulo: Casa do Psicólogo, 2001.

BRASIL. Lei 8.069/90. Estatuto da Criança e do Adolescente. ECA. Porto Alegre: CRESS, 2000.

BRASIL. Lei nº 9394 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

BRASIL. Ministério da Educação. Decreto Federal nº 5296 de 02 de dezembro de 2004. Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. Brasília, 2004.

BRASIL. MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO (MTE) - Legislação relativa ao trabalho de pessoas portadoras de deficiência: coletânea. Brasília: MTE, SIT/ DSST, 1999.

BRONFENBRENNER, U. A ecologia do desenvolvimento humano. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.

CARDOSO, M. C. F. (1997). Abordagem Ecológica em Educação Especial: Fundamentos básicos para o currículo. Brasília: MEC/CORDE.

CARVALHO, A. R. de: ORSO, P. J. As pessoas com deficiência e a lógica da organização do trabalho na sociedade capitalista. In: Programa Institucional de ações relativas às pessoas com necessidades especiais - PEE (org). A pessoa com deficiência na sociedade contemporânea: problematizando o debate. Cascavel: EDUNIOESTE, 2006. p. 155 – 179.

CARVALHO, A. R. de: ROCHA, J. V. da: SILVA, V. L. R. R. da. Pessoa com deficiência na história: modelos de tratamento e compreensão. In: Programa Institucional de ações relativas às pessoas com necessidades especiais - PEE (org). Pessoa com deficiência: aspectos teóricos e práticos. Cascavel: EDUNIOESTE, 2006. p. 15 – 56.

CERQUEIRA, M. T. A. Estratégias de ensino-aprendizagem para a pessoa com deficiência intelectual de 12 a 18 anos. Curitiba: UFPR, 2008.

CUCCOVIA, M. M. (2003). Análise De Procedimentos Para Avaliação De Interesses De Um Currículo Funcional Natural E Seus Efeitos No Funcionamento Geral De Indivíduos Com Deficiência Mental E Autismo. Tese de dissertação de mestrado no programa de pós-graduação em educação especial, Universidade Federal de São Carlos. São Carlos.

DONNELLAN, M. A & NEEL, S. R (1996). New directions in educating students with autism in: R.H. Honer, L. H. Meyer & H. D. B. Fredericks (Eds) Education of Lear with severe Handicaps (pp. 99-126). Baltimore: Paul H. Brookes.

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FALVEY, M. A. (1986). Comunity – Based Curriculum. Baltimore, Maryland: Paul-H- Brookes Publishing Co.

FENAPAES. APAE educadora - a escola que buscamos: proposta orientadora das ações educacionais. Brasília: FENAPAES, 2001.

FINGER, J. A. Terapia ocupacional. São Paulo: Sarvier, 1986.

GADOTTI, M. Pedagogia da práxis. São Paulo: Cortez, 1995.

IACONO, J. P.: SILVA, L. A. da. Reflexões sobre a política de formação de professores para a educação inclusiva. In: Programa Institucional de ações relativas às pessoas com necessidades especiais - PEE (org). A pessoa com deficiência na sociedade contemporânea: problematizando o debate. Cascavel: EDUNIOESTE, 2006. p. 91 – 116.

LEBLANC, J. M. El Curriculum Funcional en la educación de la persona con retardo mental. Trabalho apresentado na ASPANDEM, Mallagra, España, 1992.

KUENZER, A.; GRABOWSKI, G. Educação Profissional: desafios para a construção de um projeto para os que vivem do trabalho. Perspectiva, vol. 24, nº1, 2006.

MARX, K. O capital. Rio de Janeiro: Guanabara, 1982.

MIURA, R. K. K. Considerações sobre o Currículo Funcional Natural – CFN. In: OLIVEIRA, A. A. S.; OMOTE, S.; GIROTO, C. R. M. (Org.). Inclusão Escolar: as contribuições da educação especial. São Paulo: Cultura Acadêmica, Marília: Fundepe Editora, 2008. p.153-165.

ROSA, E. R. da, ANDRE, M. F. C., CABRAL, N. Pessoa com deficiência reformulando conceitos e valores. Cascavel, Governo Municipal, 2003.

ROSA, E. R. da: BORBA, V. Apontamento sobre o movimento social das pessoas com deficiência no Brasil. In: Programa Institucional de ações relativas às pessoas com necessidades especiais - PEE (org). A pessoa com deficiência na sociedade contemporânea: problematizando o debate. Cascavel: EDUNIOESTE, 2006. p. 181 – 213.

SACRISTAN, G. Compreender e Transformar o ensino. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

SASSAKI, R. K. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA, 1997.

SILVA, D. R.: SILVA, V. L. R. R. da. O uso da informática como um instrumento de apoio no processo educacional de pessoas com deficiência visual e deficiência física/motora. In: Programa Institucional de ações relativas às pessoas com necessidades especiais - PEE (org). A pessoa com deficiência na sociedade contemporânea: problematizando o debate. Cascavel: EDUNIOESTE, 2006. p. 117 – 153.

STEINBERG, S. R. Uma análise da Pedagogia do Oprimido. In: A pedagogia da libertação em Paulo Freire. São Paulo: Unesp, 2001.

TROMBLY, C. A. Terapia ocupacional para disfunção física. 2ª ed. São Paulo: Santos, 1989, 514 p.

UNIOESTE. Pessoas com Deficiência: Aspectos Teóricos e Práticos Org. Programa institucional de ações Relativas à Pessoa com Necessidades Especiais. PEE. Cascavel: Edunioeste, 2006.

VIGOTSKY, L.S. El nino ciego. In obras completas. Tomo V. Habana: Cuba, 1989.


SITES CONSULTADOS








9. ANEXOS

9.1 RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO DAS HABILIDADES E COMPETÊNCIA DO ALUNO – PROGRAMAS PEDAGÓGICOS ESPECÍFICOS – OFICINA PROTEGIDA TERAPÊUTICA

Nome do Aluno(a):..............................................................D. Nasc.:....../......./......

Período de observação ......../......../.............   a    ........./........./......................

Registrar informações referentes ao aluno, observadas durante o período do 1º Semestre.

1. Atividades de vida diária - Higiene pessoal, higiene do ambiente, uso do banheiro, cuidados com o próprio vestuário.
........................................................................................................................................
........................................................................................................................................
........................................................................................................................................
........................................................................................................................................

2. Relacionamento interpessoal - Atitudes de cortesia, pede ajuda, ajuda, faz amizade com facilidade, se preocupa em contar o que os colegas estão fazendo, relacionamento com o professor e funcionários.
........................................................................................................................................
........................................................................................................................................
........................................................................................................................................
........................................................................................................................................

3. Comunicabilidade - Expressão verbal, organização de idéias, expressão de idéias (ativa ou passiva).
........................................................................................................................................
........................................................................................................................................
........................................................................................................................................
........................................................................................................................................


4. Aspectos Emocionais - Reação a mudanças, reação ao ser repreendido, reação ao receber críticas e elogios.
.......................................................................................................................................
........................................................................................................................................
........................................................................................................................................
........................................................................................................................................
........................................................................................................................................
........................................................................................................................................
........................................................................................................................................
........................................................................................................................................
........................................................................................................................................

Professor (a)=                                                                                                       
Ficha adaptada a partir de FENAPAES, 2001


9.2 FICHA DE ACOMPANHAMENTO DO APRENDIZ NO PROCESSO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

Nome do(a) aprendiz:                                                                                               
Data de Nascimento:         /         /          idade:           sexo: (  ) masc.  (  ) fem.
Filiação:                                                                         e                                            
Endereço:                                                                                 Telefone:                 


Códigos de Critérios
M = mau (há problemas sérios e constantes)
R = regular (há alguma dificuldade)
B = bom (não há problemas)
S/D = Sem dados para a avaliação (item não observado)

N.º
ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA
ANO:
1ºS
2º S
01
Lava as mãos utilizando adequadamente o lavatório


02
Usa adequadamente o vaso sanitário


03
Demonstra tomar banho diário adequadamente


04
Mantém  os cabelos limpo e bem cuidados


05
Escova os dentes após as refeições


06
Mantém as unhas cortadas e limpas


07
Cuida adequadamente de sua higiene íntima


08
Apresenta-se com roupas limpas


09
Apresenta-se com meias e sapatos limpos


10
Tem o hábito de lavar as mãos antes e após as refeições


11
Senta-se adequadamente à mesa no momento das refeições


12
Usa os talheres adequadamente


13
É capaz de beber líquidos adequadamente


14
Têm boas maneiras a mesa


15
Locomove-se sozinho nas dependências do Núcleo de Trabalho


16
Reconhece as diferentes dependências do Núcleo de Trabalho


17
Cuida dos objetos pessoais


18
Atravessa ruas sozinho em locais sem sinalização


19
Atravessa ruas sozinho utilizando a sinalização de trânsito


20
Utiliza independentemente o transporte coletivo para o Núcleo de Trabalho


21
Utiliza independentemente o transporte coletivo para outros trajetos


22
Faz pequenas compras


23
Reconhece a importância de dedicar cuidados especiais à saúde


24
Quando necessário procura serviços médicos odontológicos


25
Sabe sugar líquidos com canudinho


N.º
ADAPTAÇÃO SÓCIO-EMOCIONAL
ANO:
1ºS
2º S
01
É pontual ao início das atividades


02
É assíduo às atividades propostas no Núcleo de Trabalho


03
Cumprimenta


04
Responde cumprimentos


05
Pede licença


06
Desculpa-se


07
Agradece


08
Guarda seu material de trabalho em local adequado


09
Mantém seu local de trabalho limpo e organizado


10
Participa das atividades de grupo


11
Colabora no trabalho e nas promoções sociais da instituição


12
Solicita ajuda quando necessário


13
É aceito no grupo


14
Aceita o grupo


15
Aceita críticas


16
Respeita os colegas


17
Apresenta estabilidade de humor


18
Reconhece superiores e autoridades


19
Respeita a hierarquia


20
Tem iniciativa de conversar com as pessoas desconhecidas


21
Participa de atividades sociais e de lazer promovidas pela instituição


22
Aguarda a sua vez para se comunicar


N.º
HABILIDADES ESPECÍFICAS E PSICOMOTORAS
ANO:
1ºS
2º S
01
Abre e fecha vidros com tampa de rosca


02
Abre latas com abridor


03
Abre e fecha tubos e potes


04
Dá laços em sapatos


05
Recorta contornos corretamente em papel


06
Faz colagens respeitando limites


07
Realiza movimentos de pinça


08
Transfere gabarito em linha reta


09
Transfere gabarito em linha curva


10
Recorta gabaritos transferidos em papel


11
Recorta contornos corretamente


12
Apresenta postura adequada quando em pé


13
Apresenta postura adequada ao sentar-se


14
Executa dobraduras simples (roupas, materiais)


15
Embrulha corretamente objetos


16
Abre e fecha portas utilizando chaves


17
Limpa a sola dos sapatos em capacho (tapetes)


18
Sabe abotoar roupas


19
Sabe vestir e amarrar avental


N.º
INFORMAÇÕES BÁSICAS
ENSINO DE PORTUGUÊS
ANO:
1ºS
2º S
01
Identifica seu pré-nome


02
Escreve seu pré-nome


03
Diz seu nome completo


04
Escreve seu nome completo


05
Informa seu endereço


06
Informa o número do seu telefone


07
Informa a data do seu nascimento (dia e mês)


08
Escreve o nome de pessoas da sua família


09
Compreende ordens complexas


10
Executa ordens envolvendo dois comportamentos


11
Transmite pequenos recados


12
Relata com coerência fatos e experiências


13
Emite respostas coerentes e perguntas simples


14
Reproduz uma história simples à vista de gravuras


15
Reproduz uma história simples sem a visualização de gravuras


16
Comunica-se através de telefone


17
Utiliza corretamente o telefone público


18
Reconhece símbolos ou rótulos de produtos cotidianos


19
Reconhece o alfabeto


20
Escreve o alfabeto


21
Lê palavras formadas com sílabas simples


22
Lê palavras com dígrafos


23
Faz leituras de pequenos textos


24
Identifica a seqüência lógica dos fatos


25
Faz a interpretação oral de pequenos textos


26
Compõe frases escritas, mínimo de três palavras, com sentido completo


27
Usa adequadamente sinais de pontuação


28
Usa corretamente letras maiúsculas e minúsculas


29
Compreende ordens simples


30
Redige pequenos bilhetes com coerência de pensamento


31
Redige pequenas cartas com coerência de pensamento


32
Redige telegrama


33
Endereça corretamente envelopes


34
Preenche formulários adequadamente


35
Possui hábito de leitura (jornais, revistas, livros, outros)


36
Possui leitura incidental (ônibus coletivos, letreiros. Outros)


37
Faz leitura silenciosa


N.º
INFORMAÇÕES BÁSICAS
CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO SEXUAL
ANO:
1ºS
2º S
01
Tem noção da importância e cuidados com a água que ingere


02
Reconhece a importância de uma alimentação adequada para a sua saúde


03
Identifica as fases do desenvolvimento dos seres vivos compreendendo o ciclo da vida


04
Identifica a reprodução das plantas através de mudas e sementes


05
Reconhece a necessidade dos seres vivos (plantas, animais, homem)


06
Reconhece as estações do ano


07
Utiliza o vestuário com autonomia e adequação às estações climáticas


08
Diferencia as funções dos cinco sentidos


09
Reconhece a importância dos hábitos de higiene para preservação da saúde


10
Reconhece a importância dos cuidados com  o lixo


11
Identifica as partes do corpo humano, nomeando-as corretamente


12
Identifica a anatomia sexual feminina, nomeando-a corretamente


13
Identifica a anatomia sexual masculina, nomeando-a corretamente


14
Tem cuidados com sua vaidade


15
Utiliza corretamente produto de cosméticos


16
Sabe a função da menstruação


17
Sabe sobre os limites e cuidados com a masturbação


18
Identifica o conceito correto sobre namoro e relacionamento humano


19
Tem conhecimento das implicações sobre a formação de uma família


20
Sabe sobre a fecundação humana


21
Define os sinais de uma gestação humana corretamente


22
Sabe das responsabilidades advindas de uma gravidez não programada


23
Tem conhecimento sobre os tipos de anticonceptivos


24
Sabe sobre as doenças sexualmente transmissíveis e sua prevenção


25
Sabe sobre o conceito de homossexualidade


N.º
INFORMAÇÕES BÁSICAS
MATEMÁTICA
ANO:
1ºS
2º S
01
Discrimina cores primárias


02
Discrimina cores secundárias


03
Reconhece figuras geométricas simples


04
Faz seriação de objetos


05
Faz classificação de objetos


06
Tem noção espaço temporal


07
Possui lateralidade


08
Nomeia corretamente dias da semana


09
Identifica os meses do ano


10
Sabe utilizar corretamente calendário


11
Associa corretamente horas e acontecimentos


12
Compreende os intervalos de tempo associando os fatos corretamente


13
Conta significativamente até... (nomear)


14
Escreve a numeração até... (nomear)


15
Realiza operações simples com o uso de material concreto


16
Realiza operações simples sem o uso de material  concreto


17
Tem noção de dobro


18
Tem noção de metade


19
Tem noção de dúzia


20
Tem noção de dezena


21
Tem noção centena


22
Sabe leitura correta do relógio digital


23
Sabe leitura correta do relógio de ponteiros


24
Relaciona as unidades de medidas corretamente (litro, quilograma, metro)


25
Reconhece através de atividades prática os valores monetários


26
Lê quantias em dinheiro


27
Faz interpretação de problemas numéricos


28
Determina a posição ordinal dos numerais


29
Sabe a multiplicação dos fatos fundamentais até ...(nomear)


N.º
HABILIDADES BÁSICAS E
HABILIDADES DE GESTÃO
ANO:
1ºS
2º S
01
Reconhece o valor do trabalho


02
Identifica atividades comerciais


03
Identifica atividades industriais


04
Identifica atividades agrícolas


05
Nomeia profissões no mercado


06
Identifica ocupações compatíveis com a sua capacidade


07
Identifica documentos pessoais e essenciais ao trabalhador


08
Sabe sobre os procedimentos corretos para solicitar um emprego


09
Utiliza corretamente livro ou relógio de ponto


10
Tem noção sobre Segurança no trabalho


11
Tem noção sobre higiene e saúde no trabalho


12
Tem noção sobre legislação trabalhista


13
Sabe sobre as normas básicas do código nacional de trânsito


14
Sabe sobre as ocupações do mercado de trabalho


15
Sabe da importância de buscar uma qualificação profissional


  Ficha adaptada a partir de FENAPAES, 2001




9.3 FICHA DE ENTREVISTA COM OS PAIS

Nome do  entrevistado:
                                                                                                                                                                                                                                                                                                      
Nome do aprendiz:
                                                                                                                                                                                                                                                                                                           
Data da entrevista:          /                     /                          .


1.    Fale um pouco sobre o seu filho.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           
2.    Qual o diagnóstico da deficiência apresentada pelo seu filho? Que tipo de “problema” ele tem?
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           
3.    Quando foi detectada a deficiência?
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           
4.    Quais os atendimentos que ele teve até hoje (escolar, clínico,...)?
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           
5.    Toma alguma medicação? Qual?
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    
6.    Como é o relacionamento do seu filho com os membros da família?
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                     
7.    Como é o relacionamento dos membros da família entre si?
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    
8.    O seu filho tem independência nos hábitos de higiene?
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    
9.    Fica sozinho em casa?
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             
10. Sabe fazer compras?
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              
11. Tem amigos? Como se relaciona com eles?
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              
12. Como é a rotina de seu filho?
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  
13. Quais são as suas expectativas em relação ao seu filho?
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           
14. Quais são as sua            s expectativas em relação à APAE?
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              
15. Como o seu filho reage à mudança?
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              
16. Seu filho já despertou para a sexualidade?                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      
17. Se, sim, como se nota tal comportamento?
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  
18. O que você pensa em relação ao namoro e ao casamento?
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              

ASSINATURA DO ENTREVISTADO:                                                                 

NOME E ASSINATURA DO ENTREVISTADOR:                                             

Ficha adaptada a partir de FENAPAES, 2001


9.4 FICHA DE ENTREVISTA COM O ALUNO

Aluno (a):                                                                                                         
Data de Nasc.:               /           /          
Data da Entrevista:     /           /        .

Perguntas com transcrições de informações
Informou completamente
Informou parcialmente
Não soube informar
01
Qual o seu nome completo?




02
Qual o seu endereço completo?




03
Qual o número do seu telefone?




04
Qual a data de seu nascimento ou em que dia é o seu aniversário?




05
Qual o nome do seu pai? E da sua mãe?




06
Você se relaciona bem com o seu pai? E com a sua mãe?




07
Você tem irmãos? Quantos? Qual o nome deles?




08
Você se relaciona bem com eles?




09
Você anda de ônibus sozinho?




10
Você sabe ler e escrever?




11
O que você faz no dia-a-dia? E nos finais de semana?




12
Você freqüentava alguma escola antes vir para a esta escola? Qual? O que você fazia lá?




13
Fale um pouco sobre sua vida (o que gosta de fazer, quais as pessoas que você mais gosta, etc.)




14
O que você achou da Escola atual?




15
Você já trabalhou? Se sim, onde? Fale de sua
Experiência. Se não, tem vontade de trabalhar? Por quê? Com o quê?




16
O que você pensa da sua vida no futuro?





Perguntas com transcrições de informações
Informou completamente
Informou parcialmente
Não soube informar
17
Você quer aprender alguma atividade aqui na Escola? Ou quer fazer outro curso profissionalizante fora da Escola?




18
Você tem namorada (o)? Se sim, fale sobre ele (a). Se não. Já teve? O que você pensa a este respeito?




19
Quais as atividades artísticas que você gostaria de participar?




DETECTAR
Informou completamente
Informou parcialmente
Não soube informar
01
Fluidez verbal;




02
Encadeamento de idéias;




03
Independência de idéias;




04
Introversão, extroversão;




05
Se tem ou não projeto de vida.





NOME E ASSINATURA DO ENTREVISTADOR:

Ficha adaptada a partir de FENAPAES, 2001